Estas datas festivas, semi festivas e de festinhas são qualquer coisa no mundo facebookiano e afins.
É só gente nervosa.
Os que estão sozinhos e a parecer que estão a tentar acasalar agora à última, os que sentem necessidade de declarar o amor à sua cara-metade ali perante todos, os que criticam este dia, que é odioso e inventado pelos capitalistas, mais os que vociferam contra os que amam apenas neste dia e ainda os que se queixam sobre os que aclamam estar felizes mesmo sem terem cara-metade com que partilhar o dia, porque sendo feministas faz-lhes cócegas que precisem de afirmar isso.
Sei lá... parecem-me todos patetas a partir do momento que são todos demasiado sérios. Ficam infelizes e irritados com a felicidade e a infelicidade alheia. Não há quem os console.
Todos têm uma valente teoria sobre o que deve e como deve ser...
Não sei... desde que se esteja bem com a vida... não?!
Acho que mais vale cada um tratar da sua horta... hoje quem se aclama entendido na poda, andou ontem a carpir a arrancar cabelos e unhas... quem se acha feliz a dois, já o foi "a solo" e vice-versa... e já todos chorámos miseravelmente pela ausência de alguém, bem como já demos graças por ter tempo só para nós.
Andávamos todos tão mais contentes se nos víssemos felizes com a felicidade alheia. Ou pelo menos indiferentes, quando nada nos dizem. Ou seria ainda de tentar perceber pelo menos quem não sente essa felicidade... não passámos já por lá?!
Nestas alturas é que devemos olhar para o nosso umbigo... e não quando nos pedem para estendermos a mão. Mas isso sou eu, que ando a ficar picuinhas com merdas.
Pronto, já caguei também a minha sentença.
Agora vou sofrer um bocadinho do lado esquerdo; mais precisamente com o polegar, esse miserável insensível!
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Farewell
Lembro-me de quando as despedidas eram como se fosse a última vez que as pessoas se viam.
Quando o sentimento estava ali e havia um qualquer palpitar, uma já falta... uma saudade precoce.
Eu devo ser muito velhinha...
As despedidas agora parecem-me coisa desprendida, de reencontro certo, de tudo garantido.
E nem sempre as pessoas se voltam a ver. Nem sempre as coisas são garantidas...
Isto a propósito de coisa nenhuma. Só de um filme, que volto a postar, que me levou a esta música e ao degredo da memória.
É que eu preciso de encerramentos. E despedidas a sério. Ou sou dada a fantasmas por longos períodos de tempo.
É que eu preciso de encerramentos. E despedidas a sério. Ou sou dada a fantasmas por longos períodos de tempo.
O filme é o A Place in the Sun, 1951, que mostra que não há cá bons rapazes. Ou melhor... não há bom rapaz que não se transforme num belo monstro, sob determinadas circunstâncias.
E sim... o mesmo se aplica às mocinhas. O que me lembrou de outro filme que me deixou presa aos contrastes de expressões faciais.
E sim... o mesmo se aplica às mocinhas. O que me lembrou de outro filme que me deixou presa aos contrastes de expressões faciais.
Ó ele aqui em baixo!
Mónica e o Desejo, 1953
Corações para este, que para além do que referi acima, me fez lembrar da santa inocência de quando acreditamos no amor e uma cabana.
E não; isto não é nenhuma crítica a nenhum dos filmes. É uma análise pobre ao desaparecimento total da "inocência" que ainda aqui morava.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
O meu nome é Polegarzinho! (ou assim me chamaram)
Diziam-me que eu ia sentir-me sozinha, ao contrário do que pensava, se me mudasse para uma casa... sozinha.
Bom, hoje senti-me triste por vir para uma casa que divido apenas com uma gata ( e eventualmente umas aranhas gigantescas que sentem frio lá fora).
De facto, hoje, não ter aqui um moço em casa fez-se sentir...
E não, não foi pela proximidade do dia dos namorados, esse dia romântico em que, segundo muitos criticam, casais se amontoam em restaurantes para provar ao mundo que se amam imenso, excepto quando no resto do ano se tratam por "camundongo" ou "besta"...
Foi mesmo por ter escavacado um oponível com um canivete e não ter quem me lave a louça, faça a cama, me dê banho, dispa e vista...
É que tarefas domésticas, por agora, estou impedida e o resto é uma trabalheira dolorosa, isto!!!
Nota: Se alguns homens acham um verdadeiro desafio desapertar o soutien de uma miúda... bom, acho que o meu desafio amanhã vai ser bem maior - apertar o meu só com uma mão.
Bom, hoje senti-me triste por vir para uma casa que divido apenas com uma gata ( e eventualmente umas aranhas gigantescas que sentem frio lá fora).
De facto, hoje, não ter aqui um moço em casa fez-se sentir...
E não, não foi pela proximidade do dia dos namorados, esse dia romântico em que, segundo muitos criticam, casais se amontoam em restaurantes para provar ao mundo que se amam imenso, excepto quando no resto do ano se tratam por "camundongo" ou "besta"...
Foi mesmo por ter escavacado um oponível com um canivete e não ter quem me lave a louça, faça a cama, me dê banho, dispa e vista...
É que tarefas domésticas, por agora, estou impedida e o resto é uma trabalheira dolorosa, isto!!!
Nota: Se alguns homens acham um verdadeiro desafio desapertar o soutien de uma miúda... bom, acho que o meu desafio amanhã vai ser bem maior - apertar o meu só com uma mão.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Vi-t'ali e não quero dizer
Não sei que raio de febre anda para aí com os Vi-te Aqui e Acoli, mas a coisa não pára.
Numa altura em que vejo as pessoas mais interessadas em comunicar-se e dar-se à distância, numa imaginária profundidade - que não é mais que um mero conhecimento superficial que causa muita confusão, mais desencontros que encontros e frustrações várias - espanta-me que depois recorram a uma tentativa de encontro em pó em que basta juntar água, numa espécie de desespero para encontrar, quando muito, a sua cara-1/6.
Isto cada um encontra-se como quer, sabe e pode... nada contra.
Há blind dates, dizem, que resultam maravilhas! Quem sou eu para julgar?!
O tempo, a disponibilidade... é tudo diferente, essa é a verdade.
Causa-me é assim uma espécie de fungaria incómoda nos nervos ver o pouco esforço pelo contacto ao vivo e a cores e esperarem "encontros" milagrosos que lhe tragam algum amor efervescente e já agora duradouro.
Em forma de... eu vi-te ali, trocámos uns olhares ou então eras vesgo e confundi-me ou até estavas era a topar a outra miúda através do reflexo e eu fiz figura d'ursa... e se leres esta xaxada adivinha lá que eu era a miúda que trazia os collants rotos junto ao joelho esquerdo e aquilo não era piercing, que vergonha, limpei foi mal o nariz. Lembras-te? (talvez escrevam "lembraste")
Qualquer coisa assim...
Não me refiro a encontros "date" em si, mas ao encontro com alguém, na mesma sintonia, afinidades e essas coisas maravilhosas e cada vez mais raras. (isto agora soa a miúda azarada, não é?!)
Mas isto, infelizmente até nas amizades se vê um pouco... é uma pena.
Eu cá sou miúda de gostar de sentir cheiros (desde que o pessoal seja adepto do banho, claro), da gargalhada conjunta, do tomar o capuccino e o scone, do ouvir a voz, o tom e perceber o humor dos outros. E se então for mais que amizade, pelamordedeusinho, deixa-me cá ver como cheiras, se gostas de comer como eu, se a tua presença me causa chérnicos e quentinhos piiiiacima e piiiiabaixo, se tens ar de enfastiado quando estou cheia de vontade de dançar, se me causas fascínio ou admiração... e mais umas lérias que não posso para aqui andar a revelar que isto não é nenhum livro de soluções.
Mas isto tudo só porque eu queria mandar uma piada reles!
Que era....
Ahhhh, vou fazer também uma página, tendo em conta toda a conjuntura actual (fica sempre bem dizer isto... ou não, que já é batido) que se vai chamar :
Vi-te ali na fila do Centro de Emprego
ou
Vi-te ali na fila para a Sopa dos Pobres
Levavas umas calças coçadas, ias a contar os últimos trocos e a roer um papo seco e com uns quantos papeis a comprovar que tens procurado trabalho e uns com umas sugestões de formações em ervas daninhas ou segurança no trabalho, vertente arrumador de carros...
Sim, valha-nos a amizade e o amor, esse estupor que anda mais perdido do que o caraças do comboio de zombies que estão mortinhos (oh... tão mal que isto soa) para chegar a casa e pasmar frente ao pc (como a otária está agora a fazer) e conviver de longe com os "amigos".
Numa altura em que vejo as pessoas mais interessadas em comunicar-se e dar-se à distância, numa imaginária profundidade - que não é mais que um mero conhecimento superficial que causa muita confusão, mais desencontros que encontros e frustrações várias - espanta-me que depois recorram a uma tentativa de encontro em pó em que basta juntar água, numa espécie de desespero para encontrar, quando muito, a sua cara-1/6.
Isto cada um encontra-se como quer, sabe e pode... nada contra.
Há blind dates, dizem, que resultam maravilhas! Quem sou eu para julgar?!
O tempo, a disponibilidade... é tudo diferente, essa é a verdade.
Causa-me é assim uma espécie de fungaria incómoda nos nervos ver o pouco esforço pelo contacto ao vivo e a cores e esperarem "encontros" milagrosos que lhe tragam algum amor efervescente e já agora duradouro.
Em forma de... eu vi-te ali, trocámos uns olhares ou então eras vesgo e confundi-me ou até estavas era a topar a outra miúda através do reflexo e eu fiz figura d'ursa... e se leres esta xaxada adivinha lá que eu era a miúda que trazia os collants rotos junto ao joelho esquerdo e aquilo não era piercing, que vergonha, limpei foi mal o nariz. Lembras-te? (talvez escrevam "lembraste")
Qualquer coisa assim...
Não me refiro a encontros "date" em si, mas ao encontro com alguém, na mesma sintonia, afinidades e essas coisas maravilhosas e cada vez mais raras. (isto agora soa a miúda azarada, não é?!)
Mas isto, infelizmente até nas amizades se vê um pouco... é uma pena.
Eu cá sou miúda de gostar de sentir cheiros (desde que o pessoal seja adepto do banho, claro), da gargalhada conjunta, do tomar o capuccino e o scone, do ouvir a voz, o tom e perceber o humor dos outros. E se então for mais que amizade, pelamordedeusinho, deixa-me cá ver como cheiras, se gostas de comer como eu, se a tua presença me causa chérnicos e quentinhos piiiiacima e piiiiabaixo, se tens ar de enfastiado quando estou cheia de vontade de dançar, se me causas fascínio ou admiração... e mais umas lérias que não posso para aqui andar a revelar que isto não é nenhum livro de soluções.
Mas isto tudo só porque eu queria mandar uma piada reles!
Que era....
Ahhhh, vou fazer também uma página, tendo em conta toda a conjuntura actual (fica sempre bem dizer isto... ou não, que já é batido) que se vai chamar :
Vi-te ali na fila do Centro de Emprego
ou
Vi-te ali na fila para a Sopa dos Pobres
Levavas umas calças coçadas, ias a contar os últimos trocos e a roer um papo seco e com uns quantos papeis a comprovar que tens procurado trabalho e uns com umas sugestões de formações em ervas daninhas ou segurança no trabalho, vertente arrumador de carros...
Sim, valha-nos a amizade e o amor, esse estupor que anda mais perdido do que o caraças do comboio de zombies que estão mortinhos (oh... tão mal que isto soa) para chegar a casa e pasmar frente ao pc (como a otária está agora a fazer) e conviver de longe com os "amigos".
domingo, 9 de fevereiro de 2014
O f.d.p. do íman
Um destes dias, em resultado de comentar um post amigo, recebi mensagem de um desconhecido com o seguinte:
conversa virtual,,amizade virtual? vou pedir e decides ****** betty buup
E ele segue, após o meu silêncio:
ui desculpa às tantas não é a b buup (a imagem de capa) ..mas se não é quem é então ?...
Não, não era a betty buup. Nem mesmo a Betty Boop. E fiquei contente por não me chamar Betty Burp "ou assim".
O pedido de amizade chegou no dia seguinte. Não está sozinho. Está no estendal dos pedidos de amizade que eu não compreendo.
(uma pessoa queixa-se do facebook, mas aquilo é um mundo de luz e cor. mau para epilépticos)
conversa virtual,,amizade virtual? vou pedir e decides ****** betty buup
E ele segue, após o meu silêncio:
ui desculpa às tantas não é a b buup (a imagem de capa) ..mas se não é quem é então ?...
Não, não era a betty buup. Nem mesmo a Betty Boop. E fiquei contente por não me chamar Betty Burp "ou assim".
O pedido de amizade chegou no dia seguinte. Não está sozinho. Está no estendal dos pedidos de amizade que eu não compreendo.
(uma pessoa queixa-se do facebook, mas aquilo é um mundo de luz e cor. mau para epilépticos)
sábado, 8 de fevereiro de 2014
doi-me ali o lado esquerdo do dedão
... deve ser das cacetadas.
Mas isso agora não interessa.
Esta música é boa como o catano. Rai's parta.
Mas isso agora não interessa.
Esta música é boa como o catano. Rai's parta.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
SubCave para que te quero!
Tenho uma vizinhança dos diabos!
As vizinhas do lado, já conhecem... hoje estão igualmente barulhentas e tal como ontem, têm companhia.
Felizmente acho que só se dedicam a ver TV e a ouvir música merdosa.
Também já posso ter falado dos velhotes, donos da canita que pensava que era minha. Bom... e no fundo era... e chorei-a mais que eles. E veio ela morrer à minha porta, afinal... quer se chame a coisa pelo nome ou não, era eu a menina dos olhos dela e éramos donas uma da outra.
Pois esses velhotes teriam aqui histórias intermináveis, se eu fosse decente e me dedicasse a isso, em vez de passar o tempo a cortar os pulsos por causa desta puta de vida.
As vizinhas do lado, já conhecem... hoje estão igualmente barulhentas e tal como ontem, têm companhia.
Felizmente acho que só se dedicam a ver TV e a ouvir música merdosa.
Também já posso ter falado dos velhotes, donos da canita que pensava que era minha. Bom... e no fundo era... e chorei-a mais que eles. E veio ela morrer à minha porta, afinal... quer se chame a coisa pelo nome ou não, era eu a menina dos olhos dela e éramos donas uma da outra.
Pois esses velhotes teriam aqui histórias intermináveis, se eu fosse decente e me dedicasse a isso, em vez de passar o tempo a cortar os pulsos por causa desta puta de vida.
A historieta de hoje vale a pena registar aqui. É que é encantadora! Isto deve ser amor. Ou então, é só balhelhice, mesmo. Acho que é isso mesmo... Amor... bah!
Bom. Ao que interessa!
Perguntava o Sr. à minha avó:
Bom. Ao que interessa!
Perguntava o Sr. à minha avó:
- Viu a minha mulher?
- Eu vi-a a ir para ali, deve ir ao Jumbo...
- Eu vi-a a ir para ali, deve ir ao Jumbo...
- Hummmmm... duvido.
(olhos da minha avó a esbugalhar, incrédula)
(olhos da minha avó a esbugalhar, incrédula)
- Mas eu vou já atrás dela ver. Cheira-me a esturro. Huuuummm....
- Mas oh Ti En******, então mas que acha agora que vai a sua mulher, com quase 90 anos, fazer?!
- Huuuummmmm....
Ok. Talvez seja preciso conhecer as personagens ou ter a minha imaginação para se rirem com isso.
Mas eu conseguir rir-me com algo que esteja relacionado com os vizinhos... é milagre!
Pode ser que conte mais uma ou outra um destes dias.
Mas não se animem... eu preciso vir aqui fazer a purga e falar mal do mundo.
- Mas oh Ti En******, então mas que acha agora que vai a sua mulher, com quase 90 anos, fazer?!
- Huuuummmmm....
Ok. Talvez seja preciso conhecer as personagens ou ter a minha imaginação para se rirem com isso.
Mas eu conseguir rir-me com algo que esteja relacionado com os vizinhos... é milagre!
Pode ser que conte mais uma ou outra um destes dias.
Mas não se animem... eu preciso vir aqui fazer a purga e falar mal do mundo.
É que rio-me demasiado lá fora. (Ou não)
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Girl... you're so pathetic
Enquanto ouço isto, consigo perfeitamente visualizar-me a mergulhar uma colher num grande copo de gelado de chocolate, enquanto soluço. Sincronizada, de forma a não me engasgar. Isso já era dramático.
Ao deparar-me com a realidade, estou só a comer bolachas de água e sal, a espalhar migalhedo pela cama, enquanto empurro as ditas, com a costumeira caneca de leite cheia de chocolate.
Disseram-me "o leite faz mal". E eu digo: Xonés também e não se inibem de se aproximar de mim...
Bah!
Ao deparar-me com a realidade, estou só a comer bolachas de água e sal, a espalhar migalhedo pela cama, enquanto empurro as ditas, com a costumeira caneca de leite cheia de chocolate.
Disseram-me "o leite faz mal". E eu digo: Xonés também e não se inibem de se aproximar de mim...
Bah!
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
F word ...
A inveja ( de quem sabe desenhar a sério) e as raivinhas (dos descompassos) são coisas feias...e fizeram-me voltar ao caderno em branco, parado há uma infinidade de anos.
Daqui só sai merda.
Que é como quem diz:
Não sei desenhar nadinha
Não sei escrever nadinha
Não me sei expressar de maneirinha (só para manter os -inhas) nenhuma.
Mas sei borrifar-me para isso e botar as figuras tristes todas cá para fora em modo exorcismo, de botar o diabo a dançar flamenco à minha frente e eu a bater castanholas, sei lá...
Mas o que interessa é isto. Uma pessoa ouve música e é o degredo. Para o bem e para o mal.
Agora foi mal. E saem estes cocós...
Daqui só sai merda.
Que é como quem diz:
Não sei desenhar nadinha
Não sei escrever nadinha
Não me sei expressar de maneirinha (só para manter os -inhas) nenhuma.
Mas sei borrifar-me para isso e botar as figuras tristes todas cá para fora em modo exorcismo, de botar o diabo a dançar flamenco à minha frente e eu a bater castanholas, sei lá...
Mas o que interessa é isto. Uma pessoa ouve música e é o degredo. Para o bem e para o mal.
Agora foi mal. E saem estes cocós...
domingo, 2 de fevereiro de 2014
She fell in love with an extinct volcano.
Her strength and fire were aroused. Her strength flowed around his stillness, encircled his silence, encompassed his quietness. […] From the first, into this void created by his not wanting, she was to throw her own desires, but not meet an answer, merely a pliability which was to leave her in doubt forever as to whether she had substituted her desire for his. From the first she was to play the lover alone, giving the questions and the answers too.
Her strength and fire were aroused. Her strength flowed around his stillness, encircled his silence, encompassed his quietness. […] From the first, into this void created by his not wanting, she was to throw her own desires, but not meet an answer, merely a pliability which was to leave her in doubt forever as to whether she had substituted her desire for his. From the first she was to play the lover alone, giving the questions and the answers too.
—Anaïs Nin, Ladders to Fire
sábado, 1 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Amor é....
... viver sozinha e pôr isto a tocar e andar a pular pela casa que nem louca.
Com roupa, sem roupa, no banho, a cozinhar... com a gata a olhar para mim esbugalhada.
É.
É a música que nos salva.
Com roupa, sem roupa, no banho, a cozinhar... com a gata a olhar para mim esbugalhada.
É.
É a música que nos salva.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
das coisas boas que partilharam comigo...
... e que guardei com gosto.
Que no fundo não se faz outra vida se não andar em constante procura.
(eu, mais dos pares das peúgas, do que de mim mesma. mas só por recear ficar tonta com as voltas)
Que no fundo não se faz outra vida se não andar em constante procura.
(eu, mais dos pares das peúgas, do que de mim mesma. mas só por recear ficar tonta com as voltas)
Enough already...
Porque raio me chovem tontos e looneys aos molhos quando eu quero sossego?
De onde vêm?!
Estão enfiados nalgum buraco e pressentem catástrofes?!
Será o iman; o tal íman?!
"Deslarguem-me", caraças!
Fazemos aqui um intervalo para...
... um pequeno assassinato.
Eu não merecia vizinhas assim... Juro que não!
Ouvem péssima música, péssima rádio, ouvem e guincham sobre futebol e pelos vistos acham que cantam!
Só dou graças pela vida sexual delas ser ou muito contida ou inexistente.
Ou considerava o suicídio.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Começo a ficar com receio...
de ir ao Norte.
Ouvi, nesta passeata, pelo menos três vezes (com o avançar da noite e de alguns extra, não posso dar o nº como certo): "aahhhhhh! És tu a ------ -----!!??" seguida de uns momentos constrangedores com olhares não menos que isso, por parte de quem estava em volta . Hum...
Acho que vou fazer como o outro e manter o mistério, saindo para estes eventos com uma peúga rota enfiada na tola.
Sim, uma peúga rota. Que eu sou pobrezinha. Ora.
Ou então não, que se já assim sou tão irresistível, com mais mistério...
(o rol de disparates não tem fim...)
Ouvi, nesta passeata, pelo menos três vezes (com o avançar da noite e de alguns extra, não posso dar o nº como certo): "aahhhhhh! És tu a ------ -----!!??" seguida de uns momentos constrangedores com olhares não menos que isso, por parte de quem estava em volta . Hum...
Acho que vou fazer como o outro e manter o mistério, saindo para estes eventos com uma peúga rota enfiada na tola.
Sim, uma peúga rota. Que eu sou pobrezinha. Ora.
Ou então não, que se já assim sou tão irresistível, com mais mistério...
(o rol de disparates não tem fim...)
Qualquer semelhança com alguma estranha realidade não é coincidência.
o meu fim de semana assim começou
A estrear um caderno.
A arrumar gavetas.
A deitar fora coisas velhas.
A respirar, sozinha. Com algo quente e com chocolate.
Estou onde devia estar. Mas ainda não como deveria estar.
É preparar para a merda aos molhos que vem no interior do caderno.
Não há arrumação de gavetas sem o caos prévio devido.
A arrumar gavetas.
A deitar fora coisas velhas.
A respirar, sozinha. Com algo quente e com chocolate.
Estou onde devia estar. Mas ainda não como deveria estar.
É preparar para a merda aos molhos que vem no interior do caderno.
Não há arrumação de gavetas sem o caos prévio devido.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Eu não sei desenhar
Nem sei usar programas XPTO
Sempre tive pena.
Mas estou a aprender a apreciar esta merda de falta de dom que sei lá!
Não perceber disto e fazer tanta borrada dá-me tanto gozo como o conteúdo em si.
É que quanto pior me saír, melhor. Porque sim.
Isto na falta de chocolates. se houver chocolates, prefiro.
E o próximo bico d'obra d'arte intitula-se:
Sem título.
Sempre tive pena.
Mas estou a aprender a apreciar esta merda de falta de dom que sei lá!
Não perceber disto e fazer tanta borrada dá-me tanto gozo como o conteúdo em si.
É que quanto pior me saír, melhor. Porque sim.
Isto na falta de chocolates. se houver chocolates, prefiro.
E o próximo bico d'obra d'arte intitula-se:
Sem título.
E é isto.
sábado, 25 de janeiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Pedi uma sugestão para tema ou palavra para desenvolver um post...
... assim uma espécie de desafio. Já não o fazia há algum tempo.
Deram-me um "the ultimate freak".
Fiquei sem post. Sem palavras.
Nunca pensei que me dessem a própria descrição como dica.
Deram-me um "the ultimate freak".
Fiquei sem post. Sem palavras.
Nunca pensei que me dessem a própria descrição como dica.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Uma pequena colecção de Ódios
... que podiam ser tão bem aproveitados.
Ora cá vai mais um!
(é... às vezes tenho que censurar o que para aqui posto. É como qualquer coisa que se abre e sai do prazo e passa a tresandar. e eu sou uma miúda de nariz sensível. aqui só pode cheirar a primavera! e flores do campo.)
Ora cá vai mais um!
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Porque é que...
... quando eu tenho que saír por algum motivo, além de chover, estar frio com'ó catano, é a hora me que me apetece mais agarrar-me a uma caneca de chá, à manta e a um filme?!
Já que a carne só dá problemas...
... venham de lá esses ossos.
E sim, perco tempo com xaxadas destas.
Odeio tempo a sobrar-me.
Odeio tempo a sobrar-me.
Ou eu a sobrar ao tempo.
sábado, 11 de janeiro de 2014
Pausa na pausa
Estando presa ao corpo
e às carências (falências) deste
não havia escape.
A mão subindo à cabeça
medindo a febre que a atacava
em espiral
descia ao peito
desconhecendo a ciência
que traria fim
ao achaque.
Mais que a dor esquerda
em palpitação descompassada
era a suposição alheia que a matava.
Sabe agora que ninguém a conhece.
Sabe agora que não mais se dará a conhecer.
Enquanto estiver presa ao corpo
e às carências (falências) deste.
e às carências (falências) deste
não havia escape.
A mão subindo à cabeça
medindo a febre que a atacava
em espiral
descia ao peito
desconhecendo a ciência
que traria fim
ao achaque.
Mais que a dor esquerda
em palpitação descompassada
era a suposição alheia que a matava.
Sabe agora que ninguém a conhece.
Sabe agora que não mais se dará a conhecer.
Enquanto estiver presa ao corpo
e às carências (falências) deste.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
sábado, 4 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Querido Diário
Hoje acordei com os pés frios.
Deitei-me de pés húmidos.
Adormeci com calor
e acordei enregelada.
Tenho qualquer coisa avariada.
Mas não é isso que quero escrever.
Mas não quero escrever o que quero.
Ora bem...
Há dias confusos.
E em dias confusos que não escrevo o que quero, vou remexer nas gavetas do blog e trago para aqui coisas com pó. Há dias mais inspirados... outros são só transpirados. E eu hoje não estou com gracinha nenhuma.
Assim, para o menu de hoje, calhou este, que está AQUI
Auxiliares de memória e outras merdas (posso escrever merdas?)
Era um amor assim de novela
beijos e zangas e toda essa trama
um dia a saudade virou grade de cela
foi-se a memória a pele e a chama
perdeu-se ele esqueceu-se ela
Meu xuxu amor meu de cama
preciso ver-te disse-lhe ela
Mas não te conheço traz de rama
uma rosa vermelha na tua lapela.
beijos e zangas e toda essa trama
um dia a saudade virou grade de cela
foi-se a memória a pele e a chama
perdeu-se ele esqueceu-se ela
Meu xuxu amor meu de cama
preciso ver-te disse-lhe ela
Mas não te conheço traz de rama
uma rosa vermelha na tua lapela.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Diz que há língua gestual e linguagem corporal.
É uma pena não ser verdade; tenho a certeza que haveria gente atenta!
Se aprenderiam a ler ou não... não sei. Mas deviam passar uns momentos bem divertidos.
Uma espécie de ida à escola, mas só nos intervalos. E para gente maior de idade, pois.
E do que estou eu para aqui a falar? É que supostamente esta belissima colecção (mais no link abaixo) servia para combater a iliteracia.
Balelas... mas umas balelas com graça.
Ora leiam AQUI
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
❤
When Man Enters Woman
When man,
enters woman,
like the surf biting the shore,
again and again,
and the woman opens her mouth with pleasure
and her teeth gleam
like the alphabet,
Logos appears milking a star,
and the man
inside of woman
ties a knot
so that they will
never again be separate
and the woman
climbs into a flower
and swallows its stem
and Logos appears
and unleashes their rivers.
This man,
this woman
with their double hunger,
have tried to reach through
the curtain of God
and briefly they have,
though God
in His perversity
unties the knot.
enters woman,
like the surf biting the shore,
again and again,
and the woman opens her mouth with pleasure
and her teeth gleam
like the alphabet,
Logos appears milking a star,
and the man
inside of woman
ties a knot
so that they will
never again be separate
and the woman
climbs into a flower
and swallows its stem
and Logos appears
and unleashes their rivers.
This man,
this woman
with their double hunger,
have tried to reach through
the curtain of God
and briefly they have,
though God
in His perversity
unties the knot.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Fim de Ano à Porta.
Vou usar visão selectiva quando aceder à internet.
Agora começa outra enchente de baboseiras e raivinhas.
Eu só espero não me engasgar com as passas.
Sim, que sou das parolas que come passas e realmente pede desejos ao comê-las... Um deles é que não lhes sinta o sabor, o outro é não me engasgar com elas.
Deixo ainda um, pelo sim pelo não, dedicado a que haja alguém presente que saiba a técnica de Heimlich para o caso do segundo desejo não se concretizar.
Isto porque se tentar ensinar a técnica antes das badaladas sou bem capaz de ser colocada num lugar "especial". e por amor de deusinho, encontrem-me o umbigo rápido, para fazer a pontaria decentemente!! Juro que levo roupa que não atrapalhe.
Sobram-me assim poucos desejos e tenho sempre a sensação que me estou a repetir.
Nem sei o porquê do trabalho... acho que é só porque nos fazem sempre rir, estes momentos... e porque é uma boa desculpa para depois emborcar qualquer coisa para empurrar o raio das passas que ficaram entaladas.
Acaba assim mais um ano, começa outro, nem vou dar conta, que vou estar a comer, a beber e a dançar, como sempre, havendo oportunidade, já que a vida é isto. Pelo menos nos intervalos.
Vou usar visão selectiva quando aceder à internet.
Agora começa outra enchente de baboseiras e raivinhas.
Eu só espero não me engasgar com as passas.
Sim, que sou das parolas que come passas e realmente pede desejos ao comê-las... Um deles é que não lhes sinta o sabor, o outro é não me engasgar com elas.
Deixo ainda um, pelo sim pelo não, dedicado a que haja alguém presente que saiba a técnica de Heimlich para o caso do segundo desejo não se concretizar.
Isto porque se tentar ensinar a técnica antes das badaladas sou bem capaz de ser colocada num lugar "especial". e por amor de deusinho, encontrem-me o umbigo rápido, para fazer a pontaria decentemente!! Juro que levo roupa que não atrapalhe.
Sobram-me assim poucos desejos e tenho sempre a sensação que me estou a repetir.
Nem sei o porquê do trabalho... acho que é só porque nos fazem sempre rir, estes momentos... e porque é uma boa desculpa para depois emborcar qualquer coisa para empurrar o raio das passas que ficaram entaladas.
Acaba assim mais um ano, começa outro, nem vou dar conta, que vou estar a comer, a beber e a dançar, como sempre, havendo oportunidade, já que a vida é isto. Pelo menos nos intervalos.
Há uma página no Facebook que costumo acompanhar, dedicada ao maravilhoso sentimento que é o Ódio.
Chama-se Odiário.
Maravilhoso porque cheira-me que poucos o conhecem na verdade, mas usam tal palavra com tanta frequência como mudam de peúgas. Talvez mais...
E porque estou eu a destacar semelhante página deste antro social? Porque tenho tanta matéria para lá colocar... assim, de ânimo leve mas com menos frequência do que a muda de peúgas, vá!
Mas o problema é que não sou sucinta.
É sempre um escrevinhar imenso para explicar tão pouco...
E deparei-me com esta dificuldade ao lembrar-me de um belo tema para o Odiário.
É que eu odeio estas pessoas que "berram" por tudo o que é rede social o quanto odeiam o Natal.
O Ódio é ter que levar com postagens atrás de postagens a dizer que odeiam o Natal, seguidas de umas fotos com os filhos, o cão, o piriquito, mais as filhoses, o copo de whisky e o carago, com pausa para mais uma postagem a dizer que o Natal é uma merda, uns vídeos musicais com teor agressivo sobre o Natal, mais umas fotos a oferecer o arroz doce e a fatia dourada que se fez a mais para quem queira ir petiscar, assim, de portinha aberta, qual espírito natalicio... ai, não, espera!! Foda-se! Que odeiam o Natal, deixa cá postar agora uma foto ordinária com uns asneirões valentes e o Pai Natal é um gordo filho da p*#$*# ...
Ok. Vêem a minha dificuldade... Eu não consigo resumir este meu ódio a uma pequena frase.
Eu mal consigo respirar a escrever!
E no meio desta salganhada toda, juro, ainda os vejo desejar Boas Festas e coisinhas felizes e pipipipi... lalalalala...
O Ódio é ter que sirigaitar de um lado para o outro porque alguém faz disto uma data importante ou deixar de sirigaitar exactamente pelo mesmo motivo. Eu nem precisei, felizmente, de me mexer mais que o habitual..
O Ódio é levar com o espírito de porco desta gente que anda mal humorada, no fim de lançar sorrisos colgate fora de prazo, a desejar feliz natal, a si e aos seus, e beijinhos de biquinho, mais as gastações que se choram e a prenda que não era bem e o outro que não quer ir que não tem prenda para dar, mais as irritações do corre-corre e o irem para as compras à ultima da hora e queixarem-se dos que foram às compras à última da hora, a "famelga" aos molhos a sujar e poucos a limpar, mais os atrasos, como se alguém fosse apanhar o comboio antes do lanche e o filho da mãe do cão que não se cala...
Sugam qualquer disposição morna, assim-assim, que "não esquenta nem arrefenta"
Calai-vos todos, caramba!
Eu não odeio o Natal. É-me indiferente. E também lhe devo ser indiferente.
Essa minha noite começou comigo de esfregona em punho.
O que eu odiei nisso? Não foi o Natal, na certa...
Foi eu molhar as peúgas, ter que arredar moveis, ver a gata a fazer derrapagens e a espalhar patinhas por toda a casa, morar numa casa minúscula, velha e que não segura as águas.
De resto, colei-me ao jantar da mamã, como me é comum em muitas noites, comi, regressei ao quente e tive a habitual insónia, que se podia manifestar apenas no Natal, mas que trata esta noite como eu - como qualquer outra noite.
O Ódio é levar com tanto queixume de pessoas que não sabem estar umas com as outras em altura nenhuma do ano e usam o Natal como desculpa.
O Ódio são as pessoas.
Plim!
(A Felicidade foi receber uma garrafa de licor Beirão. Shiu!)
(O Ódio é eu não saber escrever resumidamente e cheia de pinta!)
Está quase aí qualquer coisa
Diz que o Natal é vítima de ódio.
E que o fim de ano... coiso.
Pois, não sei. Eu cá acho chato é enganar.me depois a escrever a data.
De resto... enquanto não acabar o chocolate e a musica, estou exactamente na mesma.
E vinho. E uns licores, vá...
Tomai musica - em doses excessivas, diz que faz bem à alma. E cura temporais de miolo.
A mim, põe-me o corpo em temporal. mas do bom.
E que o fim de ano... coiso.
Pois, não sei. Eu cá acho chato é enganar.me depois a escrever a data.
De resto... enquanto não acabar o chocolate e a musica, estou exactamente na mesma.
E vinho. E uns licores, vá...
Tomai musica - em doses excessivas, diz que faz bem à alma. E cura temporais de miolo.
A mim, põe-me o corpo em temporal. mas do bom.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Pim Pam Pum Ouch!
A
falta
de
interesse
por
Ninguém
que
parte
de
alguém
por
quem
Ninguém
se
interessa
é
assim
uma
coisa
aguda
como
ponta
de
faca
que
dança
entre
os
dedos
de
quem
sofre
de
membrana
interdigital
é
isto.
falta
de
interesse
por
Ninguém
que
parte
de
alguém
por
quem
Ninguém
se
interessa
é
assim
uma
coisa
aguda
como
ponta
de
faca
que
dança
entre
os
dedos
de
quem
sofre
de
membrana
interdigital
é
isto.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
do parar em sossego...
... e mais uma tuta e meia que não se diz.
batucam cá sempre as mesmas,
mas há as que são sempre mais que todas as outras.
batucam cá sempre as mesmas,
mas há as que são sempre mais que todas as outras.
E disse eu para R.
é uma montanha-russa, sem pagar bilhete, mas com o estômago na boca. é isto, o que é.
Muda de Vida, cantava o outro
Que a vida não é isto - não pode ser;
sei-o eu
e sinto um peso,
uma quase necessidade de pedir perdão
a quem é a vida em mim,
por ser ingrata.
Mas isto não é, não pode ser, a vida.
Não o é para mim, na certa, que batalho
em guerra muda,
em estado aparente de dormência ou euforia,
que sou a desenrascada, que se safa,
a criativa de viver por um fio.
Mas o equilíbrio e o desequilíbrio andam há muito de mãos dadas
e quase jurava que já trocaram anéis
O fio é fino, está gasto,
a idade enfraquece o lançar de cabeça
e começo a dar conta da dureza do chão.
Que a vida não é isto, nem pode ser! - sei-o eu.
E recuso-a.
Numa batalha cada vez maior
contra mim, contra a explosão que se adia
não sei por quanto mais tempo.
sei-o eu
e sinto um peso,
uma quase necessidade de pedir perdão
a quem é a vida em mim,
por ser ingrata.
Mas isto não é, não pode ser, a vida.
Não o é para mim, na certa, que batalho
em guerra muda,
em estado aparente de dormência ou euforia,
que sou a desenrascada, que se safa,
a criativa de viver por um fio.
Mas o equilíbrio e o desequilíbrio andam há muito de mãos dadas
e quase jurava que já trocaram anéis
O fio é fino, está gasto,
a idade enfraquece o lançar de cabeça
e começo a dar conta da dureza do chão.
Que a vida não é isto, nem pode ser! - sei-o eu.
E recuso-a.
Numa batalha cada vez maior
contra mim, contra a explosão que se adia
não sei por quanto mais tempo.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Espírito Natalício VI
O Ódio é descobrir que tenho uma piscina interior em casa. DAMN!!!
Um sonho, esta época. vou ali tilintar uns copos.
E isto foi roubadissimo DAQUI
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Do não me reconhecer...
De repente dou comigo supersticiosa.
Como se guardar algo para mim; como segredo que se deve manter pela eternidade; me permitisse abrir os olhos e encontrar tudo intacto. Tudo ali, sem mácula, sem estrago, sem fuga...
Como se partilhar algo - deixar fugir o segredo entre euforias, copos e necessidade de explodir - me fizesse, num catrapiscar de olho, perder tudo... acenar já longe, como perda esperada numa despedida começada antes da chegada.
Diz-se que morri por muito tempo e que já não sei cá andar.
E nunca tive jeito para pairar...
Como se guardar algo para mim; como segredo que se deve manter pela eternidade; me permitisse abrir os olhos e encontrar tudo intacto. Tudo ali, sem mácula, sem estrago, sem fuga...
Como se partilhar algo - deixar fugir o segredo entre euforias, copos e necessidade de explodir - me fizesse, num catrapiscar de olho, perder tudo... acenar já longe, como perda esperada numa despedida começada antes da chegada.
Diz-se que morri por muito tempo e que já não sei cá andar.
E nunca tive jeito para pairar...
sábado, 21 de dezembro de 2013
Famílias disfuncionais, para que vos quero.
No funeral da minha avó paterna um tio com tendência para a imbecilidade achou que era um bom momento para me perguntar de filhos. - acho que já aqui o referi.
Quando chegava a minha vez!
Não me viu ali com ninguém - na verdade ele mal me vê a mim, como aliás todas aquelas gentes - mas achou que à parte de desconhecer a minha vida pessoal, profissional e sentimental, era mais que hora de eu ter bebés e quis sublinhá-lo na sua natural estupidez e cretinice.
Porque sim!
Porque era ali um desfilar de crianças entre choros e terra para cima do caixão e eu reparar nas unhas da minha falecida avó e eu cá não tinha nenhum ser ranhoso e de fraldas ao colo a combinar com o cenário.
Além do mais, estou mais que na idade! Seja lá o que for que isso quer dizer.
E achou que ali era o momento de repetir a pergunta e insistir na coisa por largo tempo. Sorte que andava em maré de manter a educação e, bom, perder a minha avó bem como abrir o baú das recordações de infância manteve-me focada em coisas que realmente importam...
E porquê isto agora?
Bom, é que é chegada esta altura supostamente festiva, que por sinal abomino cada vez mais e, por causa dessa morte, que devia ser o único elo de ligação, já não me juntarei àquelas gentes e às suas habituais perguntas...
"Então, e filhos?"
"E já arranjaste marido?"
"Como vai isso de namorados?!"
Felizmente, quando isto me voltar a acontecer, já tenho a solução. Não estou sozinha no mundo e há quem se tenha já preocupado em ter resposta na ponta da língua.
Eu uso esta:
Mas se também sofrerem de pressões, perguntas e convívios estranhos, procurem a vossa solução
Quando chegava a minha vez!
Não me viu ali com ninguém - na verdade ele mal me vê a mim, como aliás todas aquelas gentes - mas achou que à parte de desconhecer a minha vida pessoal, profissional e sentimental, era mais que hora de eu ter bebés e quis sublinhá-lo na sua natural estupidez e cretinice.
Porque sim!
Porque era ali um desfilar de crianças entre choros e terra para cima do caixão e eu reparar nas unhas da minha falecida avó e eu cá não tinha nenhum ser ranhoso e de fraldas ao colo a combinar com o cenário.
Além do mais, estou mais que na idade! Seja lá o que for que isso quer dizer.
E achou que ali era o momento de repetir a pergunta e insistir na coisa por largo tempo. Sorte que andava em maré de manter a educação e, bom, perder a minha avó bem como abrir o baú das recordações de infância manteve-me focada em coisas que realmente importam...
E porquê isto agora?
Bom, é que é chegada esta altura supostamente festiva, que por sinal abomino cada vez mais e, por causa dessa morte, que devia ser o único elo de ligação, já não me juntarei àquelas gentes e às suas habituais perguntas...
"Então, e filhos?"
"E já arranjaste marido?"
"Como vai isso de namorados?!"
Felizmente, quando isto me voltar a acontecer, já tenho a solução. Não estou sozinha no mundo e há quem se tenha já preocupado em ter resposta na ponta da língua.
Eu uso esta:
Mas se também sofrerem de pressões, perguntas e convívios estranhos, procurem a vossa solução
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
No fundo...
... sou uma miúda romântica.
A Place in the Sun, 1951, directed by George Stevens
O problema é que por vezes consigo soar como um camionista...
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Sou toda olhos, ouvidos, tacto e assim
Profound attention
“The facial expression of meditation on the human face being induced by electrical currents by Guillaume Benjamin Amand Duchenne de Boulogne”
Ver mais Aqui
Afinal adiei a idade adulta. Mais uma vez.
Talvez o seja lá para os 70 anos, quem sabe...
Que é como quem diz que afinal me entreguei novamente à caneca de leite com com chocolate.
Desta feita acompanha cookies com pepitas de chocolate e bocadinhos de laranja.
São assim um bocado como a minha vida. Tem ali uns nacos doces e de vez em quando a laranja azeda.
Que é como quem diz que afinal me entreguei novamente à caneca de leite com com chocolate.
Desta feita acompanha cookies com pepitas de chocolate e bocadinhos de laranja.
São assim um bocado como a minha vida. Tem ali uns nacos doces e de vez em quando a laranja azeda.
Não te atires sem o pato de borracha e comprimidos para os nervos
As chaves
atiradas para o fundo.
desta vez vou garantir
que não tenho braços compridos que baste.
desta vez atiro para um poço que tenha água,
que já dizia a minha bisavó
"a água não tem cabelos para a gente se agarrar".
É certo que ela também pensava que o senhor abaixo gritava na música "chora mas não berra"
e no fundo, até berra um bocado como quem está a chorar...
Mas quem sou eu para falar.
Andei até há pouco mais de um par de anos a julgar que essa minha bisavó se chamava Clara...
Afinal... era só como a chamavam por ser tão branquinha.
Há traumas.
Mas tenho para mim, que se atirar asputas das ditas chaves para um poço cheio de água,
não tenho a ousadia de voltar a pensar que é uma rica ideia ir apanhá-las.
Nunca é; não sei como ainda não aprendi.
Que o que havia a estilhaçar já era...
E eu já não tenho estofo para isto.
Na minha pá não cabem mais vidrinhos para apanhar.
E as costas doem-me, para me debruçar mais que uma vez .
Música tão tola que fui agora buscar.
Com tanta coisa boa para se ouvir.
Eu já sabia que há quem nunca acerte no jackpot.
E é isto.
atiradas para o fundo.
desta vez vou garantir
que não tenho braços compridos que baste.
desta vez atiro para um poço que tenha água,
que já dizia a minha bisavó
"a água não tem cabelos para a gente se agarrar".
É certo que ela também pensava que o senhor abaixo gritava na música "chora mas não berra"
e no fundo, até berra um bocado como quem está a chorar...
Mas quem sou eu para falar.
Andei até há pouco mais de um par de anos a julgar que essa minha bisavó se chamava Clara...
Afinal... era só como a chamavam por ser tão branquinha.
Há traumas.
Mas tenho para mim, que se atirar as
não tenho a ousadia de voltar a pensar que é uma rica ideia ir apanhá-las.
Nunca é; não sei como ainda não aprendi.
Que o que havia a estilhaçar já era...
E eu já não tenho estofo para isto.
Na minha pá não cabem mais vidrinhos para apanhar.
E as costas doem-me, para me debruçar mais que uma vez .
Música tão tola que fui agora buscar.
Com tanta coisa boa para se ouvir.
Eu já sabia que há quem nunca acerte no jackpot.
E é isto.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Da série...
... eu gostava de saber desenhar mas só me sai disto e em programas de treta.
( e porque é que o blog me alterou o aspecto da imagem?! Hum? hum? Raios)
( e porque é que o blog me alterou o aspecto da imagem?! Hum? hum? Raios)
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Sei que estou a ser atacada pela idade...
... quando decido fazer uma tosta de brie e acompanhar com uma cidra.
Parece que estas coisas são de gente crescida.
Será que já saí, finalmente, da adolescência?!
Parece que estas coisas são de gente crescida.
Será que já saí, finalmente, da adolescência?!
Ninguém começou a ter "cara" para muita gente que aqui cai.
Não parece, que "as gentes" chegam, cuscam e andam, caladinhos que nem ratos. mas caem.
E a partir daí parece que o blog deixou de ser meu... comecei a controlar a postagem, que dei conta de uma coisa "assustadora".
A dada altura as pessoas parecem assumir tudo como verdade. Levam a sério; tudo como sendo algum episódio da minha vida.
Tem sempre algo meu, claro. Mas esse algo meu pode ser simplesmente a descrição de um bolo que vi numa montra e nada mais... todo o resto inventado.
E sentir que podem fazer avaliações erradas prendeu-me os dedos.
Mas como isto não deixa de ser meu e eu cá escrevo o que quero e quem fizer interpretações pode bem guardá-las para si... vou-me é deixar de merdas e botar para aqui o que me apetecer.
Afinal, deixar que outros decidam por mim, seja o que for ou de que forma for, nunca foi coisa para Ninguém.
E começo por desembrulhar o puzzle que cá deixei da outra vez.
Façamos de conta que isto é um frigorífico, que eu tenho muita falta do que fazer... e que colei assim palavras, ao calhas...
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
E diz Carlos Drummond de Andrade...
Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante.
Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo.
Amor, amor, amor — o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.
Pobre carne senil, vibrando insatisfeita,
a minha se rebela ante a morte anunciada.
Quero sempre invadir essa vereda estreita
onde o gozo maior me propicia a amada.
Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem sabe?
enregela-se o nervo, esvai-se-me o prazer
antes que, deliciosa, a exploração acabe.
Pois que o espasmo coroe o instante do meu termo,
e assim possa eu partir, em plenitude o ser,
de sêmen aljofrando o irreparável ermo.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Espírito Natalício III
...ou...
EU QUERO ISTO PELO NATAL!
(sim, berrei para ouvirem bem)
EU QUERO ISTO PELO NATAL!
(sim, berrei para ouvirem bem)
Gentilmente partilhado no meu perfil facebookiano e podem ver Aqui:
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Há momentos que ... não vou explicar.
Limito-me a dizer que vi um frigorífico com algo que invejei por já ter tido vontade de ter algo semelhante. E ali fiquei a olhar, como se reconhecesse aquilo...
Entretanto, na estranheza, enfeito aqui o blog, que anda meio parado, meio tolo.
O que estava escrito originalmente somente a mim pertence. Quem quiser que brinque com as palavras, da forma que bem lhe apetecer.
O que estava escrito originalmente somente a mim pertence. Quem quiser que brinque com as palavras, da forma que bem lhe apetecer.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Hoje alguém está prestes a ganhar algo. Um novo rumo, uma nova vida, uma mudança, um crescer, um tudo...
Hoje, de forma egoísta, sem pudores, sinto que perco algo.
É assim uma criancice, daquelas a que me dou direito, de tempos a tempos. Por me tirarem, todos os dias, um bocadinho mais de alguém. Que se deixou levar por inteiro.
Mas quem tem lugar cativo, aqui fica, como sempre ficou. Com a gargalhada pronta, à espera.
E é isto, a vida.
Chamuça... catano! *
Hoje, de forma egoísta, sem pudores, sinto que perco algo.
É assim uma criancice, daquelas a que me dou direito, de tempos a tempos. Por me tirarem, todos os dias, um bocadinho mais de alguém. Que se deixou levar por inteiro.
Mas quem tem lugar cativo, aqui fica, como sempre ficou. Com a gargalhada pronta, à espera.
E é isto, a vida.
Chamuça... catano! *
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
E diz Langston Hughes
Hold fast to dreams
For if dreams die
Life is a broken-winged bird
That cannot fly.
Hold fast to dreams
For when dreams go
Life is a barren field
Frozen with snow.
For if dreams die
Life is a broken-winged bird
That cannot fly.
Hold fast to dreams
For when dreams go
Life is a barren field
Frozen with snow.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Sei que...
... estou a ficar "balhelhas" ou a chegar ao limite da paranóia quando, após um amigo me levar o pc para saber se tinha arranjo, e me sugerir um qualquer programa em que com autorização podia aceder à informação, tenho um papel a tapar a câmara e entro em pânico sempre que ela se desloca de lá.
Que fazer...
E não, não autorizei tal coisa. Era o que faltava...
Que fazer...
E não, não autorizei tal coisa. Era o que faltava...
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Tururururururuuuuu
Retirado de SMBC Comics
1. Private Joke
Joking to yourself, that you are the only that could understand or someone you know that knows also what your laughing at.
Uma vez estive para comprar uma t-shirt pirosa com a seguinte frase "Fiat na virgem!"
Não comprei.
Quem ia comigo comprou a que dizia "Porn Flakes" - muito mais giro. Mas a minha era muito mais certeira. Sim.
Contrariada, Circulina cedeu ao convite, após 300 recusas com desculpas esfarrapadas, uma das quais que a gata tinha que comer e outra que o cacto estava a dar o seu último suspiro depois de 2 anos sem pinga de água.
Cedeu apenas com metade de má consciência por aproveitar a boleia para ir fazer as suas compras, matando assim dois coelhos numa só cajadada. - expressão que, sublinhe-se, abomina como defensora dos animais que é.
No fundo, queria arrumar de vez este assunto, para desmotivar de qualquer novo avanço e evitar o desconforto de mais mensagens inadequadas.
Havia limite para a capacidade de se fazer burra e dar respostas de criatura abençoada pela eterna santa inocência.
O lanche prometido aconteceu, já em bocejo, no pós-compras, que Circulina não suporta ser constantemente interrompida, principalmente quando pouco fala (quase jurava ter sentido o sobrolho com vida própria e um rosnar quase a tornar-se exterior).
Além do mais, não suporta manter o sorriso de gato de porcelana por mais de 5 minutos - experiências anteriores comprovaram que era a causa das suas fortes enxaquecas.
Ouvir falar do gengibre, das suas propriedades e consequências em caso de excesso, uma vez tinha bastado... Ler "lol" e ouvir "bué" assim, causa-lhe alguns refluxos a que vos pouparei a descrição.
O píncaro do dia foi ter que ouvir falar de refeições de fruta, da desintoxicação do organismo, enquanto tentava abocanhar o seu scone bem cheio de doce de abóbora com noz. Decidiu que desatar a lambiscar os dedos com consolo, mostraria a sua discordância ou mesmo desprezo pelo assunto.
Esforçou-se à grande para ser desagradável, algo que lhe começava a ser comum, enquanto se continuava a lambuzar de scone com doce, descrevendo como os seus pequenos almoços eram tão pouco dados a cuidados, constituindo-se apenas de uma bela caneca de leite bem cheia de chocolate e que em caso de um segundo pequeno-almoço, em dias que se acordava muito cedo, seria exactamente a mesmice guloseima, sem dó, sem remorsos, sem problemas com monotonias neste campo.
E arruma o assunto com a afirmação de que comer é um dos maiores prazeres desta vida.
Mas os assuntos entediantes surgem em determinadas pessoas com a mesma facilidade com que Circulina se entrega ao tédio ao ouvir a maioria delas.
Seguiu-se assim um monólogo - que aí já havia desistido de abrir a boca senão para amarfanhar os scones -
acerca do escritor XPTO que faz umas belas metáforas de vida com macacos, frascos e nozes, que a fez perder a noção da educação, soltando livremente um outro bocejo.
Dizia ele que a tinha convidado para o concerto da noite anterior porque a sabia "out of the box"... Nem ele tem ideia o que é isso. Ou o quão verdade poderá (ou não) isso ser...
Escusado será referir que esse foi um dos convites recusados.
A sua vontade, para terminar de vez com aquele sofrimento, era perguntar-lhe se tinha visto o filme "Human Centipede" e descrever-lhe cada pormenor sórdido que lhe fez soltar gargalhadas e provocou o fascínio pela cabeça doente que teria tal imaginação.
Podia ainda descrever aquele hippie, no "Pink Flamingos" e a forma como cantou cheio de jeito a "Surfin' Bird", com uma parte do corpo algo inesperada. Nem precisava trazer à conversa o importante contributo do caniche para o filme. (Preocupante começa a ser as vezes que se lembra de tais filmes.)
Sentir-se-ia muito mais animada com a conversa. Mas seria só ela, na certa. Ahhh, tentação...
Talvez assim parasse de lhe chamar princesa e percebesse que o seu desagrado em ser chamada de tal bodega não se prende a uma baixa auto-estima (for god sake... porque acham estas criaturas que são terapeutas ou que percebem "o outro"?!) , mas a falta de tusa por gente cheia de de fofuras, clichés e bom karma de tirar paciência a um santo, que são vistos como o tiozinho armado em cool.
E que não encontrou outra forma, assim educada - que ainda tinha tacto - de mostrar a recusa às suas deprimentes ofertas para a aquecer, senão fazendo-se mais burra que uma bota, respondendo com o nº de cobertores somados à sua cama.
Regressou a casa, evitando o contacto visual directo com o titio cool, com uma tremenda náusea - que tem sido uma constante em períodos de convívio forçado - desvanecendo-se esta apenas na conversa diária com o encapuzado desconhecido que gargalha consigo ao saber da merda de filmes que vê, tendo alguns deles na sua posse e que, mal por mal, lhe sabe dar música...
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
A Lista
Era um quase fim de mundo. Não de uma forma que poderia ser imaginada, mas num esgotar de energias, em êxtase, até às últimas consequências.
Restaram uns poucos sobreviventes, espalhados pelo mundo, todos surdos.
O que se perceberá, de certa forma.
Começou isto de forma inofensiva, com dois estranhos e uma oferta que inicia o contacto diário entre eles. Desconhece-se o que os levou a manter tal conversa diária, mais recheada de troca de música que assuntos pessoais.
Espanta mais ainda o fenómeno de decidirem criar em conjunto uma lista de músicas - a banda sonora perfeita para qualquer "dança do pombo" que se preze - com um nome que não deixa espaço para enganos, mas algum para a imaginação.
O nome da lista não será revelado, para evitar pesquisas e inevitáveis consequências a quem a procurar. Para o caso de ainda restar alguém bom de ouvido...
A lista cresceu diariamente, tomando proporções que vieram a causar danos irreversíveis e tensão de fazer saltar peças de roupa sem que mão lhe tocasse.
Diz-se que ouvida a sós, só causava insónias, inquietação e o síndrome de pernas irrequietas... o problema surgiu quando se ouvia acompanhado.
Um dia encontraram-se. Com direito a jantar e a ouvir a sua banda sonora, ignorando ainda os efeitos.
E assim foi.
As atenções focam-se agora na vizinhança, que tendo paredes finas, ouviam perfeitamente a banda sonora.
Ao fim de umas músicas, em shuffle (pormenor que ainda se investiga como tendo ou não interferência nas consequências resultantes da audição da lista), começaram a surgir suspiros espalhados pelos diversos andares, seguidos de silêncios, depois de ruídos como que semelhantes a problemas de canalização a ecoar pelas paredes...
Instalou-se a curiosidade dos que estavam mais afastados, que vendo roupa a voar varandas fora, se aproximaram para ouvir e pesquisar que musicas seriam.
No dia seguinte a vizinhança que se via pela rua era em menor número. Alguns de ar sorridente e exausto, a tomar o pequeno-almoço pelas 20h.
No dia seguinte eram ainda menos...
Planearam eles, antes que isto terminasse como terminou, fazer a experiência por cafés, salas de aula, salas de cinema, teatro... e usar protecção de ouvidos, desconhecendo os efeitos após exposição prolongada à lista.
Deles mais nada se soube.
Do resto da humanidade, bom, já tomaram conhecimento.
Está ainda por se entender aquilo a que se assistiu... mas julga-se que os finados terão ido felizes, a avaliar pelas rosáceas até ao último suspiro e pelo ar de missão cumprida com que se foram.
sábado, 23 de novembro de 2013
I-n-s-ó-n-i-a-s
Não durmo.
São os lençóis que se prendem, que se enrolam...
É o corpo inquieto.
Sei lá o que é.
É a lista.
A culpa é, definitivamente, da lista.
São os lençóis que se prendem, que se enrolam...
É o corpo inquieto.
Sei lá o que é.
É a lista.
A culpa é, definitivamente, da lista.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Momento xuxu cutchicu ou algo assim. E diz Mia Couto:
Nocturnamente te construo
para que sejas palavra do meu corpo
Peito que em mim respira
olhar em que me despojo
na rouquidão da tua carne
me inicio
me anuncio
e me denuncio
Sabes agora para o que venho
e por isso me desconheces
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Constatações imbecis - o de sempre, portanto.
- quanto mais cedo acordo mais me atraso
- sei em que botão carregar, aquele botão. depois perco o controlo da coisa. diz que é muita luzinha e fico ofuscada. esqueço-me dos óculos escuros.
- tenho a mania que sei tocar acordeão, na certa, pela quantidade de botões...
- não tenho unhas, nem quero tocar guitarra. mas canto a plenos pulmões (até aquele que é pouco mais que metade). em especial no banho.
- diz que não acredita em ciclos, mas em espirais. a coisa afunila, um dia trocam-se os olhos e aí a merda acontece.
- Bom dia!
terça-feira, 29 de outubro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Little Murder Stories II
Todos os dias servia o jantar
à mesma hora
o mesmo ritual.
Um sorriso
e olhos que viam além dele.
Um dia pediu que trouxesse novo frasco de tira-ferrugem.
Todos os dias servia o jantar
à mesma hora
o mesmo ritual.
Um sorriso
e olhos que viam além dele.
Um dia pediu que trouxesse novo frasco de tira-ferrugem.
Todos os dias servia o jantar
à mesma hora
o mesmo ritual.
Um sorriso
e olhos que viam além dele.
Um dia não precisou de pedir novo frasco de tira-ferrugem.
à mesma hora
o mesmo ritual.
Um sorriso
e olhos que viam além dele.
Um dia pediu que trouxesse novo frasco de tira-ferrugem.
Todos os dias servia o jantar
à mesma hora
o mesmo ritual.
Um sorriso
e olhos que viam além dele.
Um dia pediu que trouxesse novo frasco de tira-ferrugem.
Todos os dias servia o jantar
à mesma hora
o mesmo ritual.
Um sorriso
e olhos que viam além dele.
Um dia não precisou de pedir novo frasco de tira-ferrugem.
É assim como...
... uma doença prolongada e tal, isto.
Um dia desaparece-se e pronto.
(inserir um montão de asneiredo de alto e baixo gabarito)
Good Night & Good Luck - dizem
Um dia desaparece-se e pronto.
(inserir um montão de asneiredo de alto e baixo gabarito)
Good Night & Good Luck - dizem
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Esta vai com dedicatória :)
Segue esta, que é das minhas favoritas, sendo eu pouco conhecedora.
Esta é para F. , única pessoa com quem poderei falar sobre música, livros e, possivelmente cinema, num determinado espaço, por determinado tempo.
Tropeçamos sempre em boa gente, é o que vale.
Ou estaria pronta a atirar-me ao pequeno lago, que me dá xixi todas as tardes, ao ouvir o correr das águas... na vã esperança de me afogar.
Para quem não acredita seguem mais dois exemplos, de fontes diferentes...
1 - Quero muito ler as Sombras de Grey.
(ok... não vou desenvolver isto. Seguiram-se umas referências a livros que lemos na escola)
2 - Obrigada por me emprestares o livro... acabei o meu.
- Ah. claro, comprei, mas não li.
- Ah, mas devias, ele tem graça na escrita, com os neologismos e...
- Oh, eu compro os livros, mas não leio nada. Guardo-os para quando for velha, para ter o que fazer!
(juro...ando sem argumentos)
F. , dou graças pela tua presença. ;)
Amanhã levo o Woody Allen, que hoje não tive tempo para lhe pegar e quero relê-lo; arranca-me sempre boas gargalhadas. E assim até me sinto num livro dele.
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