quarta-feira, 21 de maio de 2014

coisa bonita, esta;
o meu ímpeto de "grammar nazi"
denunciar-me ali na hora.

coisa bonita, aquela;
perceber que o umbigo alheio
lhe é (e tão somente isso) tão importante
que se denuncia também.

lembro-me de tudo perfeitamente.
como se fosse numa outra vida.
como a doença de que padeci.
tão real e tão estranho que me já é.

sábado, 17 de maio de 2014

Hoje é um mau dia.
É só.
Por agora.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

estou-me a sentir,
com o meu "tocador de musicol",
o mesmo que sinto com o meu guarda-fatos...
Não tenho nada para ouvir!!
Alguém devia impedir-me
de pegar numa tesoura
e no meu cabelo
no mesmo instante.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Eu sei lá.
Eu quero é dançar.
Sacudir o pó da roupa.
E os nervos do corpo.

sábado, 10 de maio de 2014

Comer o pão
Que o gato amassou.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Quando foi a distribuição de xixa nas orelhas
eu devia ser a 1º da fila. Foram generosos.

Acho que é para eu parar de dizer que sou estreitinha em cima.
Talvez seja boa ideia anunciar

Queridos visitantes;
O meu polegarzinho já não me fode a vida!
Ide sossegados e na paz do senhor, da senhora, do que seja.
Não há nada para ver aqui.

No entanto continua a haver muita coisa que me fode o juízo.
Mas isso são outros quinhentos.


(Nota: adoro escrever aqui asneiredo. Ahhhhh... a liberdade da ordinarice blogueira)

Foda-se.
Sou um cliché.
Tenho roupa para lá de aos  montes.
E ando sempre com a mesma merda.
E com a sensação que não tenho nada do que quero vestir.
Pffffff....
Estou pasmada
com a quantidade de gente que aqui vem ter
pela pesquisa no google
que os leva direitinhos para o post "O Meu Polegarzinho Fode-me a Vida".
Devem ser belíssimas pesquisas.

Começou a doer-me a cabeça
Logo após começar a doer-me a memória.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Depois de regar os meus morangos
Está a entrar-me pela casa um tremendo cheiro a coentros.
Que grande pessegada aqui vai!

terça-feira, 6 de maio de 2014

Tenho tantas pedras nos sapatos
Que fiquei
Sem espaço para os pés
Coitadinho do meu blog...
É só disparates e despejos radioactivos.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

As maravilhas de sonhar é que me farto de passear e não gasto um tostão.
Podia era ter ido para mais longe... apre, que até a sonhar sou pobre!

E então vai que sonho que num momento de quem anda mais a dormir que acordada me meto num expresso e de repente saio no metro, numa estação que dava acesso ao Cemitério dos Prazeres.
Depois encontrei gente conhecida - pelos vistos aquilo é um mundo de vivos, com direito a cafés lá dentro e tudo - e fartei-me de chagar as gentes a perguntar que estação era aquela, qual era o nome da saída...
Depois não perguntem como, estava a  mudar de roupa num sítio que tinha as casas de banho públicas, mas que afinal era também um consultório qualquer em que toda a gente teimava entrar - comigo de calças na mão.
Fartei-me de me questionar como raio me tinha eu metido no expresso, que devia andar mesmo cansada, já que nem da viagem me lembrava e que agora tinha que voltar, que tinha marcado com uma amiga às 14h e que era o raio de um desperdício de dinheiro ir vir a Lisboa assim, numa manhã, quando queria tanto ir lá passear com tempo.
Depois acordei, na certa com a música terrível que vinha a tocar no expresso... pois as putas das vizinhas estavam outra vez com o radio ligado... E esta parte foi bem acordada, já.
A enxada... a enxada....qual pá, qual quê!!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Coleccionismo

Há quem coleccione:
selos
blocos de papel perfumados
cartas
calendários
marcadores de livro
borrachas de diferentes formatos
canetas
moedas
cromos...

Eu também colecciono cromos.
Daqueles de carne e osso.
Não sei de onde chovem, mas caraças, que todos me descobrem o quintal.

O que é assustador é pensar no que raio os atrairá até mim.
O que os fará meterem conversa, chegar-se...

Mas pior mesmo, é começar a dar conta que há pouca gente sã do miolo neste mundo.
Já não creio sequer na minha própria sanidade.

E é isto.
Mas deve ser sono.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O que fazer quando se está fodidinha da cabeça e pouco há que se possa fazer quanto a isso?
Sim, é retórico.
Se o rato do pc empanca, atira-se contra a parede?
Se te dói o miolo até te saltarem os olhos, matas os vizinhos porque têm péssimo (des)gosto musical e parecem surdos a avaliar pelo volume a que ouvem rádio e comunicam entre si?
Se estás farta de certas pessoas, das suas ideias mesquinhas e clichés de cinco tostões, daqueles que podiam bem figurar no facebook, com imagens de rosas e póneis de fundo e uma música bem foleira a acompanhar... deveria mandar calar estas bocas, dar-lhes com uma pá, atirar-lhes uns livros às trombas... qualquer coisa para as manter ocupadas e de boca fechada?! sei lá... dar-lhes um frango assado e um garrafão de tinto...
Se estás farta das achegas de um bando de miúdos, que têm tudo menos idade para serem miúdos, dás-lhes dois tabefes ou uma gilette e é mandá-los aparar o buço?!
...
Quantos anos são precisos para me habituar a esta rotina do não-respire-pode-respirar? Quantos anos são precisos para deixar de avaliar as expressões, os sons, as palavras pós-exame?
Quantos mais passam, mais o medo cresce.
Como um encontro marcado, daqueles que evitamos o mais possível.

Hoje esqueci-me quase de respirar. Ou o corpo esqueceu-se e eu dei conta.

Há alturas em que preciso mesmo muito do meu ninho.
Onde posso entrar, partir a loiça. sem ter que poupar ninguém. sem me expôr.

Um dia destes apago esta merdice. Bah!

sábado, 12 de abril de 2014

Ainda a propósito de rapazes II

E se fosse uma dessas criaturas que buscam o amor ou a companhia com todas as forças, como que a trepar paredes ou a matar cachorro a grito, estava bem tramada.
Sim, que com o jeito que eu tenho, sei bem que o potencial-gajo-Uau ia aparecer-me à porta, sabe-deus-porque-motivo, num momento pós-insónia em que lhe apareceria nestas tristes figuras. (ou pior... Oh deus, ou pior!!!)

Sim, eu desenho mal... mas atrevam-se a dizê-lo e vão corridos à pazada.

ainda a propósito de rapazes I


Roubado AQUI

(sim, rapazinhos, que no fundo também é isto muitas vezes. o ser humano é um bicho!)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Se há coisa que me dá um tremendo gozo e vontade de dar risadinha, é ouvir a minha gata, com aquela boquita de dentinhos afiados, trincar as bolinhas de ração, em barulhinho estaladiço, crocante que faz metade das ditas ficarem espalhadas pelo chão.
Sim, acho que estou uma completa "crazy cat lady".