sábado, 14 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Vendem-se comprimidos para isto?
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
E agora voltou-me a música que por uns dias foi uma constante na minha cabeça de vento. Coisas de miúda.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
E diz a Adília Lopes
Os namorados pobres
O namorado dá
flores murchas
à namorada
e a namorada come as flores
porque tem fome
Não trocam cartas
nem retratos nem anéis
porque são pobres
Mas um dia
têm muito medo
de se esquecerem
um do outro
então apanham
um cordel
do chão
cortam o cordel
e trocam alianças
feitas de cordel
Não podem
combinar encontros
porque não têm
número de telefone
nem morada
assim encontram-se
por acaso
e têm medo
de não se voltarem
a encontrar
O acaso
não os favorece
Decidem nunca sair
do mesmo sítio
e ficarem sempre juntos
para não se perderem
um do outro
Procuram um sítio
mas todos os sítios
têm dono
ou mudam de nome
Então retiram
dos dedos
os anéis de cordel
atam um anel
ao outro
e enforcam-se
Mas a namorada
tem de esperar
pelo namorado
porque o cordel
só dá par[a] um
de cada vez
O namorado
descansa à sombra
da figueira
e a namorada
baloiça
na figueira
O dono da figueira
zanga-se
com os namorados pobres
porque julga
que estão a roubar figos
e a andar de baloiço
O namorado dá
flores murchas
à namorada
e a namorada come as flores
porque tem fome
Não trocam cartas
nem retratos nem anéis
porque são pobres
Mas um dia
têm muito medo
de se esquecerem
um do outro
então apanham
um cordel
do chão
cortam o cordel
e trocam alianças
feitas de cordel
Não podem
combinar encontros
porque não têm
número de telefone
nem morada
assim encontram-se
por acaso
e têm medo
de não se voltarem
a encontrar
O acaso
não os favorece
Decidem nunca sair
do mesmo sítio
e ficarem sempre juntos
para não se perderem
um do outro
Procuram um sítio
mas todos os sítios
têm dono
ou mudam de nome
Então retiram
dos dedos
os anéis de cordel
atam um anel
ao outro
e enforcam-se
Mas a namorada
tem de esperar
pelo namorado
porque o cordel
só dá par[a] um
de cada vez
O namorado
descansa à sombra
da figueira
e a namorada
baloiça
na figueira
O dono da figueira
zanga-se
com os namorados pobres
porque julga
que estão a roubar figos
e a andar de baloiço
Está para acabar o mundo, na certa.
A ventania ali fora assim mo quer mostrar.
Eu ter um chocolate que dura perto de dois meses no armário sem ser consumido é ainda um mais forte indício. Posso atribuir esta demora à nova direcção das minhas atenções e gula. Mas uma coisa nunca me impediu a outra. Imagino, portanto, que seja o fim do mundo.
Eu e o chocolate sempre tivemos uma relação doentia. Mas é sempre uma novidade quando nos reencontramos. Por isso, talvez deva fazer as pazes e continuar a apostar nele.
Ninguém pode esperar sentido de algo que uma tipa escreve após acordar as 6h da manhã. Outra prova de que o mundo só pode estar para dar o berro.
Eu adormeço pelas 2h, 3h, 4h... por vezes até às 7:30, quando vou expulsar o demo do corpo em algo semelhante a dançar. Não é, eu acordo às 6h da manhã, por mim, porque, pronto, estou fartinha de cama e tal. Não. Algo está para acontecer.
Até porque não vou viajar e a sensação de catástrofe iminente anda a apoderar-se aqui do sítio.
Claro, posso simplesmente ser xoné. Já me ocorreu.
Entretanto vou ali acordar o despertador e aquecer o leite. Apetece-me ver o chocolate a derreter-se por mim.
A ventania ali fora assim mo quer mostrar.
Eu ter um chocolate que dura perto de dois meses no armário sem ser consumido é ainda um mais forte indício. Posso atribuir esta demora à nova direcção das minhas atenções e gula. Mas uma coisa nunca me impediu a outra. Imagino, portanto, que seja o fim do mundo.
Eu e o chocolate sempre tivemos uma relação doentia. Mas é sempre uma novidade quando nos reencontramos. Por isso, talvez deva fazer as pazes e continuar a apostar nele.
Ninguém pode esperar sentido de algo que uma tipa escreve após acordar as 6h da manhã. Outra prova de que o mundo só pode estar para dar o berro.
Eu adormeço pelas 2h, 3h, 4h... por vezes até às 7:30, quando vou expulsar o demo do corpo em algo semelhante a dançar. Não é, eu acordo às 6h da manhã, por mim, porque, pronto, estou fartinha de cama e tal. Não. Algo está para acontecer.
Até porque não vou viajar e a sensação de catástrofe iminente anda a apoderar-se aqui do sítio.
Claro, posso simplesmente ser xoné. Já me ocorreu.
Entretanto vou ali acordar o despertador e aquecer o leite. Apetece-me ver o chocolate a derreter-se por mim.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
(not so) Random Morning
Esta devia ir ali para a Esquizofrenia Musical ao lado, mas... apesar de ter sido a primeira que ouvi pela manhã, não foi um acaso.
E é isto.
Estou com a neura.
Vou bota-lo a cantar para mim.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Gula
Sempre que posso, como porcarias que não conheço.
Tenho para mim que se como fora de casa não sei o que como, logo, mais vale comer algo que nem sequer conheço.
Desta vez a "esquisitice" veio de um supermercado chinês, em Lisboa, ali pelo Martim Moniz.
Não podendo trazer os meus dumplings, que congelados não chegariam à cidade-ovo, vieram chás vários e um pacotinho de Mochi - gulodices, pois - três coisinhas molengas com recheio de morango.
Nem sei se é bom, se não. Fiquei assim um pouco sem opinião... Não lambisquei os dedos, o que já diz muito, mas a gula não me permitiu fazer grandes pausas entre eles.
Seria menina para trazer de outro sabor. ^.^
E aqui vai o aspecto da coisa:
Tenho para mim que se como fora de casa não sei o que como, logo, mais vale comer algo que nem sequer conheço.
Desta vez a "esquisitice" veio de um supermercado chinês, em Lisboa, ali pelo Martim Moniz.
Não podendo trazer os meus dumplings, que congelados não chegariam à cidade-ovo, vieram chás vários e um pacotinho de Mochi - gulodices, pois - três coisinhas molengas com recheio de morango.
Nem sei se é bom, se não. Fiquei assim um pouco sem opinião... Não lambisquei os dedos, o que já diz muito, mas a gula não me permitiu fazer grandes pausas entre eles.
Seria menina para trazer de outro sabor. ^.^
E aqui vai o aspecto da coisa:
É mais uma daquelas coisas que acho que não convencia ninguém a comer... Que querem, tenho gostos esquisitos!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Wild Thing
Brincar ao Print Screen com legendas brasileiras é qualquer coisa de especial. ❤ Vou fazer colecção.
É melhor musicar isto.
Duplamente.
que não me perguntem porque me lembrei eu disto...
Na minha interminável espera pelo autocarro no sábado à noite, dei conta que observar os andares das pessoas que deixam janelas abertas e luzes acesas é quase como estar a jogar tolices, como os Sims. Entram na cozinha, "sirigaitam" de um lado para o outro, abrem o frigorífico... e se forem mesmo totós, como já observei uma vez, até o fazem de cuecas.
Perfeitamente encantador.
Perfeitamente encantador.
domingo, 8 de setembro de 2013
Era bom, não era? Mas não é.
Que um ex namorado, há uns anos me tenha dito que eu tinha traços da Helena Bonham Carter, eu percebo. Quer dizer, percebo a intenção. O moço estava enamorado, apaixonado, cego, surdo e mudo. Para mais, eu tinha cortado o cabelo, chorado baba e ranho por isso e o moço deve ter arranjado isto como safa para me consolar.
Agora, ontem ter uma rapariga a dizer-me o mesmo... e que já o confirmou de todas as vezes que me vê, leva-me a crer que:- ela bebe que se farta sempre que calha eu estar no mesmo sítio que ela;
- eu exagero sempre na maquilhagem, de tal forma que pareço outra pessoa;
- acrescentada a qualquer uma das opções, deve sempre apanhar-me vestida de preto iludindo-a com a imaginária falta de xixa;
- ela atentou mais precisamente nas minha olheiras e desgrenho do cabelo de fim de noite, após horas a fio de saltitanço e lembrou-se da Bonham Carter no filme Sweeney Todd.
E lá deve saber o meu fraco pelo Tim Burton. E que não me importava de beijocar o Johnny Depp em todo e qualquer filme, como qualquer adolescente e pós adolescente que se preze. Mas fica-se por aí.
E lá deve saber o meu fraco pelo Tim Burton. E que não me importava de beijocar o Johnny Depp em todo e qualquer filme, como qualquer adolescente e pós adolescente que se preze. Mas fica-se por aí.
Que ninguém me interprete mal! A Bonham Carter é daquelas tipas que acho giras a valer. Dizerem-me isto duas vezes é de ficar que nem um pavão, mas... vamos lá descer à terra.
Anda tudo a tomar drogas? Ou terei que cortar na maquilhagem?! E pentear-me, vá.
Bebam menos, caraças!
sábado, 7 de setembro de 2013
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Human Looney Magnet
Posso não ter jeitinho nenhum para atrair quem me espicaça os sentidos e o interesse, que sou trapalhona, mas há em mim um qualquer atractivo para toda a espécie de xonés.
Em menos de meio ano acho que a lista destas criaturas cresceu a uma velocidade estonteante. Já sou alvo de chacota de cada vez que surge mais uma história.
Não é fácil. Mas mais difícil é eu não perceber como usar isso a meu favor. Não... isso nada. Se calhar passo a parecer uma destas criaturas e a entrar em lista alheia. Quem sabe!
Hoje nem chegou para ter piada. foi só assustador.
Quem não me conhece, ainda cai no erro de pensar que dou conversa ou seguimento às achegas destas gentes. Nitidamente nunca viram em acção o meu ar ultra antipático e sobrolho nervoso a subir em segundos. Ouve-se quase um rosnar.
Mas há uma informação importante, uma conclusão a que cheguei:
Os xonés gostam de más caras, de respostas desagradáveis, de qualquer comportamento que demonstre desinteresse ou mesmo náusea. Ficam avisados.
Agora uso a expressão de completo desinteresse, surdez, sons indecifráveis e noutros casos indirectas... ou nem tanto.
Mas ainda não encontrei fórmula mágica e os casos acumulam-se.
Pois na infelicidade de escolhas que me é natural, optei, em detrimento da tosta de atum com tomate, no Tropical, apenas com a companhia do meu cadernito e música, pelos nuggets mal amanhados do MacDonalds, sítio que abomino e evito, para tentar ser um ser social ao levar um farnel e juntar-me às colegas no jardim. Primeiro erro.
Duas filas, escolho uma, mudo para outra. Segundo erro. Que me levou ao terceiro e este foi grande: perguntar ao tipo da frente se estava na fila, já que estava meio de lado ou o escamambau. Alguém me devia ter ensinado que mesmo em crescida, não devia falar para estranhos.
Abri as portas do inferno.
Não lhe bastando responder que sim, quis oferecer-me a vez caso eu tivesse pressa e que por vezes existem urgências... colocando-se de frente para mim e numa distância que em muito ultrapassava o limite de segurança e o meu rico espaço pessoal que prezo p'ra caraças.
Depressa passou para o tempo, o calor, a amplitude térmica da cidade... chegando a vez dele de fazer o pedido, que consistia num cone de gelado.
Quando se pensa que a coisa não pode piorar, é certo e sabido que piora. Oh, se piora!
Além de não se ir embora e de eu ter o azar de só uma das coisas pedidas estar pronta a entregar, manteve a conversa enquanto lambia avidamente o seu gelado, qual vaca beijoqueira de boca bem aberta e língua motivada a apanhar toda bola espetada no cone.
Passei a saber, sem abrir a boca senão para meia duzia de grunhidos que largava enquanto olhava nervosamente à volta, na esperança de chegar o restante pedido, que o senhor tinha 50 anos e que era de Lisboa estando aqui há já alguns anos. Bom para ele... mau para mim.
E continuava a amarfanhar o gelado, tendo já um pedaço no canto da boca que evitei a todo o custa fixar. Numa lambidela mais energética, terei na certa feito um ar meio enojado ou coisa semelhante, que lhe provocou um largo sorriso e a generosa oferta de um pedaço quase enfiando-me o dito cone cara dentro.
Continuou o monólogo, passando pelo estado do país, a discrepância entre o que esperamos obter de realização profissional e o que a realidade tem para nos oferecer, em mantendo a presente conjuntura... passou ainda por querer saber se eu era daqui, se estudava e... quando recebi o meu pedido, finalmente, com a urgência de me segurar ali, ainda atirou que gostava de continuar a discutir aquele assunto comigo, se eu tivesse um tempinho... Não, não tenho um tempinho. Definitivamente o meu tempo nem existe.
O desespero, eu a caminhar, ele ao lado, a querer dar-me o contacto e eu a sair, já sufocada.
Diz que vê o que se passa, que sabe ouvir, que bem vê e ouve a realidade e as coisas... que posso contacta-lo para um dia se conversar. Não me largando, não vejo outra opção de fuga senão o de apanhar a porra do contacto dele e desandar. Tiro o caderno, caem-me alguns dos papeis onde escrevo tretas sem pés nem cabeça. Apanha-mos, botando olho à socapa. Escrevo o nome, o mail e o nº de telemóvel dele, com aqueles olhos de vigia. Nas pressas, deixo cair um dos meus sacos de comida. Odeio-me por aquilo, mas já não sabia como escapulir-me.
Despeço-me com um então, adeus boa tarde, espeta-me dois inesperados beijos nas bochechas. Começo a afastar-me nitidamente com ar de quem está num filme de psicopatas e ele, juro, continuou a olhar para mim com os típicos "Crazy Eyes" enquanto dizia: contacta-me, vou ficar à espera.
Em menos de meio ano acho que a lista destas criaturas cresceu a uma velocidade estonteante. Já sou alvo de chacota de cada vez que surge mais uma história.
Não é fácil. Mas mais difícil é eu não perceber como usar isso a meu favor. Não... isso nada. Se calhar passo a parecer uma destas criaturas e a entrar em lista alheia. Quem sabe!
Hoje nem chegou para ter piada. foi só assustador.
Quem não me conhece, ainda cai no erro de pensar que dou conversa ou seguimento às achegas destas gentes. Nitidamente nunca viram em acção o meu ar ultra antipático e sobrolho nervoso a subir em segundos. Ouve-se quase um rosnar.
Mas há uma informação importante, uma conclusão a que cheguei:
Os xonés gostam de más caras, de respostas desagradáveis, de qualquer comportamento que demonstre desinteresse ou mesmo náusea. Ficam avisados.
Agora uso a expressão de completo desinteresse, surdez, sons indecifráveis e noutros casos indirectas... ou nem tanto.
Mas ainda não encontrei fórmula mágica e os casos acumulam-se.
Pois na infelicidade de escolhas que me é natural, optei, em detrimento da tosta de atum com tomate, no Tropical, apenas com a companhia do meu cadernito e música, pelos nuggets mal amanhados do MacDonalds, sítio que abomino e evito, para tentar ser um ser social ao levar um farnel e juntar-me às colegas no jardim. Primeiro erro.
Duas filas, escolho uma, mudo para outra. Segundo erro. Que me levou ao terceiro e este foi grande: perguntar ao tipo da frente se estava na fila, já que estava meio de lado ou o escamambau. Alguém me devia ter ensinado que mesmo em crescida, não devia falar para estranhos.
Abri as portas do inferno.
Não lhe bastando responder que sim, quis oferecer-me a vez caso eu tivesse pressa e que por vezes existem urgências... colocando-se de frente para mim e numa distância que em muito ultrapassava o limite de segurança e o meu rico espaço pessoal que prezo p'ra caraças.
Depressa passou para o tempo, o calor, a amplitude térmica da cidade... chegando a vez dele de fazer o pedido, que consistia num cone de gelado.
Quando se pensa que a coisa não pode piorar, é certo e sabido que piora. Oh, se piora!
Além de não se ir embora e de eu ter o azar de só uma das coisas pedidas estar pronta a entregar, manteve a conversa enquanto lambia avidamente o seu gelado, qual vaca beijoqueira de boca bem aberta e língua motivada a apanhar toda bola espetada no cone.
Passei a saber, sem abrir a boca senão para meia duzia de grunhidos que largava enquanto olhava nervosamente à volta, na esperança de chegar o restante pedido, que o senhor tinha 50 anos e que era de Lisboa estando aqui há já alguns anos. Bom para ele... mau para mim.
E continuava a amarfanhar o gelado, tendo já um pedaço no canto da boca que evitei a todo o custa fixar. Numa lambidela mais energética, terei na certa feito um ar meio enojado ou coisa semelhante, que lhe provocou um largo sorriso e a generosa oferta de um pedaço quase enfiando-me o dito cone cara dentro.
Continuou o monólogo, passando pelo estado do país, a discrepância entre o que esperamos obter de realização profissional e o que a realidade tem para nos oferecer, em mantendo a presente conjuntura... passou ainda por querer saber se eu era daqui, se estudava e... quando recebi o meu pedido, finalmente, com a urgência de me segurar ali, ainda atirou que gostava de continuar a discutir aquele assunto comigo, se eu tivesse um tempinho... Não, não tenho um tempinho. Definitivamente o meu tempo nem existe.
O desespero, eu a caminhar, ele ao lado, a querer dar-me o contacto e eu a sair, já sufocada.
Diz que vê o que se passa, que sabe ouvir, que bem vê e ouve a realidade e as coisas... que posso contacta-lo para um dia se conversar. Não me largando, não vejo outra opção de fuga senão o de apanhar a porra do contacto dele e desandar. Tiro o caderno, caem-me alguns dos papeis onde escrevo tretas sem pés nem cabeça. Apanha-mos, botando olho à socapa. Escrevo o nome, o mail e o nº de telemóvel dele, com aqueles olhos de vigia. Nas pressas, deixo cair um dos meus sacos de comida. Odeio-me por aquilo, mas já não sabia como escapulir-me.
Despeço-me com um então, adeus boa tarde, espeta-me dois inesperados beijos nas bochechas. Começo a afastar-me nitidamente com ar de quem está num filme de psicopatas e ele, juro, continuou a olhar para mim com os típicos "Crazy Eyes" enquanto dizia: contacta-me, vou ficar à espera.
What the Fuck is Wrong With Me?!
Como ser social que sou, após um trauma destes fiquei no jardim sozinha, a amaldiçoar os nuggets sem molho que comi a custo, tendo apenas como consolo a playlist de quebrar corações, alternado com o engolir em seco ao pensar que posso estar numa lista de xonés.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Os Anos de Ti para Mim
O teu cabelo volta a ondular-se quando choro. Com o azul dos
teus olhos
pões a mesa do nosso amor: uma cama entre o verão e o
outono.
Bebemos o que alguém preparou, que não era eu, nem tu, nem
um terceiro:
sorvemos um último vazio.
Miramo-nos nos espelhos do mar profundo e passamos mais
depressa um ao outro os alimentos:
a noite é a noite, começa com a manhã,
é ela que me deita a teu lado.
Paul Celan, in "Papoila e Memória"
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno
teus olhos
pões a mesa do nosso amor: uma cama entre o verão e o
outono.
Bebemos o que alguém preparou, que não era eu, nem tu, nem
um terceiro:
sorvemos um último vazio.
Miramo-nos nos espelhos do mar profundo e passamos mais
depressa um ao outro os alimentos:
a noite é a noite, começa com a manhã,
é ela que me deita a teu lado.
Paul Celan, in "Papoila e Memória"
Tradução de João Barrento e Y. K. Centeno
terça-feira, 3 de setembro de 2013
As minhas 2ª feira são sempre emocionantes. Em especial
quando acordo às 07:15 da matina.
Por uma questão de saúde pública, devia ser proibido acordar
em tais horários. Zombies, ao pé de mim, - quando durmo mal, tudo me acontece e
ando a correr - são uns meninos bem humorados.
A minha aventura matinal de hoje, até poderia enganar...
Senhor dos jornais, cabelo grisalho, rabo de cavalo, boné,
todo lampeiro, depois de ver-me duas vezes seguidas em menos de 10 minutos a
passar por ele, na mesma direcção, passo alucinado, aparenta viver uma sensação
de "deja vu" e lança, num volume mais elevado do que eu desejaria:
"Descalça vai para a fonte
Leonor, pela verdura;
vai formosa e não segura.
Leva na cabeça o pote,
o testo nas mãos de prata,
cinta de fina escarlata,
sainho de chamalote;
traz a vasquinha de cote,
mais branca que a neve pura;
vai formosa e não segura.
..."
É... descalça eu não ia, mas por pouco.
É que tudo isto podia ser encantador ( e ainda me ri, é
certo) não fosse o facto de me estar a ver 2ª vez na rua, porque as primeiras
sandálias calçadas rebentaram a meio do percurso.
Não fosse o meu natural bambolear de coxa que qualquer miúda
roliça possui, o passinho de volta a casa em sandália e meia tinha sido uma
bela figura (quero eu enganar-me a fingir que disfarcei muito bem).
Menos piada teve eu escolher um vestido lindo e único (quem
me deu este, não me dá outro), que, nesta correria, me abafou de tal maneira
que a minha tensão desceu a pique... apanhando o autocarro por uma unha negra
(calma!!! esta é nova! eu consegui apanhar o autocarro!), e numa espécie de
quebra de tensão, ter tão bom ou tão mau aspecto (os zombies não param de me vir à cabeça) que fui amparada por uma
velhinha que me ajudou a sentar no lugar destinados a inválidos, grávidas,
idosos ou de pessoas com crianças ao colo.
Não havia lugar para idiotas ou desastres naturais... foi isso.
Não havia lugar para idiotas ou desastres naturais... foi isso.
Nota: Como gostei tanto deste início de dia, abri o bloco
que sempre me acompanha e comecei a rabiscar esta aventura. De tal forma me
embrenhei que quando levantei a cabeça estava na paragem que devia saír. E saí,
num gritinho pateta que não deixou dúvidas, quanto a eu não estar na total posse das minhas faculdades mentais, a quem quer que estivesse no autocarro. Terminei
isto na paragem, antes de seguir para a rotina dos miseráveis.
Ahhhh, 2ª feiras matinais... estou de volta!
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Mais um...
Como não tenho blogs que cheguem, abri um dedicado às minhas ricas manhãs musicais. Que é como quem diz, a forma mais elegante que arranjei para evitar que alguém tente comunicar comigo nas primeiras horas do dia.
Essas horas são sagradas, respeitem-nas, por favor!
Ou eu ponho música "ouvidosadentro" pelo meu mini-coiso. Podia chamar-se Esquizofrenia Musical... mas por agora é mais isto.
Essas horas são sagradas, respeitem-nas, por favor!
Ou eu ponho música "ouvidosadentro" pelo meu mini-coiso. Podia chamar-se Esquizofrenia Musical... mas por agora é mais isto.
domingo, 1 de setembro de 2013
sábado, 31 de agosto de 2013
Daqui fala ****** *****, a informação que pretende, por favor?
Mas porque não param de me ligar para casa a pedir pizzas? Porquê???
E porque raio me deixam mensagens a descrever os ingredientes?!
Já fiquei com a consciência pesada por ter deixado uma velhinha com fome porque não havia mais nada à volta onde ela pudesse ir comer.
Das duas uma:
- ou passo a fazer pizzas aqui em casa;
- ou começo a cobrar pelo serviço informativo que forneço muitas vezes e que já me rendeu elogios, gargalhadas e simpatias menos próprias - a minha voz ao telefone, efeito boneco de borracha, deve ser irresistível. (Isto leva a outra opção que não vou de todo explorar).
E eu nem sequer ligo pevides a pizza!!
E porque raio me deixam mensagens a descrever os ingredientes?!
Já fiquei com a consciência pesada por ter deixado uma velhinha com fome porque não havia mais nada à volta onde ela pudesse ir comer.
Das duas uma:
- ou passo a fazer pizzas aqui em casa;
- ou começo a cobrar pelo serviço informativo que forneço muitas vezes e que já me rendeu elogios, gargalhadas e simpatias menos próprias - a minha voz ao telefone, efeito boneco de borracha, deve ser irresistível. (Isto leva a outra opção que não vou de todo explorar).
E eu nem sequer ligo pevides a pizza!!
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Kafka...
.. meditou lá para os seus botões que "Há dois pecados humanos capitais dos quais derivam todos os outros: a impaciência e a preguiça. Por causa da impaciência fomos expulsos do paraíso. Por causa da preguiça não regressamos lá".
Que ninguém se iluda a pensar que sou uma entendida nos meandros kafkianos - embora consiga tornar a coisinha mais simples em algo absurdo, quase surreal - porque não sou. Mas da impaciência.. oh diabos, percebo mais do que desejaria!
E não, não vou escrever sobre a dita, que estou de relações cortadas com ela.
Vou antes carregar ali no play e pôr-me de olhinhos em alvo, a pensar na preguiça que infelizmente não terei.
Que ninguém se iluda a pensar que sou uma entendida nos meandros kafkianos - embora consiga tornar a coisinha mais simples em algo absurdo, quase surreal - porque não sou. Mas da impaciência.. oh diabos, percebo mais do que desejaria!
E não, não vou escrever sobre a dita, que estou de relações cortadas com ela.
Vou antes carregar ali no play e pôr-me de olhinhos em alvo, a pensar na preguiça que infelizmente não terei.
Resultados do Chá Mágico:
~ Idas à casa de banho ao longo da noite - 10 pontos
~ Horas de sono - 0 pontos
~ Horas de sono - 0 pontos
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Lista de Afazeres para o Dia
> Dormir
> Dormir
> Usar a técnica do elástico no pulso para conter impulsos maléficos
> Dormir
> Ouvir música
> Educar o expira-inspira para controlar batimentos cardíacos pós-música
> Dormir muito
> Pôr filmes em dia que estão mais que em atraso
> O mesmo para a leitura - estou a ficar estúpida que nem uma porta
> Dormir
> Alimentar a gata que, no embalo dos meus sonhos, comeu uma borboleta (traça?!) gigantesca. Argh!
> Dormir
> Nunca deixar de ser tonta; que se lixe
> Não escrever no blog quando tenho sono.
> Dormir
> Usar a técnica do elástico no pulso para conter impulsos maléficos
> Dormir
> Ouvir música
> Educar o expira-inspira para controlar batimentos cardíacos pós-música
> Dormir muito
> Pôr filmes em dia que estão mais que em atraso
> O mesmo para a leitura - estou a ficar estúpida que nem uma porta
> Dormir
> Alimentar a gata que, no embalo dos meus sonhos, comeu uma borboleta (traça?!) gigantesca. Argh!
> Dormir
> Nunca deixar de ser tonta; que se lixe
> Não escrever no blog quando tenho sono.
Garota xoné
Nos 5 minutos que dormi
sonhei com borboletas na barriga
e que as matava com um mata-moscas
sem dó nem piedade.
Como ousam chamar aquilo borboletas na barriga?!
Só se forem borboletas famintas...
Ou borboletas extremamente dedicadas à decoração de interiores... com marteladas e tudo.
sonhei com borboletas na barriga
e que as matava com um mata-moscas
sem dó nem piedade.
Como ousam chamar aquilo borboletas na barriga?!
Só se forem borboletas famintas...
Ou borboletas extremamente dedicadas à decoração de interiores... com marteladas e tudo.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Preciso de uma afinação...
... nas minhas (in)capacidades sociais.
O Monte das Servas já não ajuda, parece-me.
O Monte das Servas já não ajuda, parece-me.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
E diz o Vinicius de Moraes (com Vicente Barreto)
Corram em praça pública
Um proclama
Atirem pedra joguem lama
Até me verem transpassar de dor
Gritem que eu traí, que sou culpado
Que sou réu de ter matado
Mais um grande amor
Eu mesmo sangrando
Amor desfeito
Hei de arrancar dentro do peito
As rubras rosas da separação
Com que acarpetar a caminhada
Dessa nova grande amada
Do meu coração
Vai, triste mulher, trágica mulher
Sai do meu caminho
Deixa-me sozinho
Eu já não te quero mais
Deixa-me sofrer em paz
Vejo outra mulher
Surgir da bruma
Enquanto a noite se desfaz
Um proclama
Atirem pedra joguem lama
Até me verem transpassar de dor
Gritem que eu traí, que sou culpado
Que sou réu de ter matado
Mais um grande amor
Eu mesmo sangrando
Amor desfeito
Hei de arrancar dentro do peito
As rubras rosas da separação
Com que acarpetar a caminhada
Dessa nova grande amada
Do meu coração
Vai, triste mulher, trágica mulher
Sai do meu caminho
Deixa-me sozinho
Eu já não te quero mais
Deixa-me sofrer em paz
Vejo outra mulher
Surgir da bruma
Enquanto a noite se desfaz
There's no such thing as...
... soul mate...
oh! Catano!
Mania do inglês!
Não há cá:
almas gémeas
amores eternos
e leite condensado light!
oh! Catano!
Mania do inglês!
Não há cá:
almas gémeas
amores eternos
e leite condensado light!
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
Querido diário alheio
É FAVOR INTRODUZIR ABAIXO A SUA HISTÓRIA
instruções:
a) pode escrever a sua história de amor, a sua rotina intíma diária, a sua escapadinha, a sua nova paixão, a sua velha paixão, o seu mix de paixões, os seus desgostos amorosos de 5 minutos e meio, a sua mentirinha de encomenda, o seu rol de mentiras intermináveis... oh, sinta-se à vontade para libertar o monstro da confissão!
b) aplica-se às histórias acima mencionadas, d'outros, contadas por si
c) se a folha não chegar, é porque escreveu demais.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Entre as coisas que te fazem sentir viva, há aquelas bem simples que sobressaem... tal como o cheiro da terra húmida, o cheiro da roupa lavada nos estendais e o raio do halls ultra forte que te faz sentir todo o ar deste mundo e de outro entrar nariz e boca dentro.
(Isto concluído após um ataque de ansiedade num autocarro, resultante do já habitual pensamento sobre a finitude do ser humano, o seu prazo de validade, o seu defeito de nascença. Acaba, finito, nada. Ahhh, coisa boa esta, a puta da vida, como diz o outro)
(Isto concluído após um ataque de ansiedade num autocarro, resultante do já habitual pensamento sobre a finitude do ser humano, o seu prazo de validade, o seu defeito de nascença. Acaba, finito, nada. Ahhh, coisa boa esta, a puta da vida, como diz o outro)
sábado, 13 de julho de 2013
Não bastava sofrer de stress pré viagem, em que há sempre uma qualquer sensação de catástrofe iminente, sofro também de uma espécie de nostalgia depressiva pós viagem, mixada com mau humor, silêncios incómodos com o miolo a mil, num sem folego de aijesusnãoseiquefaçacomarotinaquemesufoca ou tenhotantoparafazermasnãohánadaquefazersantovazionãohánadaquemepreencha.
É isso.
Para acompanhar, segue musicol que me deixa nostálgica, como se lembrasse porra nenhuma, já que não está anexada a nada desta minha vida. Bom... sei lá eu o que para aqui vai bem "enterradinho".
Resumindo; além de limpar o pó, levantei muita poeira.
terça-feira, 9 de julho de 2013
domingo, 30 de junho de 2013
Dia de parolices, lambisgoidices, lamechices e outras -ices III
She is an imaginary girl
A fiction
I am a dog on a chain
A prisoner
When I see her walk
To and Fro
My teeth grope on
All reason goes
Swing pretty girl
Swing
It ain't real anyway
Fields so blue
All drenched in red
Clouds up in the sun
I feel so dead
Dia de parolices, lambisgoidices, lamechices e outras -ices I
I waited for so long
Outside myself
You see I was pretenting
To be someone else
I was longing to see
Who i wanted to be
And I've been waiting on my own
I've been waiting for too long
Not strong enough to be with you
And I've been making up my world
I've been painting it with gold
Not strong enough to see you
I irrigate illusions
Then let them grow
How can I pacify myself?
And let go
And I run wild to see
Who I turned out to be
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Apanha cacos com uma pá tira-nódoas
Em casa de espelho faz de conta, com tapetes flutuantes de coisa a sobrar por baixo, tem que se saber lançar o dado e fazer batota numa expiração/inspiração enquanto os outros fazem que piscam-e-não-viram.
Em casa de espelho faz de conta, não se pode felicitar ninguém senão durante segundo e meio sem tirar os olhos dos sapatos, porque de resto, é tudo uma santidade, e pode levar a suspeitas de em vez de fazer o olho nº 8, que significa "bingo, you got... shit!"parecer o olho nº 5 que significa luxuria e provocação barata, podendo dar condenação à morte por insulto em ondas.
Em casa de espelho faz de conta, aconselha-se o uso de capacete em papel de alumínio, papel vegetal, a terminar em celofane, para evitar que qualquer pensamento de malmequer a desfolhar ao apanhar grande chuvada, saia em balão-pensamento, com forma de planta carnívora, lambe-o-beiço e siga para bingo.
Em casa de espelho faz de conta, eu limpo os pés no tapete à saída, para não voltar, do encardido da imundice que se esconde debaixo do tapete, embelezado com pasta coto lava mais branco "sorriso gato de porcelana" home made, pleased to meet you, come back soon. .
Burp. Perdão. Acabei de eructar e saltou-se-me o sapo do estômago.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
desabotoava...
Lembro-me de, em criança, ouvir muito como resposta "shh" ou algo que se assemelhasse, por parte dos adultos, que se cansavam das constantes perguntas que fazia ao ver filmes, por exemplo. Deve ser por isso que não gosto que me façam "shhh".
Também me lembro de ficar impressionadíssima nos filmes "de cowboys" e dizer, a tapar os olhos, "coitadinhos dos cavalos".
Assim como trouxe essa tendência protectora dos animais, trouxe também o resultado da "castração à curiosidade" para o presente.
Talvez por isso não consiga ainda hoje levantar questões ou fazer observações, por exemplo, após a exibição de um filme.
Principalmente se isto for aliado à timidez (sim, espantem-se) de estar perante um tipo interessante e giraço a quem desabotoaria os três primeiros botões da camisa.
Também me lembro de ficar impressionadíssima nos filmes "de cowboys" e dizer, a tapar os olhos, "coitadinhos dos cavalos".
Assim como trouxe essa tendência protectora dos animais, trouxe também o resultado da "castração à curiosidade" para o presente.
Talvez por isso não consiga ainda hoje levantar questões ou fazer observações, por exemplo, após a exibição de um filme.
Principalmente se isto for aliado à timidez (sim, espantem-se) de estar perante um tipo interessante e giraço a quem desabotoaria os três primeiros botões da camisa.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
Brincar à macaca com kafka ou chá com biscoitos
Os mais insaciáveis são numerosos ascetas que fazem greve de fome em todos os domínios da vida e querem ao mesmo tempo obter que:
1 - uma voz diga: basta, já jejuaste bastante, agora tens o direito de comer como os outros, e a partir deste momento a comida que comeres não te será contada como alimento;
2 - que a mesma voz diga ao mesmo tempo: há muito que jejuas por obrigação, a partir de agora jejuar com alegria será mais suave do que tomar alimentos;
3 - que a mesma voz diga ao mesmo tempo: venceste o mundo, liberto-te do mundo, dos alimentos e do jejum (contudo jejuarás tanto quanto comeres)
A esta voz junta-se outra que, durante todo o tempo diz: sem dúvida o teu jejum não é total, mas tens boa vontade e isso basta.
Kafka,Franz, Meditações.
Acontece-me com frequência. Com as bolachas de chocolate. Mas especialmente com leite cheio de chocolate.
Não sei o que esperavam com este título, mas ... já vos tinha dito que por aqui anda de interesse?
Aqui anda-se à roda. Raramente o fuso pica onde deve. E outras xaxadas. É isto.
1 - uma voz diga: basta, já jejuaste bastante, agora tens o direito de comer como os outros, e a partir deste momento a comida que comeres não te será contada como alimento;
2 - que a mesma voz diga ao mesmo tempo: há muito que jejuas por obrigação, a partir de agora jejuar com alegria será mais suave do que tomar alimentos;
3 - que a mesma voz diga ao mesmo tempo: venceste o mundo, liberto-te do mundo, dos alimentos e do jejum (contudo jejuarás tanto quanto comeres)
A esta voz junta-se outra que, durante todo o tempo diz: sem dúvida o teu jejum não é total, mas tens boa vontade e isso basta.
Kafka,Franz, Meditações.
Acontece-me com frequência. Com as bolachas de chocolate. Mas especialmente com leite cheio de chocolate.
Não sei o que esperavam com este título, mas ... já vos tinha dito que por aqui anda de interesse?
Aqui anda-se à roda. Raramente o fuso pica onde deve. E outras xaxadas. É isto.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Já escrevi e apaguei tanta coisa, por não saber onde pegar... não consigo!!
Só consigo escrever: "apanhar cancro"?
"quem é realmente corajoso é quem apanha cancro"????
Jesus Fucking Christ!!!
Pronto. Eu gostava mesmo de escrever algo elaborado sobre isto. Mas desconfio que, de cada vez que leio nulidades destas, um pouco do meu cérebro é sugado e o restante adormecido por uns minutos.
Vá lá, podia escrever apanhar cancaro. Era pior...
Só consigo escrever: "apanhar cancro"?
"quem é realmente corajoso é quem apanha cancro"????
Jesus Fucking Christ!!!
Pronto. Eu gostava mesmo de escrever algo elaborado sobre isto. Mas desconfio que, de cada vez que leio nulidades destas, um pouco do meu cérebro é sugado e o restante adormecido por uns minutos.
Vá lá, podia escrever apanhar cancaro. Era pior...
quinta-feira, 6 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Cheira-me...
... que este blog começa a assemelhar-se a uma versão rasca da série "O Sexo e a Cidade". Mas com menos cenas de sexo. Numa cidade minúscula. Com uma péssima produção... ou não houvesse muito menos dinheiro...
Mas vá, uma excelente banda sonora.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
domingo, 31 de março de 2013
Gula
Diz que não sabe escrever em poema,
o que a vida de bom oferece.
Falha a asneira e o gemido,
o sabor que o prazer lhe tece.
Ah, gema e não tema!
Mas não tanto, que a vizinhança acorda.
Deu-lhe corda,
que a paixão não dá sustento,
(não a paixão feita enjoo, frescura sem sentido...).
Chamou antes a este um figo,
espera, desce ao umbigo!
Há lá coisa melhor que um banho quente,
ter em bailarico o inquieto ventre,
comer em boa hora,
comer-te, meu querido, hoje, ontem, agora!
Diz que disse adeus
Foste em boa hora...
Volta, com demora.
Não que não te queira ou não te goste,
mas não dessa coisa doentia que nos come e nos cospe.
Que o esquecer é coisa doce
e se ontem a noite te trouxe,
o dia que te leve...
Eu, assim fosse,
de fraca memória,
como fraca é a carne
que nos ferve e nos devolve.
o que a vida de bom oferece.
Falha a asneira e o gemido,
o sabor que o prazer lhe tece.
Ah, gema e não tema!
Mas não tanto, que a vizinhança acorda.
Deu-lhe corda,
que a paixão não dá sustento,
(não a paixão feita enjoo, frescura sem sentido...).
Chamou antes a este um figo,
espera, desce ao umbigo!
Há lá coisa melhor que um banho quente,
ter em bailarico o inquieto ventre,
comer em boa hora,
comer-te, meu querido, hoje, ontem, agora!
Diz que disse adeus
Foste em boa hora...
Volta, com demora.
Não que não te queira ou não te goste,
mas não dessa coisa doentia que nos come e nos cospe.
Que o esquecer é coisa doce
e se ontem a noite te trouxe,
o dia que te leve...
Eu, assim fosse,
de fraca memória,
como fraca é a carne
que nos ferve e nos devolve.
sexta-feira, 29 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
Random Mornings
Todas as manhãs tenho musiquinha que me acompanha as esperas de autocarro. Nestes dias têm sido com a chuva como pano de fundo. Algumas caem mesmo bem... É o caso desta:
http://grooveshark.com/#!/search/song?q=The+Triffids+Dear+Miss+Lonely+Hearts
http://grooveshark.com/#!/search/song?q=The+Triffids+Dear+Miss+Lonely+Hearts
quinta-feira, 21 de março de 2013
É tão bom... não foi?!
Aprendeu a domar-se.
Só queria apaixonar-se e fantasiou-o.
A saudade era outra. Era do sentir.
E como falsa dor sentida, procurou o placebo que se adequasse.
O errado. Ou o certo para coisa alguma.
Nunca saberá se lhe tremeriam os joelhos, bateriam os dentes? A inquietação nas mãos e no peito... viriam?
Não saberá.
Nada fervilha ali dentro; não se domou, esqueceu-se do que era o instinto.
Afinal, não era nada.
Post Hospitalar Rotineiro
esperei duas horas,
ou mais, no hospital
com um frasco de amoras
e um compal
a consulta foi sem demoras
está tudo bem, afinal.
Pronto. Agora que escrevi a imbecilidade do dia em rima, posso escrever alegremente:
Rai's parta se não hei-de viver e ser feliz p'ra Car*%&$#!!!
Oh yes...!
ou mais, no hospital
com um frasco de amoras
e um compal
a consulta foi sem demoras
está tudo bem, afinal.
Pronto. Agora que escrevi a imbecilidade do dia em rima, posso escrever alegremente:
Rai's parta se não hei-de viver e ser feliz p'ra Car*%&$#!!!
Oh yes...!
terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
Sei que devo estar mesmo doente quando:
- tomo comprimidos
- quando me enfio no choco e nem o que gosto consigo fazer
- quando me ponho a beber chá de urtiga
- quando sinto uma dúzia de gatos a miar cá dentro e que não me deixam respirar decentemente
- quando tomo um banho com Johnson Baby Respira Fácil... for god sake!
- quando me enfio no choco e nem o que gosto consigo fazer
- quando me ponho a beber chá de urtiga
- quando sinto uma dúzia de gatos a miar cá dentro e que não me deixam respirar decentemente
- quando tomo um banho com Johnson Baby Respira Fácil... for god sake!
domingo, 17 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Na sala eu (des)espero
A espera
seduz
dentro de um limite
A espera
seduz
enquanto certeza de uma chegada
A espera.
a espera...
Não me venham com lérias.
A espera é para os pacientes.
Pacientes de santa paciência
Pacientes em sala de espera
Pacientes que aguardam consulta
e o veredicto.
Espero demasiado.
A consulta.
O veredicto.
E por ti.
Levanto-me
e vou embora
sem deixar o lugar marcado.
seduz
dentro de um limite
A espera
seduz
enquanto certeza de uma chegada
A espera.
a espera...
Não me venham com lérias.
A espera é para os pacientes.
Pacientes de santa paciência
Pacientes em sala de espera
Pacientes que aguardam consulta
e o veredicto.
Espero demasiado.
A consulta.
O veredicto.
E por ti.
Levanto-me
e vou embora
sem deixar o lugar marcado.
sábado, 2 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O problema deve ser meu
Há umas quantas coisas que se escrevinham pelas redes sociais que me escapam grandemente.
Já não falo do "lol", que esse já teve direito a observações várias, incluindo concluir (olha que bem que isto soa) que na maioria das vezes, as pessoas escrevem "lol" quando não têm mais que dizer, querem encerrar um assunto e na verdade com um trombil mais sério e apático do que quando se está a caír para o lado de sono.
Eu até nem queria ser preconceituosa, mas que fazer, tal como todo o comum mortal, tenho cá as minhas coisinhas e há que confessar, ver gente com a minha idade e ainda mais velha a escrever isto... nheee... não sei, soa-me a patetice.
Que fazer... não me batam! Também já me disseram, numa destas cafezadas em que nos confessamos todos acerca destas patacoadas, que eu estou sempre a anunciar os meus lanches. Agora até tenho medo de comer.
Falar dos "like" nas próprias postagens também será escusado... é mais que claro que se postas... gostas. E quando assim não é, há geralmente uma qualquer observação, não vá alguém confundir-se e tomar-nos por pacóvios (pela parte que me toca, pensem lá o quiserem; até tenho gosto em ser um pouco parola).
Mas agora também vejo outras parvoeiras várias. Uma delas é a imbecil frase feita "beijo no coração". Catano... dengosa sou eu, muitas vezes, em fraqueiras senis, em certos comentários e com certas pessoas. Mas, beijo no coração?! Mas que raio de bodegada. É que não consigo deixar de imaginar um cenário sanguinário, coração a latejar, ares de aflição e horrores vários que me dariam todo o gozo num filme de terror. Mas num comentário? Pelamordedeus, não me dêem beijos no coração que eu não quero!
E sendo coxa, tenho receio de não vos conseguir fugir, nessa bondade imensa que é dar-me beijos cardíacos!
Já não falo do "lol", que esse já teve direito a observações várias, incluindo concluir (olha que bem que isto soa) que na maioria das vezes, as pessoas escrevem "lol" quando não têm mais que dizer, querem encerrar um assunto e na verdade com um trombil mais sério e apático do que quando se está a caír para o lado de sono.
Eu até nem queria ser preconceituosa, mas que fazer, tal como todo o comum mortal, tenho cá as minhas coisinhas e há que confessar, ver gente com a minha idade e ainda mais velha a escrever isto... nheee... não sei, soa-me a patetice.
Que fazer... não me batam! Também já me disseram, numa destas cafezadas em que nos confessamos todos acerca destas patacoadas, que eu estou sempre a anunciar os meus lanches. Agora até tenho medo de comer.
Falar dos "like" nas próprias postagens também será escusado... é mais que claro que se postas... gostas. E quando assim não é, há geralmente uma qualquer observação, não vá alguém confundir-se e tomar-nos por pacóvios (pela parte que me toca, pensem lá o quiserem; até tenho gosto em ser um pouco parola).
Mas agora também vejo outras parvoeiras várias. Uma delas é a imbecil frase feita "beijo no coração". Catano... dengosa sou eu, muitas vezes, em fraqueiras senis, em certos comentários e com certas pessoas. Mas, beijo no coração?! Mas que raio de bodegada. É que não consigo deixar de imaginar um cenário sanguinário, coração a latejar, ares de aflição e horrores vários que me dariam todo o gozo num filme de terror. Mas num comentário? Pelamordedeus, não me dêem beijos no coração que eu não quero!
E sendo coxa, tenho receio de não vos conseguir fugir, nessa bondade imensa que é dar-me beijos cardíacos!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
O Chão é Cama para o Amor Urgente
O chão é cama para o amor urgente,
amor que não espera ir para a cama.
Sobre tapete ou duro piso, a gente
compõe de corpo e corpo a húmida trama.
E para repousar do amor, vamos à cama.
Carlos Drummond de Andrade, in 'O Amor Natural'
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