Quando estás a preparar-te para sair, com algum esforço... e deixa de o ser, a partir do momento em que começas a ouvir a vizinha, que - coitada - já não está nos seus melhores dias e faz uns sons assustadores. E tens a certeza de que quando voltares da borga é bom que seja dia ou não vais conseguir dormir... pois de tudo o que te lembras é de algo assim...
sexta-feira, 3 de junho de 2016
segunda-feira, 11 de abril de 2016
ai quétãofixe passear na manif!
dia 25 é dia de cravo vermelho.
questiono-me se irei lado a lado com sei lá quantos. e outros-quantos-não-sei-quais-que-tudo-muito-bem-desde-que-não-seja-eu. ai, que quando uma pessoa precisa ai quando uma pessoa precisa.... - concerteza não precisa - quando se precisa - ah pois - menos mal, desde que não seja eu, que tenho ali uma dor.
Temos que aceitar, pois... se se precisa... eu é que não posso... olha, pois, aproveita, que é menos mal. pelo menos é menos. é.
E é isto uma conversa de doidos que faço comigo, que estou cansada de a fazer com outros. revolucionários de mesa de cabeceira com copo d'água e pó.
Vamos lá... dia 25 é bonito levar um cravo... queixemo-nos... é tudo um grande forró, vamos ver gente, gajos. ai caquele é tão fofo. e toca a dar uma palmadinha nas costas ali ao do lado... ah, que bela manifestação... isto está compostinho. olha, o x também veio. já não namora... vamos ali tirar uma foto. queimemos o "facho", vá lá, queimem outra vez que aqui faz frio.
pqp. encolhipo eu as palavras, para não me dar à asneira que se me consome.
há uns mais que outros. há uns que vá lá... não sejas conas... têm que aceitar mais que outros. o que não pode ser é não se apanhar sol nas ventas!! isso é que não, valha-nos nossa senhora que vai contra os direitos de uma pessoa. mas vá... menos mal, pá!
toma lá uma palmadinha, bebe mais um copo. uma musiquinha e até te passam as dores a dançar... onde é que está a bailaroca alegre, hum hum? afffff...
questiono-me se irei lado a lado com sei lá quantos. e outros-quantos-não-sei-quais-que-tudo-muito-bem-desde-que-não-seja-eu. ai, que quando uma pessoa precisa ai quando uma pessoa precisa.... - concerteza não precisa - quando se precisa - ah pois - menos mal, desde que não seja eu, que tenho ali uma dor.
Temos que aceitar, pois... se se precisa... eu é que não posso... olha, pois, aproveita, que é menos mal. pelo menos é menos. é.
E é isto uma conversa de doidos que faço comigo, que estou cansada de a fazer com outros. revolucionários de mesa de cabeceira com copo d'água e pó.
Vamos lá... dia 25 é bonito levar um cravo... queixemo-nos... é tudo um grande forró, vamos ver gente, gajos. ai caquele é tão fofo. e toca a dar uma palmadinha nas costas ali ao do lado... ah, que bela manifestação... isto está compostinho. olha, o x também veio. já não namora... vamos ali tirar uma foto. queimemos o "facho", vá lá, queimem outra vez que aqui faz frio.
pqp. encolhipo eu as palavras, para não me dar à asneira que se me consome.
há uns mais que outros. há uns que vá lá... não sejas conas... têm que aceitar mais que outros. o que não pode ser é não se apanhar sol nas ventas!! isso é que não, valha-nos nossa senhora que vai contra os direitos de uma pessoa. mas vá... menos mal, pá!
toma lá uma palmadinha, bebe mais um copo. uma musiquinha e até te passam as dores a dançar... onde é que está a bailaroca alegre, hum hum? afffff...
terça-feira, 12 de maio de 2015
quinta-feira, 26 de março de 2015
Anoiteço-me.
Por tempo indeterminado.
Sem espaço para
portas que se fecham
janelas que se abrem
- a menos que lhes queira
medir as alturas
como meço desesperos pelo salto.
Queria eu ser
- de momento -
velho gordo
careca
decadente
de palavreado de filho da puta
na ponta da língua.
Escrever sobre foder
como quem escreve sobre a paisagem
- postal ilustrado de um pôr-se-sol absurdo
e um corpo semi-nu em tons laranja.
Minto.
Nunca quis ser homem.
Mas que importam os meus quereres?
Que importa esta figura pequena
saltitante
a quem só vêem
(e insistem em só querer ver)
o sapato vermelho bailarino
que condiz com a lancheira de bolinhas brancas
em passo alegrete e gargalhada solta?!
Que importa
se esta figura pequena
a quem chamam de refilona
cheios de graça - julgam -
guincha por dentro?
Se tem entalado
um palavreado de filho da puta
pronto a estoirar?
Se a vida, que se chame vida,
- e não este contante meter
o buraquinho esquerdo do nariz
fora d'água
para conseguir apanhar
uma merdice de ar que ainda a deixam ter por direito -
insiste em desfazer-se a cada passo?!
Que lhes importa o estrebuchar furioso,
a raiva explosiva
em silêncios
pontapeando sacos na marquise
enquanto se queixa que a casa é pequena
para todos os seus sonhos...
que tem morto
um a um
com a puta da pá imaginária
que tanto faz rir o Palerma...
Culpada a criatura
que bailaroca usando um sorriso
com que constroi a sua casa
que usa a máscara em busca de um conforto
em si mesma.
Culpada a criatura que ainda crê.
Agora não mais...
Vai melhorar...
Vai.
Diz que sim.
Que um dia tudo é silêncio.
Eu é que fugi a essa marcha.
Só queria encontrar a razão.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Já me lembrei porque não gosto de branco...
O momento trapalhão e algo bonito em que apertas um daqueles soutiens de fecho à frente enquanto falas ao telemóvel, percebendo que te dá imenso jeito usar as duas mãos e durante essa ginástica reparas, ao espelho, como as tuas mamocas estão tão redondicas devido ao soutien e aqueles especiais dias do mês que te põem, num momento a carpir mágoas porque um palmier te lembra de uma boa lareira, e no seguinte estás a cuspir fogo porque o carago da peúga ficou-te presa no dedão e ias partindo os dentes da frente porque a pisaste com o outro pé fazendo-te embater na mesa e no degrau e no lava-louça... usando durante esse processo todo um vocabulário rico capaz de fazer corar qualquer taberneiro.
O outro momento menos bonito mas mais embaraçante em que pela noite despes a bonita, leve e fina túnica branca e vês que o soutien se esqueceu de tapar o mamilo direito na totalidade,
Começo a achar que ando com uma fixação estranha pelas minhas mamocas.
O outro momento menos bonito mas mais embaraçante em que pela noite despes a bonita, leve e fina túnica branca e vês que o soutien se esqueceu de tapar o mamilo direito na totalidade,
Começo a achar que ando com uma fixação estranha pelas minhas mamocas.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Preto no Branco é... Cinza
Um dia tive um encontro desastroso.
Quer dizer... não parecia, mas foi.
Um tipo todo pintas, de cabelo grisalho, como parece que passei a gostar recentemente...
Começou bem, com uma conversa fluída e interesses coincidentes, outros com potencial para partilhar.
Mas a coisa deixa de correr bem quando percebo que não acompanham, não entendem ou não apreciam o meu humor.
A incapacidade de não perceber qual foi a hipótese não ajudou.
Seja como for, alguém que não tenha ou não acompanhe o meu humor deslocado, doentio ou de merda, não pode ser feliz comigo, na certa!
Não que eu quisesse casar com ele, vamos lá ver... mas o que eu também não queria mesmo era encatrafiá-lo no meu lar, como me pareceu esperar, assim como quem está a comer uma sandes de manteiga. Ora...
Isto da idade traz umas coisas. A vulgaridade e facilidades em alguns campos da vida andam assim a modos que a meter-me fastio. E eu tenho tendência a ficar tonta com carroceis e montanha-russa; já aqui o disse.
Um tipo que não percebe quando lhe falo "da pá" ou que quando lhe digo que um dos "festivais" que apreciei; já que não sou fã de tal; foi de Roxy Music, mas que tive de gramar com Paulo Gonzo,que é "muita bom" e o tipo me faz uma cara sem expressão... não deixando perceber se:
- me ouviu ou não,
- gosta de Paulo Gonzo,
- percebeu ou não a ironia,
- inserir mais hipóteses, que desconfio que serão muitas!
E que quanto mais eu tento discernir o que aquela não-cara significa, explicando que é uma cáca, mais a cara dele me parece não tanto uma cara, mas um balão por desenhar... não será, definitivamente, um tipo que eu queira a mostrar imaginação entre paredes, lençóis ou coisa que o valha.
Isto de beber café com um tipo cheio de pinta e não sentir cá fogo a crescer devia dizer-me qualquer coisa.
A última vez que senti fogo a crescer levei com um balde de água gelada e foi o diabo. Deve ser por isso.
Mas este cinza era uma espécie de cópia em formato mais pequeno e mais novo do verdadeiro cinza. O do balde. E eu não me posso fiar em cópias... certo?!
Depois de poemas e músicas e desejos enviados de partilha e cafés e o Diabo a quatro, não ter a xixa entre mãos em modo 1 2 3, arrefeceu o moço a quem a poesia escasseou em três tempos.
Assim como a vontade de cafés. E a felicidade por me conhecer e eu ter aparecido naquele antro asqueroso a que só vou de arrasto.
Acho que percebeu que cafés não simbolizam uma volta entre amassos.
Isto não é gente que faça falta, certo?!
Querido Diário. Era assim que eu devia ter começado.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Do Outono a chegar até mim
Como se ainda em tenra carne tocasse
e o cheiro sentisse
de uma caneca de café
e bolos saídos do forno.
Como se ainda hoje esquecesse levar a mão à boca
que de alimento me sentia cheia
e hoje, de ti, vazia.
Como se ali sentado,
no móvel, junto à janela,
me enchesses ainda a casa e o peito.
E eu esperasse,
adivinhando as cobertas até ao pescoço,
- oposto a tudo o que é para outros olhos -
para me sentir pequenina e tontinha
mas pertencendo ali desde sempre.
e o cheiro sentisse
de uma caneca de café
e bolos saídos do forno.
Como se ainda hoje esquecesse levar a mão à boca
que de alimento me sentia cheia
e hoje, de ti, vazia.
Como se ali sentado,
no móvel, junto à janela,
me enchesses ainda a casa e o peito.
E eu esperasse,
adivinhando as cobertas até ao pescoço,
- oposto a tudo o que é para outros olhos -
para me sentir pequenina e tontinha
mas pertencendo ali desde sempre.
domingo, 24 de agosto de 2014
sábado, 9 de agosto de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Estranha vida esta em que um dia cheguei, cabeluda, de triângulo escarlate berrante, sem que por um segundo pensasse na dicotomia que me iria afectar quando brincasse às gentes crescidas.
Não poderia nunca ser pessoa entre pessoas, de duas pernas, dois braços, cabeça no sítio.
Não sei se sempre me estranhei entre os outros, se estranhei os outros que se fechavam em círculo.
Eu ali, no meio, a tapar ouvidos e boca, para que não me deixasse enganar por interpretações erradas e para que não saísse a palavra torcida. Olhos abertos para me engalfinhar no mundo de alguma forma.
Não sei brincar às gentes crescidas. Pior: começo a invejar-lhes a capacidade de o serem. Porque sinto coisas que desejo para mim, e isto é, para mim, uma novidade - não o desejar, que em mim, é uma constante; disto, daquilo e daqueloutro; mas o que se descobre agora, como objecto de desejo.
Estranha vida esta em que nunca me irei encaixar na perfeição ou lá perto.
Que num dia, como o tempo, tudo por aqui é quente, acolhedor e no outro, cai um qualquer nevoeiro, uma morrinha irritante que não me deixa enxergar nada senão a puta da pedra em que o meu dedão bateu.
Se me acordo feliz por ter o privilégio de ser uma sobrevivente, logo haverá momento em que isso não me basta, que sobreviver não é mais que isso.
E eu, como cantava o outro, quero é viver.
Não poderia nunca ser pessoa entre pessoas, de duas pernas, dois braços, cabeça no sítio.
Não sei se sempre me estranhei entre os outros, se estranhei os outros que se fechavam em círculo.
Eu ali, no meio, a tapar ouvidos e boca, para que não me deixasse enganar por interpretações erradas e para que não saísse a palavra torcida. Olhos abertos para me engalfinhar no mundo de alguma forma.
Não sei brincar às gentes crescidas. Pior: começo a invejar-lhes a capacidade de o serem. Porque sinto coisas que desejo para mim, e isto é, para mim, uma novidade - não o desejar, que em mim, é uma constante; disto, daquilo e daqueloutro; mas o que se descobre agora, como objecto de desejo.
Estranha vida esta em que nunca me irei encaixar na perfeição ou lá perto.
Que num dia, como o tempo, tudo por aqui é quente, acolhedor e no outro, cai um qualquer nevoeiro, uma morrinha irritante que não me deixa enxergar nada senão a puta da pedra em que o meu dedão bateu.
Se me acordo feliz por ter o privilégio de ser uma sobrevivente, logo haverá momento em que isso não me basta, que sobreviver não é mais que isso.
E eu, como cantava o outro, quero é viver.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Homens-Cinza
Não, não me refiro a DC Comics nem a nenhum feiticeiro (hummmm...) ou a qualquer música dos Titãs.
É antes uma espécie que revolve mioleiras e causa acessos de problemas respiratórios, palpitações e outras perturbações mais ou menos graves, mais ou menos solucionáveis.
-------------------------------------------------------------------------------
Eu, que ando com problemas de assentar férreos pés na terra, sem que a dita me coma até ao tutano e me deixe apenas o espaço de uma palhinha para respirar - e toda a gente sabe que eu não sei respirar como as boas gentes respiram - vejo-me caminhar de mãos, os pés ali a flutuar e -quase jurava! - a soltar risadinhas, no seu inchaço e sua coxidão disfarçada.
Não sei porque se me pôs a dançar a cintura, até os sapatos gastarem os dedos dos pés e eu não ter pensos para proteger a canseira e o medinho de bailaricos de pés, e dedos, e cintura, e vontades.
De repente rodopiava e questionava-me porque me sentia tão Dr. Jekyll & Mr Hyde, após um copo ou dois ou três, que foi a conta que Deus fez. E se Deus fez concerteza não o fez para meu mal. Isto para quem ler e crer. E de momento só acredito que três foi só o começo.
Para mais, eu cá só creio no que sinto e cheiro e desolho.
E o ímpeto de tudo isso,cheira-me, sinto e desolho-me, nada tem a ver com Deus.
É antes uma espécie que revolve mioleiras e causa acessos de problemas respiratórios, palpitações e outras perturbações mais ou menos graves, mais ou menos solucionáveis.
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Eu, que ando com problemas de assentar férreos pés na terra, sem que a dita me coma até ao tutano e me deixe apenas o espaço de uma palhinha para respirar - e toda a gente sabe que eu não sei respirar como as boas gentes respiram - vejo-me caminhar de mãos, os pés ali a flutuar e -quase jurava! - a soltar risadinhas, no seu inchaço e sua coxidão disfarçada.
Não sei porque se me pôs a dançar a cintura, até os sapatos gastarem os dedos dos pés e eu não ter pensos para proteger a canseira e o medinho de bailaricos de pés, e dedos, e cintura, e vontades.
De repente rodopiava e questionava-me porque me sentia tão Dr. Jekyll & Mr Hyde, após um copo ou dois ou três, que foi a conta que Deus fez. E se Deus fez concerteza não o fez para meu mal. Isto para quem ler e crer. E de momento só acredito que três foi só o começo.
Para mais, eu cá só creio no que sinto e cheiro e desolho.
E o ímpeto de tudo isso,cheira-me, sinto e desolho-me, nada tem a ver com Deus.
domingo, 3 de agosto de 2014
Em baloiço. Perdão; balanço!
Por aqui pressentem-se mudanças.
São os moveis a trocar de lugar, roupa, traquitanas, louça, tudo num virote;
São amigos que mudam o rumo e levam um pedacinho de nós;
São mudanças que se dão em mim, que me libertam e me dão espaço... espaço há demasiado tempo ocupado.
São mudanças que se adivinham e mudanças que se desejam.
E são ainda mudanças que se desejariam mas que não serão para agora... talvez para nunca.
Antes mudar, que estagnar. Assim espero.
São os moveis a trocar de lugar, roupa, traquitanas, louça, tudo num virote;
São amigos que mudam o rumo e levam um pedacinho de nós;
São mudanças que se dão em mim, que me libertam e me dão espaço... espaço há demasiado tempo ocupado.
São mudanças que se adivinham e mudanças que se desejam.
E são ainda mudanças que se desejariam mas que não serão para agora... talvez para nunca.
Antes mudar, que estagnar. Assim espero.
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