sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Já escrevi e apaguei tanta coisa, por não saber onde pegar... não consigo!!
Só consigo escrever: "apanhar cancro"?
"quem é realmente corajoso é quem apanha cancro"????
Jesus Fucking Christ!!!
Pronto. Eu gostava mesmo de escrever algo elaborado sobre isto. Mas desconfio que, de cada vez que leio nulidades destas, um pouco do meu cérebro é sugado e o restante adormecido por uns minutos.
Vá lá, podia escrever apanhar cancaro. Era pior...
Só consigo escrever: "apanhar cancro"?
"quem é realmente corajoso é quem apanha cancro"????
Jesus Fucking Christ!!!
Pronto. Eu gostava mesmo de escrever algo elaborado sobre isto. Mas desconfio que, de cada vez que leio nulidades destas, um pouco do meu cérebro é sugado e o restante adormecido por uns minutos.
Vá lá, podia escrever apanhar cancaro. Era pior...
quinta-feira, 6 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Cheira-me...
... que este blog começa a assemelhar-se a uma versão rasca da série "O Sexo e a Cidade". Mas com menos cenas de sexo. Numa cidade minúscula. Com uma péssima produção... ou não houvesse muito menos dinheiro...
Mas vá, uma excelente banda sonora.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
domingo, 31 de março de 2013
Gula
Diz que não sabe escrever em poema,
o que a vida de bom oferece.
Falha a asneira e o gemido,
o sabor que o prazer lhe tece.
Ah, gema e não tema!
Mas não tanto, que a vizinhança acorda.
Deu-lhe corda,
que a paixão não dá sustento,
(não a paixão feita enjoo, frescura sem sentido...).
Chamou antes a este um figo,
espera, desce ao umbigo!
Há lá coisa melhor que um banho quente,
ter em bailarico o inquieto ventre,
comer em boa hora,
comer-te, meu querido, hoje, ontem, agora!
Diz que disse adeus
Foste em boa hora...
Volta, com demora.
Não que não te queira ou não te goste,
mas não dessa coisa doentia que nos come e nos cospe.
Que o esquecer é coisa doce
e se ontem a noite te trouxe,
o dia que te leve...
Eu, assim fosse,
de fraca memória,
como fraca é a carne
que nos ferve e nos devolve.
o que a vida de bom oferece.
Falha a asneira e o gemido,
o sabor que o prazer lhe tece.
Ah, gema e não tema!
Mas não tanto, que a vizinhança acorda.
Deu-lhe corda,
que a paixão não dá sustento,
(não a paixão feita enjoo, frescura sem sentido...).
Chamou antes a este um figo,
espera, desce ao umbigo!
Há lá coisa melhor que um banho quente,
ter em bailarico o inquieto ventre,
comer em boa hora,
comer-te, meu querido, hoje, ontem, agora!
Diz que disse adeus
Foste em boa hora...
Volta, com demora.
Não que não te queira ou não te goste,
mas não dessa coisa doentia que nos come e nos cospe.
Que o esquecer é coisa doce
e se ontem a noite te trouxe,
o dia que te leve...
Eu, assim fosse,
de fraca memória,
como fraca é a carne
que nos ferve e nos devolve.
sexta-feira, 29 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
Random Mornings
Todas as manhãs tenho musiquinha que me acompanha as esperas de autocarro. Nestes dias têm sido com a chuva como pano de fundo. Algumas caem mesmo bem... É o caso desta:
http://grooveshark.com/#!/search/song?q=The+Triffids+Dear+Miss+Lonely+Hearts
http://grooveshark.com/#!/search/song?q=The+Triffids+Dear+Miss+Lonely+Hearts
quinta-feira, 21 de março de 2013
É tão bom... não foi?!
Aprendeu a domar-se.
Só queria apaixonar-se e fantasiou-o.
A saudade era outra. Era do sentir.
E como falsa dor sentida, procurou o placebo que se adequasse.
O errado. Ou o certo para coisa alguma.
Nunca saberá se lhe tremeriam os joelhos, bateriam os dentes? A inquietação nas mãos e no peito... viriam?
Não saberá.
Nada fervilha ali dentro; não se domou, esqueceu-se do que era o instinto.
Afinal, não era nada.
Post Hospitalar Rotineiro
esperei duas horas,
ou mais, no hospital
com um frasco de amoras
e um compal
a consulta foi sem demoras
está tudo bem, afinal.
Pronto. Agora que escrevi a imbecilidade do dia em rima, posso escrever alegremente:
Rai's parta se não hei-de viver e ser feliz p'ra Car*%&$#!!!
Oh yes...!
ou mais, no hospital
com um frasco de amoras
e um compal
a consulta foi sem demoras
está tudo bem, afinal.
Pronto. Agora que escrevi a imbecilidade do dia em rima, posso escrever alegremente:
Rai's parta se não hei-de viver e ser feliz p'ra Car*%&$#!!!
Oh yes...!
terça-feira, 19 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
Sei que devo estar mesmo doente quando:
- tomo comprimidos
- quando me enfio no choco e nem o que gosto consigo fazer
- quando me ponho a beber chá de urtiga
- quando sinto uma dúzia de gatos a miar cá dentro e que não me deixam respirar decentemente
- quando tomo um banho com Johnson Baby Respira Fácil... for god sake!
- quando me enfio no choco e nem o que gosto consigo fazer
- quando me ponho a beber chá de urtiga
- quando sinto uma dúzia de gatos a miar cá dentro e que não me deixam respirar decentemente
- quando tomo um banho com Johnson Baby Respira Fácil... for god sake!
domingo, 17 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Na sala eu (des)espero
A espera
seduz
dentro de um limite
A espera
seduz
enquanto certeza de uma chegada
A espera.
a espera...
Não me venham com lérias.
A espera é para os pacientes.
Pacientes de santa paciência
Pacientes em sala de espera
Pacientes que aguardam consulta
e o veredicto.
Espero demasiado.
A consulta.
O veredicto.
E por ti.
Levanto-me
e vou embora
sem deixar o lugar marcado.
seduz
dentro de um limite
A espera
seduz
enquanto certeza de uma chegada
A espera.
a espera...
Não me venham com lérias.
A espera é para os pacientes.
Pacientes de santa paciência
Pacientes em sala de espera
Pacientes que aguardam consulta
e o veredicto.
Espero demasiado.
A consulta.
O veredicto.
E por ti.
Levanto-me
e vou embora
sem deixar o lugar marcado.
sábado, 2 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O problema deve ser meu
Há umas quantas coisas que se escrevinham pelas redes sociais que me escapam grandemente.
Já não falo do "lol", que esse já teve direito a observações várias, incluindo concluir (olha que bem que isto soa) que na maioria das vezes, as pessoas escrevem "lol" quando não têm mais que dizer, querem encerrar um assunto e na verdade com um trombil mais sério e apático do que quando se está a caír para o lado de sono.
Eu até nem queria ser preconceituosa, mas que fazer, tal como todo o comum mortal, tenho cá as minhas coisinhas e há que confessar, ver gente com a minha idade e ainda mais velha a escrever isto... nheee... não sei, soa-me a patetice.
Que fazer... não me batam! Também já me disseram, numa destas cafezadas em que nos confessamos todos acerca destas patacoadas, que eu estou sempre a anunciar os meus lanches. Agora até tenho medo de comer.
Falar dos "like" nas próprias postagens também será escusado... é mais que claro que se postas... gostas. E quando assim não é, há geralmente uma qualquer observação, não vá alguém confundir-se e tomar-nos por pacóvios (pela parte que me toca, pensem lá o quiserem; até tenho gosto em ser um pouco parola).
Mas agora também vejo outras parvoeiras várias. Uma delas é a imbecil frase feita "beijo no coração". Catano... dengosa sou eu, muitas vezes, em fraqueiras senis, em certos comentários e com certas pessoas. Mas, beijo no coração?! Mas que raio de bodegada. É que não consigo deixar de imaginar um cenário sanguinário, coração a latejar, ares de aflição e horrores vários que me dariam todo o gozo num filme de terror. Mas num comentário? Pelamordedeus, não me dêem beijos no coração que eu não quero!
E sendo coxa, tenho receio de não vos conseguir fugir, nessa bondade imensa que é dar-me beijos cardíacos!
Já não falo do "lol", que esse já teve direito a observações várias, incluindo concluir (olha que bem que isto soa) que na maioria das vezes, as pessoas escrevem "lol" quando não têm mais que dizer, querem encerrar um assunto e na verdade com um trombil mais sério e apático do que quando se está a caír para o lado de sono.
Eu até nem queria ser preconceituosa, mas que fazer, tal como todo o comum mortal, tenho cá as minhas coisinhas e há que confessar, ver gente com a minha idade e ainda mais velha a escrever isto... nheee... não sei, soa-me a patetice.
Que fazer... não me batam! Também já me disseram, numa destas cafezadas em que nos confessamos todos acerca destas patacoadas, que eu estou sempre a anunciar os meus lanches. Agora até tenho medo de comer.
Falar dos "like" nas próprias postagens também será escusado... é mais que claro que se postas... gostas. E quando assim não é, há geralmente uma qualquer observação, não vá alguém confundir-se e tomar-nos por pacóvios (pela parte que me toca, pensem lá o quiserem; até tenho gosto em ser um pouco parola).
Mas agora também vejo outras parvoeiras várias. Uma delas é a imbecil frase feita "beijo no coração". Catano... dengosa sou eu, muitas vezes, em fraqueiras senis, em certos comentários e com certas pessoas. Mas, beijo no coração?! Mas que raio de bodegada. É que não consigo deixar de imaginar um cenário sanguinário, coração a latejar, ares de aflição e horrores vários que me dariam todo o gozo num filme de terror. Mas num comentário? Pelamordedeus, não me dêem beijos no coração que eu não quero!
E sendo coxa, tenho receio de não vos conseguir fugir, nessa bondade imensa que é dar-me beijos cardíacos!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
O Chão é Cama para o Amor Urgente
O chão é cama para o amor urgente,
amor que não espera ir para a cama.
Sobre tapete ou duro piso, a gente
compõe de corpo e corpo a húmida trama.
E para repousar do amor, vamos à cama.
Carlos Drummond de Andrade, in 'O Amor Natural'
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Afinal andam aí...
Quando pensas que há um só lobo, um só rosnar
espantas-te já no meio das presas.
Algo ainda mexe...
Algo se guarda.
espantas-te já no meio das presas.
Algo ainda mexe...
Algo se guarda.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
3, 2, 1 ... 2013!
Nada como começar o novo ano com alguma leveza e liberdade.
Ou deverei dizer libertação?!
Caindo na tentação do cliché; ano novo, vida nova.
É o que pretendo; deixar para trás o que lá deve estar; no passado, na memória, servindo de aprendizagem.
Enquanto não inventarem um detector de indesejáveis, terei que saber fazer da melhor forma as minhas avaliações e aprender quando dizer basta.
E é assim, num ano em que desconhecidos se tornam conhecidos e conhecidos próximos se tornam estranhamente desconhecidos, que pretendo avançar sem receios de mudança.
Numa espécie de querido diário, deixo aqui o desejo de bom ano a conhecidos, amigos e desconhecidos que por vezes aqui tropeçam.
Ou deverei dizer libertação?!
Caindo na tentação do cliché; ano novo, vida nova.
É o que pretendo; deixar para trás o que lá deve estar; no passado, na memória, servindo de aprendizagem.
Enquanto não inventarem um detector de indesejáveis, terei que saber fazer da melhor forma as minhas avaliações e aprender quando dizer basta.
E é assim, num ano em que desconhecidos se tornam conhecidos e conhecidos próximos se tornam estranhamente desconhecidos, que pretendo avançar sem receios de mudança.
Numa espécie de querido diário, deixo aqui o desejo de bom ano a conhecidos, amigos e desconhecidos que por vezes aqui tropeçam.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Não devia andar de transportes públicos I...
Hálitos nauseabundos vários, suores retrasados, migalhas de bolos, pão, bolachas...perfumes manhosos, pés e sapatos imundos, pregas mal lavadas ou cheiros a gordo, a ranço, a entranhas aquando de um espirro.
Argh... Há dias em que me apetece lavar o mundo com esfregão de arame.
Argh... Há dias em que me apetece lavar o mundo com esfregão de arame.
Show de variedades ou variedade de horrores
A caminho e durante o banho, somos todas "umas burlescas" ou artistas Vaudeville.
Basta ter a música certa.
Tem ainda a vantagem de ninguém reparar se se é um bisonte, um quadrado com pernas e braços, uma galinhola sem sal, ou mesmo se se dá uma topada com o dedão do pé fazendo caras de dor de assustar monstrengos.
Se ficar com os dedos dos pés presos nos elásticos das cuecas é que é pior... pode sempre resultar numa queda, perda dos dentes da frente e aí nem show privado...
Quer dizer, há gostos para tudo e não escapam os sanguinários!
Há que aproveitar toda a variedade...
Basta ter a música certa.
Tem ainda a vantagem de ninguém reparar se se é um bisonte, um quadrado com pernas e braços, uma galinhola sem sal, ou mesmo se se dá uma topada com o dedão do pé fazendo caras de dor de assustar monstrengos.
Se ficar com os dedos dos pés presos nos elásticos das cuecas é que é pior... pode sempre resultar numa queda, perda dos dentes da frente e aí nem show privado...
Quer dizer, há gostos para tudo e não escapam os sanguinários!
Há que aproveitar toda a variedade...
sábado, 8 de dezembro de 2012
E se um dia...?
Suspira
Respira
Engasga
Há coisas para as quais não fui feita para engolir.
...
E o título?
Bom... e se um dia tenho que me questionar e se um dia?
Respira
Engasga
Há coisas para as quais não fui feita para engolir.
...
E o título?
Bom... e se um dia tenho que me questionar e se um dia?
domingo, 2 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
Âaaaa.... Hum?
Há alturas em que as pessoas se devem ficar pelo sorrir. Assim, com aquele ar meio pateta, meio simpático.
Aconselhado em momentos:
> que não ouves o que a outra pessoa te diz (especialmente se é a 3ª ou 4ª vez que perguntas "o quê?");
> em que não suportas a outra pessoa, mas tens que te manter educada por uma terceira pessoa presente, enquanto a tua mente vagueia pelas inúmeras torturas a que sujeitavas tal criatura (aqui o dito sorriso sai fácil, fácil!);
> quando alguém, que não podes por algum motivo contrariar, te diz uma barbaridade que tens que conter a mão que segura o garfo...;
> e sem dúvida, quando não fazes puta de ideia do que estão a falar, principalmente quando parece mal não teres pelo menos uma ideia mínima...
WTF?!
A acompanhar isto, sugere-se forte e convictamente que se continue a mostrar as mamas, com mais pujança e a bambolear... pode ser que o pessoal se esqueça.
Sempre é melhor que respostas imbecis e que denunciam de caras...
Aconselhado em momentos:
> que não ouves o que a outra pessoa te diz (especialmente se é a 3ª ou 4ª vez que perguntas "o quê?");
> em que não suportas a outra pessoa, mas tens que te manter educada por uma terceira pessoa presente, enquanto a tua mente vagueia pelas inúmeras torturas a que sujeitavas tal criatura (aqui o dito sorriso sai fácil, fácil!);
> quando alguém, que não podes por algum motivo contrariar, te diz uma barbaridade que tens que conter a mão que segura o garfo...;
> e sem dúvida, quando não fazes puta de ideia do que estão a falar, principalmente quando parece mal não teres pelo menos uma ideia mínima...
WTF?!
A acompanhar isto, sugere-se forte e convictamente que se continue a mostrar as mamas, com mais pujança e a bambolear... pode ser que o pessoal se esqueça.
Sempre é melhor que respostas imbecis e que denunciam de caras...
Claro, isto também pode ser uma piadola tão, mas tão privada que me escapa.
NOTA: o meu computadorzeco é tão educadinho, tão politicamente correcto, que nem assumiu a palavra puta... Tsc tsc... por causa das cócegas, meu querido, já te consta no dicionário!
Mensagens do além...
Eu juro que o meu pc - ou sabe-se lá que alminha - me anda a enviar dicas...
Não sei se é boa ideia continuar a dar-lhe confiança.
Desde que se põe azul, que lhe dá para isto...
Não sei se é boa ideia continuar a dar-lhe confiança.
Desde que se põe azul, que lhe dá para isto...
Ora me cumprimenta e me dá nomes fofinhos
Ora insinua que vou ser uma daquelas looneys...
Ou fica baralhado e não se lembra quem sou!
Ou me avisa de perigos vários...
Pior, manda-me ordens suspeitas!
Mas o que achei mesmo assustador, foi ele tentar dar-me dicas amorosas...
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Sinto Muito
Sinto falta de falar sozinha por aqui.
Dar-me música.
Fazer de-di-ca-tó-rias a mim mesma, que aos outros passa de moda.
Assim como colocar "Por Aqui Nada de Interesse está numa relação com Não Há Sol Que Me Apanhe".
Passa de moda, obriga a actualizações e justificações e pêsames. Uma canseira.
Sinto falta do querido diário falsificado, de tom jocoso, em que ter vontade de arrancar olhos soa de facto como coisa divertida e perfeitamente apetecível.
Também me falta dizer asneiras e escrevê-las com pujança. Mas porra, há-de vir sempre alguém aqui caír!
E se for daqueles leitores cheios de moral?!
Bom... aí é mandá-los para o car#$%piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Vá, vá, vão mas é pôr play no vídeo acima e não digam que vão daqui...
(e eu que queria tanto que o raio desta música me saísse da cabeça!!!!!)
Dar-me música.
Fazer de-di-ca-tó-rias a mim mesma, que aos outros passa de moda.
Assim como colocar "Por Aqui Nada de Interesse está numa relação com Não Há Sol Que Me Apanhe".
Passa de moda, obriga a actualizações e justificações e pêsames. Uma canseira.
Sinto falta do querido diário falsificado, de tom jocoso, em que ter vontade de arrancar olhos soa de facto como coisa divertida e perfeitamente apetecível.
Também me falta dizer asneiras e escrevê-las com pujança. Mas porra, há-de vir sempre alguém aqui caír!
E se for daqueles leitores cheios de moral?!
Bom... aí é mandá-los para o car#$%piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Vá, vá, vão mas é pôr play no vídeo acima e não digam que vão daqui...
(e eu que queria tanto que o raio desta música me saísse da cabeça!!!!!)
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Cotão, Mofo e Traça
Cotão a saltar debaixo da cama e da minha vida, aos montes.
Não sei o que está mais "bagunçado", se a minha vida, se a minha casa.
Por mais que arrume, varra, despache, estão ambas cheias de coisa nenhuma.
As Traças comem-me a roupa e os dias, o Mofo dá-me cabo das gavetas e do sentir.
Há tralha guardada há tanto tempo, que desconfio que não saberei mais dar-lhe uso...
Sempre que tento arrumar este caos, vem sempre confusão...
Cansada, como mais um chocolatinho. Não trata mas alivia. Por dois segundos.
Não sei o que está mais "bagunçado", se a minha vida, se a minha casa.
Por mais que arrume, varra, despache, estão ambas cheias de coisa nenhuma.
As Traças comem-me a roupa e os dias, o Mofo dá-me cabo das gavetas e do sentir.
Há tralha guardada há tanto tempo, que desconfio que não saberei mais dar-lhe uso...
Sempre que tento arrumar este caos, vem sempre confusão...
Cansada, como mais um chocolatinho. Não trata mas alivia. Por dois segundos.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Pior a emenda que o soneto?!
Para evitar uma maluquice, uma argolada da tentação, rever-se em sonhos caindo em patacoadas de repetição; que a carne é fraca, a memória nem tanto; dedicar-se a uma outra qualquer xonezada, que pode calhar ou não cagada, mas com um objectivo definido, o da distracção.
Avançar com cuidado, arranjar manobras de escape, treinar a cara de pasmo, morder pela calada, são passos essenciais e que se aconselham.
Xonezada por xonezada... toma o comprimido que isso passa...
E o que é que isso interessa?
Avançar com cuidado, arranjar manobras de escape, treinar a cara de pasmo, morder pela calada, são passos essenciais e que se aconselham.
Xonezada por xonezada... toma o comprimido que isso passa...
E o que é que isso interessa?
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Desculpe it?! Again...
Eu tinha dito que não era aconselhável ler comentários na net.
Mas é mais forte que eu.
E tropeço nesta:
Mas é mais forte que eu.
E tropeço nesta:
"Está na hora de despertar-mos!! Ou continuaram a lixar.nos a vida... "
Como disse??
Despertar-mos? Continuaram em vez de continuarão?!
Despertar-mos? Continuaram em vez de continuarão?!
Está bem...
Deixa-me cá agarrar um bom livro ou ainda vou no embalo... Irra!
Deixa-me cá agarrar um bom livro ou ainda vou no embalo... Irra!
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Eu sei lá se é Manifestação se é o Cara***!
Sou pequena.
Não posso (não devia) levar cacetadas de maior (diz que devia viver em redoma) e com um abanão maior devo ir ao chão, nem devo viver num estado de ansiedade ou de nervos.
Mas cacetada andamos a levar há muito e parece que precisamos de (ainda mais?!) fortes abanões para acordar. Isto cria nervos como bicho e ansiedade passa a ser o nosso nome do meio (até que esse passe a ser Pão e Água).
E por isso, chegada a hora, espero estar pronta para colocar capacete se for preciso!
A única coisa que receio é mesmo este nosso estado zombie e que chegado o dia andemos ali, sem direcção, simplesmente a soltar grunhidos sem objectivo, em arrastanço de pé e de resto (ou imitação) de vida.
Mas isto sou eu a pensar, que sou pequena...
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Tudo se digere
- Queria uma chamuça e duas gomas, por favor!
- Quais são as gomas?
- Estas aqui, os corações.
- Aaahhhh... Apaixonada?
- ...Hummm... Não! Nem por isso!
- Ups... (ar de quem já se enfiava debaixo do balcão para nunca mais voltar) Isto não me saiu lá muito bem.
- Hum hum! (sorridente até às orelhas)
- Pronto, leva mais uma goma, pelo despropósito.
- Obrigada! (sorridente até quase dar a volta toda à cabeça)
Ah hum... Mas então não estar apaixonada é alguma fatalidade?!
(Pensava enquanto triturava os "Little Peach Flavoured Hearts", sem dó nem piedade, depois de comer fervorosamente a sua tostadinha chamuça)
- Quais são as gomas?
- Estas aqui, os corações.
- Aaahhhh... Apaixonada?
- ...Hummm... Não! Nem por isso!
- Ups... (ar de quem já se enfiava debaixo do balcão para nunca mais voltar) Isto não me saiu lá muito bem.
- Hum hum! (sorridente até às orelhas)
- Pronto, leva mais uma goma, pelo despropósito.
- Obrigada! (sorridente até quase dar a volta toda à cabeça)
Ah hum... Mas então não estar apaixonada é alguma fatalidade?!
(Pensava enquanto triturava os "Little Peach Flavoured Hearts", sem dó nem piedade, depois de comer fervorosamente a sua tostadinha chamuça)
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Pronto, ok, já toda a gente sabe disto, mas...
Não sei, de repente sinto-me muito mais descansada relativamente à minha escolha de parceiros.
Podia ser pior!
http://en.wikipedia.org/wiki/Hybristophilia
Podia ser pior!
http://en.wikipedia.org/wiki/Hybristophilia
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
A Nausea
"
- Estás bonita........meu amor.
- Obrigada ,meu amor ♥
(Foto manhosa daquelas páginas ainda mais manhosas com ditos ainda muito mais manhosos, sendo este: "Eu Te Amo")
- Eu tanbem.... muito.
(não... não é erro meu)
- hummmmm... que bom meu amor.
- que sorriso bonito...
- muito obrigada...
- ....meu amor
- Meu doce amor
Bla bla bla... conversa de treta...
- Beijinhos,meu amor
- nao estejas triste,meu amor,eu estou contigo do fundo do meu coracao,mesmo a distancia
- Eu sei meu amor,beijinho
- podes abrir mais um rasgo de felicidade na tua boca,hoje,meu amor?
- Claro q sim meu amor,hoje já estou bem;)
- pronto,e so para dizer que mereces ser feliz,nada mais...beijinho
- Obrigada meu amor,beijinho ♥ "
Epáááá!! Fod*$#%&!!!!
Se eu leio merdas destas mais uma vez que seja, juro que pego na moto-serra, numa metralhadora, num cutelo... qualquer coisa!
Mas mas mas... será possível?!?
Mas mas mas... será possível?!?
sábado, 1 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Diz que...
Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular. "Saudade", só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, falta, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".
http://pt.wikipedia.org
http://pt.wikipedia.org
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Muahahaha!!!
How to Dance Goth from APBS on Vimeo.
Se me voltam a chamar gótica ou a insinuar que o sou... juro que me ponho a dançar assim até "evaporarem" de vergonha!!
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
E depois admiro-me com as insónias...
Com tanta coisa que podia sonhar depois de ver um filme de David Lynch e vou sonhar com a conta da luz?!
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Foi aqui que pediram um buraco para se enfiar?!
Terrível quando o ridículo se apodera dos olhos (e ouvidos e... tudo).
Quando a graça cai em desgraça.
Quando o suspiro tornado náusea nos confrange e constrange, no público e no privado.
Quando tentas silenciar fonte de tal tormento, para que ouvidos não sofram através do estômago que, revolvendo-se, devolve o sentimento até à goela num ai.
Terrível... é.
Mas sorridente na medida que traz nova luz ao objecto de (agora, falta de) desejo e permite dar novos passos, mais alegretes e confiantes.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Pior que "Vampiragem"!
Ainda dizem que nada é eterno.
Garantam-me isso, por favor!
Façam lá meia dúzia de juras, pela saúde de A e B, mas façam-me acreditar.
É que na minha vida há coisas que, se não duram para a eternidade, parece.
Qual dom ou maldição da vampiragem, condenada a viver para todo o sempre...
Parece bom à primeira, mas quando não há ninguém com quem lanchar ou discutir um filme, é um terror. Já para não falar na falta de companhia para cortar na casaca e... o que cortar na casaca.
Vá, eu também gostava de viver para sempre, digo eu. Mas com este ar fresco, com a mesma genica, mas, pelamordedeusinho, só se os outros também puderem brincar!
Agora o que soa a praga... Vade retro Satana!
Já está tudo preso por cordéis, mas... não vá o Diabo tecê-las...
E como já usei demasiadas expressões e o meu cérebro está nas últimas (anda a precisar de alimento, anda), vou-vos poupar a disparatadas e pôr-me a gastar os olhinhos noutras bandas. (estes olhinhos, que a terra há-de comer!)
Garantam-me isso, por favor!
Façam lá meia dúzia de juras, pela saúde de A e B, mas façam-me acreditar.
É que na minha vida há coisas que, se não duram para a eternidade, parece.
Qual dom ou maldição da vampiragem, condenada a viver para todo o sempre...
Parece bom à primeira, mas quando não há ninguém com quem lanchar ou discutir um filme, é um terror. Já para não falar na falta de companhia para cortar na casaca e... o que cortar na casaca.
Vá, eu também gostava de viver para sempre, digo eu. Mas com este ar fresco, com a mesma genica, mas, pelamordedeusinho, só se os outros também puderem brincar!
Agora o que soa a praga... Vade retro Satana!
Já está tudo preso por cordéis, mas... não vá o Diabo tecê-las...
E como já usei demasiadas expressões e o meu cérebro está nas últimas (anda a precisar de alimento, anda), vou-vos poupar a disparatadas e pôr-me a gastar os olhinhos noutras bandas. (estes olhinhos, que a terra há-de comer!)
quinta-feira, 19 de julho de 2012
A minha vida não dava um filme...
... dava vários.
Alguns de muito mau gosto. Outros de gargalhar. Outros de cortar pulsos. E por aí fora.
Que grande novidade! Devem todos pensar o mesmo.
No entanto, com a vida dos outros posso eu bem, e aqui estou, lançada em momentos de arrancar cabelos, sem frescuras, histerismos ou outras miudezas, mas a pensar como serei vida nos próximos tempos.
Mas... sei lá eu, que devo ter chegado a tal ponto de desespero, de loucura, que me apetece mandar o mundo às urtigas e apanhar sol, que este ainda vai sendo de graça. Paga-se, por vezes, é a melhor forma de o apanhar.
(E desculpem, mas mesmo tesa, gosto de variar. Nem que seja ali já ao lado!)
É que gelam-se-me aqui os pés, fervem-se-me as orelhas e cansam-se-me as articulações.
Tenho para mim que estas generosas coxas bamboleantes servem para passeios e outros prazeres. Não para ajudar o rabo a crescer, alapado... deixando os olhos ver o mundo passar, os ouvidos cansarem-se no mesmo rrrnehurrrenheuuuu, a boca fechar-se na falta de espanto.
Entretanto encho-me de música e coragem e acabo aqui umas merdas (oh que falta de chá e de poesia!) que depois não quero estar para ninguém. Só para Ninguém!
Alguns de muito mau gosto. Outros de gargalhar. Outros de cortar pulsos. E por aí fora.
Que grande novidade! Devem todos pensar o mesmo.
No entanto, com a vida dos outros posso eu bem, e aqui estou, lançada em momentos de arrancar cabelos, sem frescuras, histerismos ou outras miudezas, mas a pensar como serei vida nos próximos tempos.
Mas... sei lá eu, que devo ter chegado a tal ponto de desespero, de loucura, que me apetece mandar o mundo às urtigas e apanhar sol, que este ainda vai sendo de graça. Paga-se, por vezes, é a melhor forma de o apanhar.
(E desculpem, mas mesmo tesa, gosto de variar. Nem que seja ali já ao lado!)
É que gelam-se-me aqui os pés, fervem-se-me as orelhas e cansam-se-me as articulações.
Tenho para mim que estas generosas coxas bamboleantes servem para passeios e outros prazeres. Não para ajudar o rabo a crescer, alapado... deixando os olhos ver o mundo passar, os ouvidos cansarem-se no mesmo rrrnehurrrenheuuuu, a boca fechar-se na falta de espanto.
Entretanto encho-me de música e coragem e acabo aqui umas merdas (oh que falta de chá e de poesia!) que depois não quero estar para ninguém. Só para Ninguém!
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Circulina tinha um namorado que era um mimo.
Um xuxu, chamava-lhe ela.
Tinha-lhe ele tanta dedicação que lhe escolheu o seu próximo namorado.
Dizia que era o melhor dos melhores, que em nada lhe havia de faltar.
Oferecer-lhe-ia vento pelos cabelos, pela roupa, memórias coloridas, beijos dedicados, suspiros e abraços e uma certeza: a de ser só seu.
Mas deixou o aviso. "O único que não mente sou eu."
Circulina era miúda de um homem só. Circulina queria um homem de uma miúda só.
Não para a vida, que mitos, para ela, eram só um passatempo, dos de "cuscar" e investigar pela curiosidade.
Mas no sentir, no estar, no beijo, no entrelaçar de pernas, no suspiro sentido, no bafo quente de Invernos... diz que era uma sonhadora pateta.
Circulina acreditava que um no outro se perderiam e encontrariam. E o exterior ficaria lá. Para visita.
Que as fantasias a si mesmas pertencem. E aí ficam... Que a vida é feita de escolhas.
Que as idas têm volta, que se renasce a cada encontro, que no reencontro se torna claro...
Xuxu foi-se. Escolheu assim.
Circulina ficou-se. Escolheu-se. De cabeça erguida, como sempre faz.
Um xuxu, chamava-lhe ela.
Tinha-lhe ele tanta dedicação que lhe escolheu o seu próximo namorado.
Dizia que era o melhor dos melhores, que em nada lhe havia de faltar.
Oferecer-lhe-ia vento pelos cabelos, pela roupa, memórias coloridas, beijos dedicados, suspiros e abraços e uma certeza: a de ser só seu.
Mas deixou o aviso. "O único que não mente sou eu."
Circulina era miúda de um homem só. Circulina queria um homem de uma miúda só.
Não para a vida, que mitos, para ela, eram só um passatempo, dos de "cuscar" e investigar pela curiosidade.
Mas no sentir, no estar, no beijo, no entrelaçar de pernas, no suspiro sentido, no bafo quente de Invernos... diz que era uma sonhadora pateta.
Circulina acreditava que um no outro se perderiam e encontrariam. E o exterior ficaria lá. Para visita.
Que as fantasias a si mesmas pertencem. E aí ficam... Que a vida é feita de escolhas.
Que as idas têm volta, que se renasce a cada encontro, que no reencontro se torna claro...
Xuxu foi-se. Escolheu assim.
Circulina ficou-se. Escolheu-se. De cabeça erguida, como sempre faz.
sábado, 7 de julho de 2012
Patsy Cline - Too Many Secrets - 1957
Já não me lembrava de cantar esta... principalmente para os meus botões.
Valha-me o pôr-me a dar ao pé!
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Metereológica
Deus não me deu
um namorado
deu-me
o martírio branco
de não o ter
deu-me
o martírio branco
de não o ter
Vi namorados
possíveis
foram bois
foram porcos
e eu palácios
e pérolas
possíveis
foram bois
foram porcos
e eu palácios
e pérolas
Não me queres
nunca me quiseste
(porquê, meu Deus?)
nunca me quiseste
(porquê, meu Deus?)
A vida
é livro
e o livro
não é livre
é livro
e o livro
não é livre
Choro
chove
mas isto é
Verlaine
chove
mas isto é
Verlaine
Ou:
um dia
tão bonito
e eu
não fornico
um dia
tão bonito
e eu
não fornico
A solidão
de Adão
antes da criação
de Eva
devia ser
terrível
mas a minha
é bem pior
os homens
que escreveram
o Génesis
não pensaram
que Adão
em vez de saudar
Eva
com um grito de júbilo
a mandasse embora
com sete pedras na mão
mas eu acho
que foi
o que me aconteceu
temendo isso
Deus
não me deu
o papel de Eva
nem o de Maria
porque também
S. José
me tinha corrido
a pontapé
de Adão
antes da criação
de Eva
devia ser
terrível
mas a minha
é bem pior
os homens
que escreveram
o Génesis
não pensaram
que Adão
em vez de saudar
Eva
com um grito de júbilo
a mandasse embora
com sete pedras na mão
mas eu acho
que foi
o que me aconteceu
temendo isso
Deus
não me deu
o papel de Eva
nem o de Maria
porque também
S. José
me tinha corrido
a pontapé
Adília Lopes
quarta-feira, 20 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
carne feita em pouco-nada
tão airosa fez-se farrapo
caminha, agora arrasta o passo
esquece quem foi
esquece quem é
escreve uma nota
dois segundos
pensa ler recado
esfrega os olhos
cansados, baços
sente as mãos
pele enrugada, seca
amassa o papel
deita-se
dorme
sonha
Via-a através da janela
sozinha
enquanto desenhava memórias
antes que se fossem.
Olha para a mão
não é a sua, pensa,
a mão que segura o lápis.
ainda não
que me falta vida,
diz
faz-se em cinzas e esvai-se pela janela aberta.
Sonhou-se.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
É bonito... no meio de tanta escolha e opto pela patetice. Ah, coisa linda, isto...
Mas, depois de perceber que o amor tem agenda e deveras preenchida e que misturas não se aconselham (ah pois não... há certas misturas que eu própria não aconselho) começo a ponderar as minhas prioridades. De acção e de pensamento.
E dou de caras com outra oportunidade, embora limitada (ou não?!) de escolha... e penso... ena pá, esta gente não tem necessidade de liberdade! Anda tudo de bem com a mesma. sim senhor, linda casa! - já diziam as outras (referência pouco aconselhável, até porque já não se encontra disponível para confirmação).
Não vou de modas e Zás. Esqueçam lá o tu de coraçãozinho batido! O que eu preciso é de liberdade. Muita, aos molhos!
Liberdade de ser, de ter, de estar, de fazer. Liberdade, Ah, isto sim, coisa boa!
Nota: Devo acrescentar que precisava de todos os itens da coisa... Oh se precisava!
Mas, depois de perceber que o amor tem agenda e deveras preenchida e que misturas não se aconselham (ah pois não... há certas misturas que eu própria não aconselho) começo a ponderar as minhas prioridades. De acção e de pensamento.
E dou de caras com outra oportunidade, embora limitada (ou não?!) de escolha... e penso... ena pá, esta gente não tem necessidade de liberdade! Anda tudo de bem com a mesma. sim senhor, linda casa! - já diziam as outras (referência pouco aconselhável, até porque já não se encontra disponível para confirmação).
Não vou de modas e Zás. Esqueçam lá o tu de coraçãozinho batido! O que eu preciso é de liberdade. Muita, aos molhos!
Liberdade de ser, de ter, de estar, de fazer. Liberdade, Ah, isto sim, coisa boa!
Nota: Devo acrescentar que precisava de todos os itens da coisa... Oh se precisava!
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Um par de ambos os dois igual = 0
Ele conhecia a sua namorada como a palma da sua mão.
Ou pelo menos assim pensava.
Era um espanto como lhe adivinhava pensamentos, falas, conversas completas até!, desejos, ambições... um espanto; digo-vos!
De tal forma que começou a fazer conversas intermináveis com ela, mesmo sem a sua presença, física ou telefónica.
Como sabia de cor tudo o que ela diria ou pensava, depressa a substitui por uma foto dela colada no espelho (espelho esse que já lhe servira tantas vezes como parceiro de conversas sobre si mesmo, tecendo elogios e constatando que estava cada vez mais agradável à vista).
Foi uma relação bonita e duradoura, embora não se possa dizer que incluísse o " foram felizes para sempre".
Já ela, cansada do seu outrora amado ora feito boneco insuflável, ora feito homem invisível, ora feito amigo imaginário, que vivia tão no seu mundo de monólogos convictos, fez da sua foto (a única prova de que tal criatura existia) alvo para colocar atrás da porta.
A sua pontaria está melhor que nunca.
Ou pelo menos assim pensava.
Era um espanto como lhe adivinhava pensamentos, falas, conversas completas até!, desejos, ambições... um espanto; digo-vos!
De tal forma que começou a fazer conversas intermináveis com ela, mesmo sem a sua presença, física ou telefónica.
Como sabia de cor tudo o que ela diria ou pensava, depressa a substitui por uma foto dela colada no espelho (espelho esse que já lhe servira tantas vezes como parceiro de conversas sobre si mesmo, tecendo elogios e constatando que estava cada vez mais agradável à vista).
Foi uma relação bonita e duradoura, embora não se possa dizer que incluísse o " foram felizes para sempre".
Já ela, cansada do seu outrora amado ora feito boneco insuflável, ora feito homem invisível, ora feito amigo imaginário, que vivia tão no seu mundo de monólogos convictos, fez da sua foto (a única prova de que tal criatura existia) alvo para colocar atrás da porta.
A sua pontaria está melhor que nunca.
sábado, 26 de maio de 2012
Diz que anda morta há muito tempo. Que não deu conta.
Passou os dias em mero arrastanço, contando um atrás do outro, ouvindo a marcha fúnebre e dando risadinhas saltando de pés nos chinelos, nos melhores dias. Qualquer coisa na marcha fúnebre a divertia.
Estava mofenta e quase desarticulada. Prendia-se com guitas coloridas e usava colónia de alfazema.
E contava um dia atrás do outro.
Diz que esperava um milagre e que ele chegaria. Guardava a sua melhor roupa e o seu melhor sorriso para o dia. Caso demorasse, até tinha uma placa guardada. Que sorriso bom é cheio de dentes, é cheio de vontade, é cheio de si.
Diz que anda morta, mas não é parva. Que há mais no mundo e comprou óculos de ver. Mas ver bem, de perto, como se quer. Que perto bom é aquele de sentir o cheiro, de sentir o respirar, de sentir o quente. E tinha as pernas frias há demasiado tempo.
Diz que anda morta. mas já vê a luz...
Passou os dias em mero arrastanço, contando um atrás do outro, ouvindo a marcha fúnebre e dando risadinhas saltando de pés nos chinelos, nos melhores dias. Qualquer coisa na marcha fúnebre a divertia.
Estava mofenta e quase desarticulada. Prendia-se com guitas coloridas e usava colónia de alfazema.
E contava um dia atrás do outro.
Diz que esperava um milagre e que ele chegaria. Guardava a sua melhor roupa e o seu melhor sorriso para o dia. Caso demorasse, até tinha uma placa guardada. Que sorriso bom é cheio de dentes, é cheio de vontade, é cheio de si.
Diz que anda morta, mas não é parva. Que há mais no mundo e comprou óculos de ver. Mas ver bem, de perto, como se quer. Que perto bom é aquele de sentir o cheiro, de sentir o respirar, de sentir o quente. E tinha as pernas frias há demasiado tempo.
Diz que anda morta. mas já vê a luz...
domingo, 20 de maio de 2012
Esta Florbela Espanca(-me)
Procurei o amor, que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer...
Atrás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando.
Pedi à Vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!
Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!
Passei a vida a amar e a esquecer...
Atrás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...
E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
_ Ah, é verdade; escreveste-me um mail tão bonito...
_ Bonito?!
_ Sim. Escreveste um mail bonito. Raios, já não vou poder fazer isto... e aquilo... e... um segundo (fala para outro lado) tenho que ir ali explicar uma coisa. Ai, que falta de tempo. Não és tu.
_ ...
Diz que escrevia mails bonitos. Assim como um conto para ler enquanto se beberica o chá. Com a pontinha dos lábios, a fazer biquinho de pássaro.
Um dia fará uma compilação.
Está indecisa se torne aquilo num romance, numa comédia ou mesmo num filme de terror.
_ Bonito?!
_ Sim. Escreveste um mail bonito. Raios, já não vou poder fazer isto... e aquilo... e... um segundo (fala para outro lado) tenho que ir ali explicar uma coisa. Ai, que falta de tempo. Não és tu.
_ ...
Diz que escrevia mails bonitos. Assim como um conto para ler enquanto se beberica o chá. Com a pontinha dos lábios, a fazer biquinho de pássaro.
Um dia fará uma compilação.
Está indecisa se torne aquilo num romance, numa comédia ou mesmo num filme de terror.
Tesco Value - Czesław Śpiewa - Perversities In D - Minor.
Quebra-Gelo
Welcome morning sun
The fun has just begun
But don't tell me - you don't want me?
'Cause I know how much you sadly miss me
Welcome lazy day
No fun, no hardcore sex today
Masturbation is no salvation
When I need your dirty execution!
I need your dirty execution
So let me seduce you
Give me permission to fuck and abuse you
Got to pull on this dirty sheet
So you can spank my monkey to this funky beat!
The queen made up her mind
Penetration of a bleeding kind
You stole me, now you're home free
And I'm half of the man I used to be
So I welcome waste of time
'Cause love was never a friend of mine
But don't crawl - I'll bet
You'll soon find your pussy on the internet!
So let me seduce you
Give me permission to fuck and abuse you
Got to pull on this dirty sheet
So you can spank my monkey to this funky beat!
Well I'm a hungry child again
I'm old enough for your sweetest pain
And so what if the game is strange
My perversities are never ever gonna change!
So let me seduce you
Give me permission to fuck and abuse you
Got to pull on this dirty sheet
So you can spank my monkey to this funky beat!
Relativizar
Devia haver qualquer coisa de reconfortante em voltar ao hospital, em rotineira lembrança.
Tenho duas pernas, dois braços e só perco a cabeça de quando em vez.
Bom, falta-me parte do perónio, parte do pulmão esquerdo, ainda me quiseram mexer no direito, tendo desistido depois de eu sugerir um fecho-de-correr para abrirem sempre que assim o desejassem. Também o meu músculo do gémeo da perna direita desistiu completamente de mim.
Sou assim uma espécie de monstro de Frankenstein, mas bem mais atraente e ainda balbuciando algumas tretas perceptíveis.
Vejo ou revejo pessoas que lutaram a mesma luta, mas que se perderam em corpo, em mente, mas que se agarram como sanguessugas a uma espécie de vida... ou as que perderam parte de si, mas são inteiras.
E há ainda as que foram, que partiram, numa realidade que já se afasta de mim.
Há qualquer coisa que me une a estas pessoas, em especial nestes dias de rotina, de lembrança indesejada, mas talvez necessária.
Não me identifico com nenhuma delas; mas verdade seja dita, dos dedos de uma mão devem sobejar uns quantos ao contar neles as com que me identifico; no entanto, este sentir, este relembrar, o olhar, fica sempre e une.
Eu fui das que manteve todos os membros visíveis, que perdeu a cabeça de diversas e más formas, que beirou a insanidade mental, muita dela em silêncio, mas que se agarrou de unhas e dentes a uma vida que de promissora nada tinha.
Continua a não ser.
Mas ainda hoje admiro a miúda de 17 anos que se agarrou a si mesma. Numa espiral caótica.
...
Ir ao hospital, deveria ser reconfortante.
Além de que qualquer coisa que faça a seguir vai parecer fantástico (mas só porque não quero escrever "espectacular!"), colorido.
Diria mesmo que me devia sentir brilhar!
Tenho duas pernas, dois braços e só perco a cabeça de quando em vez.
Bom, falta-me parte do perónio, parte do pulmão esquerdo, ainda me quiseram mexer no direito, tendo desistido depois de eu sugerir um fecho-de-correr para abrirem sempre que assim o desejassem. Também o meu músculo do gémeo da perna direita desistiu completamente de mim.
Sou assim uma espécie de monstro de Frankenstein, mas bem mais atraente e ainda balbuciando algumas tretas perceptíveis.
Vejo ou revejo pessoas que lutaram a mesma luta, mas que se perderam em corpo, em mente, mas que se agarram como sanguessugas a uma espécie de vida... ou as que perderam parte de si, mas são inteiras.
E há ainda as que foram, que partiram, numa realidade que já se afasta de mim.
Há qualquer coisa que me une a estas pessoas, em especial nestes dias de rotina, de lembrança indesejada, mas talvez necessária.
Não me identifico com nenhuma delas; mas verdade seja dita, dos dedos de uma mão devem sobejar uns quantos ao contar neles as com que me identifico; no entanto, este sentir, este relembrar, o olhar, fica sempre e une.
Eu fui das que manteve todos os membros visíveis, que perdeu a cabeça de diversas e más formas, que beirou a insanidade mental, muita dela em silêncio, mas que se agarrou de unhas e dentes a uma vida que de promissora nada tinha.
Continua a não ser.
Mas ainda hoje admiro a miúda de 17 anos que se agarrou a si mesma. Numa espiral caótica.
...
Ir ao hospital, deveria ser reconfortante.
Além de que qualquer coisa que faça a seguir vai parecer fantástico (mas só porque não quero escrever "espectacular!"), colorido.
Diria mesmo que me devia sentir brilhar!
segunda-feira, 14 de maio de 2012
quinta-feira, 10 de maio de 2012
(Not so) Private Joke
O dia em que Sem Sombra
se transforma em Sem Rasto.
(podia fazer piadas com Criminal Minds, Case Files, com o meu jeitinho, até com os X-Files... mas perdia metade da piada)
se transforma em Sem Rasto.
(podia fazer piadas com Criminal Minds, Case Files, com o meu jeitinho, até com os X-Files... mas perdia metade da piada)
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Flunk - Cigarette Burns
"I guess the pills don't work and the drinks don't work
In the morning they'll hurt like cigarette burns"
Mas aposto que bem escolhido e tudo bem misturadinho já não doi nadica!
Ui...
Mas é certinho: " The summers daft and winter's long".
Vou fingir que é Verão e pôr-me bem disposta; espanejar-me ao ar.
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