- Então não podíamos ter ficado ali sentados, à frente? Tinhamos que nos vir enfiar aqui atrás?!
- Ahhh, lá agora, ir ali, a ensinar o caminho ao Diabo! - responde o marido, nariz comprido e peludo, como só a velhice sabe decorar, a propósito de viajarem sentados de costas voltadas para a frente do autocarro.
♥
Tenho que deixar de ouvir música nos transportes publicos. Tudo me parece lindo, meloso ou dramático, assim, com banda sonora.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Não vejo a ponta d'um corno
Ok, é uma péssima piada.
Não é que isso me interesse particularmente.
Para os coxos de compreensão ou de conhecimento do que se trata isto...
É o chamado Bolo Corno. Ao qual faltam as duas pontas.
Pronto, assim já podem perceber melhor que a piada é simplesmente má.
E de repente...
... o picnic de tuperwares tornou-se assustador.
sou eu e a minha fobia social a funcionarem?!
Ou é mesmo aquele alarme a tocar?!
Oh raios!
sou eu e a minha fobia social a funcionarem?!
Ou é mesmo aquele alarme a tocar?!
Oh raios!
Para não parecer sempre velhinha... outra versão. Aviso: Post pré adolescente
Tenho a certeza que nesse dia estarei a repor horas de sono, tendo adormecido com os fones espetados nas orelhas e o tipo bem pode chamar por mim.
Também pode acontecer ter ido tomar banho e ter espuma nos olhos...
Ou vou estar a fazer um exame e a ouvir apenas o "encha o peito de ar. Não respire. Pode respirar".
Ou simplesmente não verei nada que sou distraída como a merda e não vejo ninguém.
Excepto, claro, se for um tipo alto, moreno, olhos verdes, suficiente de barba, suficiente de pêlos, de melena algo desgrenhada,... mas aí é possível que babe 3 segundos, dê uma cotovelada na amiga que tiver ao lado e passe a atenção para a prateleira dos chocolates em menos de nada.
Querido tipo que um dia vai chegar e tal, por favor, pisa-me um pé, ou assim. E não desistas à primeira erguidela de sobrolho. Pisa duas vezes, a ver se eu topo.
Preocupa-me também que o tipo chegue e ainda seja mais parvo e cegueta do que eu. Está o caso mal parado.
Isto é um post de merda.
Se o blog não melhorou até hoje... era agora que ia mudar, não?!
Que pita dos diabos.
domingo, 6 de outubro de 2013
Delay
A partir de uma varanda.
Se isto não é de ter vergonha, não sei o que será.
"Let's see each other again. Then, if you think we shouldn't be together, tell me so frankly... That day, six years ago, a rainbow appeared in my heart. It's still there, like a flame burning inside me. But what are your real feelings for me? Are they like a rainbow after the rain? Or did that rainbow fade away long ago?..."
2046 - Wong Kar Wai
sábado, 5 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Irreal Social... ou, Querido Diário, eis uma seca!
A manhã de ontem não começou bem.
Até sair à rua ainda não tinha a certeza se já tinha acordado ou se estava a ter alguma espécie de pesadelo foleiro. Nope.
Tive a certeza quando me tentaram entrar casa de banho adentro, no café, com chave e tudo e continuaram a comunicar comigo, reforçando a minha querida bexiga tímida. Sim, é patético, mas toda eu sou um consolo de maluquices.
A ideia de ser apanhada no típico equilíbrio de casa de banho pública, com as calças semi-em-baixo-presas-pelas-generosas-coxas, enquanto pensava na puta da minha falta de sorte, não me foi nada agradável.
Ontem era dia de eremita. Tinha que ser, mas não foi. E esqueci-me da música em casa. E do livro.
Tive que enfiar a máscara socialoide-falo-que-me-desunho-isto-é-tudo-tão-divertido, quando fui capaz, e conviver com cerca de 30 pessoas.
Comi um mini pão-de-ló. Ajudou um bocado. Depois de comer fico mais agradável; saciar fomes é sempre um bom remédio.
Tenho a sorte de me acharem uma graçola. Nunca percebi muito bem qual é o problema daquelas gentes, mas acham-me graçola. Devo ser boa para teatro, como dizem. Ou embarco bem naquilo, acho que é isso.
Também gosto de algumas gentes, não estou assim tão adormecida!
Excepto no auditório. Aí estava.
Quase me emocionei a ver o tipo de cadeira de rodas que apresentou o surf adaptado. Mas isso posso desculpar com os desequilíbrios emocionais. E o sono. E já vos disse que a manhã começou mal. Na verdade o egoísmo não me permitiu senão pensar em mim. Ou, no máximo, um "foda-se... há gente que está pior que eu!" No entanto não foi má consciência. Foi um "foda-se, quero estar melhor na vida e esta gente está-me a deixar deprimida!".
Depois pensei que iria parar ao inferno, se existisse tal coisa, e que iria ser bem maneirinho, todo aquele festareu sem julgamentos e o quente e o carago.
Depois comi, outra vez, e fiquei melhor com isto tudo. Pensei eu.
Mas depois vem um tipo todo giraço, animado, vivaço, falar das suas viagens em bicicleta, que faz com a namorada, que embarcaram nesta aventura e bla bla bla e deixaram empregos e juntaram-se logo e e e e... e fiquei com vontade de lhe bater. Isso e fugir para qualquer lado, fosse de bicicleta, carro, comboio ou montada num burro. No fundo foi só um ataque de dor de cotovelo. Eram um casal dos diabos. Giros, encaixavam que metia nojo.
O dia podia ter sido pior. Mas podia ter sido melhor; não encontrei o livro que queria, que ia bem no menu de ontem, para algum consolo e aliviar dores de barriga. "Contos de Amor, Loucura e Morte", de Horacio Quiroga.
Em vez de o ter oferecido na altura, devia-o ter comprado para mim. Já lá vão uns anos, mas ainda o choro.
Querido Lugones, Chamuça ou assim, se leres esta merda, perdoa-me.Nunca mo emprestaste como combinado... mereces roubo. (o que vale é que só vens ler e comentar quando escreves algo no teu blog e queres leitores e comentários. Merecemos a amizade um do outro, no fundo.)
E assim se escrevem coisas sem pés nem cabeça, um dia depois do que devia ser.
Vão ler livros a sério, pá!
Ou continuem aí, que tenho muita bodega sem jeito para escrever.
Até sair à rua ainda não tinha a certeza se já tinha acordado ou se estava a ter alguma espécie de pesadelo foleiro. Nope.
Tive a certeza quando me tentaram entrar casa de banho adentro, no café, com chave e tudo e continuaram a comunicar comigo, reforçando a minha querida bexiga tímida. Sim, é patético, mas toda eu sou um consolo de maluquices.
A ideia de ser apanhada no típico equilíbrio de casa de banho pública, com as calças semi-em-baixo-presas-pelas-generosas-coxas, enquanto pensava na puta da minha falta de sorte, não me foi nada agradável.
Ontem era dia de eremita. Tinha que ser, mas não foi. E esqueci-me da música em casa. E do livro.
Tive que enfiar a máscara socialoide-falo-que-me-desunho-isto-é-tudo-tão-divertido, quando fui capaz, e conviver com cerca de 30 pessoas.
Comi um mini pão-de-ló. Ajudou um bocado. Depois de comer fico mais agradável; saciar fomes é sempre um bom remédio.
Tenho a sorte de me acharem uma graçola. Nunca percebi muito bem qual é o problema daquelas gentes, mas acham-me graçola. Devo ser boa para teatro, como dizem. Ou embarco bem naquilo, acho que é isso.
Também gosto de algumas gentes, não estou assim tão adormecida!
Excepto no auditório. Aí estava.
Quase me emocionei a ver o tipo de cadeira de rodas que apresentou o surf adaptado. Mas isso posso desculpar com os desequilíbrios emocionais. E o sono. E já vos disse que a manhã começou mal. Na verdade o egoísmo não me permitiu senão pensar em mim. Ou, no máximo, um "foda-se... há gente que está pior que eu!" No entanto não foi má consciência. Foi um "foda-se, quero estar melhor na vida e esta gente está-me a deixar deprimida!".
Depois pensei que iria parar ao inferno, se existisse tal coisa, e que iria ser bem maneirinho, todo aquele festareu sem julgamentos e o quente e o carago.
Depois comi, outra vez, e fiquei melhor com isto tudo. Pensei eu.
Mas depois vem um tipo todo giraço, animado, vivaço, falar das suas viagens em bicicleta, que faz com a namorada, que embarcaram nesta aventura e bla bla bla e deixaram empregos e juntaram-se logo e e e e... e fiquei com vontade de lhe bater. Isso e fugir para qualquer lado, fosse de bicicleta, carro, comboio ou montada num burro. No fundo foi só um ataque de dor de cotovelo. Eram um casal dos diabos. Giros, encaixavam que metia nojo.
O dia podia ter sido pior. Mas podia ter sido melhor; não encontrei o livro que queria, que ia bem no menu de ontem, para algum consolo e aliviar dores de barriga. "Contos de Amor, Loucura e Morte", de Horacio Quiroga.
Em vez de o ter oferecido na altura, devia-o ter comprado para mim. Já lá vão uns anos, mas ainda o choro.
Querido Lugones, Chamuça ou assim, se leres esta merda, perdoa-me.Nunca mo emprestaste como combinado... mereces roubo. (o que vale é que só vens ler e comentar quando escreves algo no teu blog e queres leitores e comentários. Merecemos a amizade um do outro, no fundo.)
E assim se escrevem coisas sem pés nem cabeça, um dia depois do que devia ser.
Vão ler livros a sério, pá!
Ou continuem aí, que tenho muita bodega sem jeito para escrever.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Bom dia, alegria!
Devo ser a única pessoa que deseja um bom dia ao motorista do autocarro que apanho.
Acho que só faço isto de manhã... deve ser para contrariar o ar remeloso-mal-disposto-de-música-nos-ouvidos-para-não-aturar-mais-ninguém e sentir que até sou uma pessoa amável e simpática. Até sou.
Cheira-me que os motoristas já deram conta, porque o de hoje piscou-me o olho.
Acho que só faço isto de manhã... deve ser para contrariar o ar remeloso-mal-disposto-de-música-nos-ouvidos-para-não-aturar-mais-ninguém e sentir que até sou uma pessoa amável e simpática. Até sou.
Cheira-me que os motoristas já deram conta, porque o de hoje piscou-me o olho.
Como diria alguém... Vidas!
Ao ler "Mulheres" de Bukowski, senti, inicialmente que esta personagem, Chinaski, seria uma dessas criaturas xonés que de alguma forma me atrairia, sabe Deus porquê.
Na continuidade do livro, após ainda me rir com o personagem, passei a achá-lo vulgar, odioso, patético... No fundo, um pouco como a minha última relação.
Estou quase, quase a terminá-lo, não passa de hoje. Resta saber se também vou ficar com a sensação de que nunca mais lhe vou querer pegar.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
E diz Paul Celan
CORONA
Da mão o outono me come sua folha: somos amigos.
Descascamos o tempo das nozes e o ensinamos a andar:
o tempo retorna à casca.
No espelho é domingo,
no sonho se dorme,
a boca não mente.
Meu olho desce ao sexo da amada:
olhamo-nos,
dizemo-nos o obscuro,
amamo-nos como ópio e memória,
dormimos como vinho nas conchas,
como o mar no raio sangrento da lua.
Entrelaçados à janela, olham-nos da rua:
já é tempo de saber!
Tempo da pedra dispor-se a florescer,
de um coração palpitar pelo inquieto,
É tempo do tempo ser.. É tempo.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Brincar com a Memória
Para guardar numa caixa, embrulhada num lenço, debruado a renda...
Tenho saudades de cartas - lembrei-me a propósito de nada. Ou de qualquer coisa.
Da memória. Esta,
A primeira.
É um bilhete só de ida, faxavor! Para Nenhures!
Malas.
Odeio fazer malas.
E sofro de stress pré viagem.
E a pu&% da mala que é tão chata de fazer.
Argh!
Aposto que hoje não durmo.
Por causa das malas.
E do stress pré viagem.
E porque pareço os miúdos na véspera de uma viagem de turma.
E eu preciso de dormir.
Para não ficar stressada.
Com a viagem e para a viagem.
E porque ainda tenho que acabar de fazer a mala.
Não fosse estar mortinha por esta viagem e não fazia mala.
Mas se não deixo a mala feita
começo a stressar com a falta de tempo,
não durmo,
tenho um ataque de ansiedade e lá se me vai a viagem.
Vou fazer a mala.
Odeio fazer malas.
E sofro de stress pré viagem.
E a pu&% da mala que é tão chata de fazer.
Argh!
Aposto que hoje não durmo.
Por causa das malas.
E do stress pré viagem.
E porque pareço os miúdos na véspera de uma viagem de turma.
E eu preciso de dormir.
Para não ficar stressada.
Com a viagem e para a viagem.
E porque ainda tenho que acabar de fazer a mala.
Não fosse estar mortinha por esta viagem e não fazia mala.
Mas se não deixo a mala feita
começo a stressar com a falta de tempo,
não durmo,
tenho um ataque de ansiedade e lá se me vai a viagem.
Vou fazer a mala.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
A nausea é...
... acrescentar gente descompensada à lista.
Isto de tentar brincar ao faz-de-conta-que-sou-um-ser-super-social-que-adora-pessoas-porque-são-confiáveis-e-uns-docinhos-de-côco-e-posso-afinal-juntar-gente-amiga-à-lista, num funcemina.
No fim, apetece-me sempre bater nelas com uma pá.
A culpa não é minha, juro. Só não são afinal assim tão confiáveis-e-uns-docinhos-de-côco.
É isto.
Deo Gratias, isto não é a treta do facebook, para virem já um monte de Madres Teresa e outras compreensivas criaturas, de olhinhos em alvo e vozes arrastadas, monocordicas, prontas para o rosário, mais os espirituais a falar do karma e os simplesmente tolos a falar de portas que fecham e janelas que abrem, que ainda não perceberam que essa merda só causa correntes de ar e graves constipações e outras maleitas.
Eu até estou bem disposta, juro.
Ninguém se convença do contrário.
Só não gosto de pessoas, em geral.
Precisam esforçar-se mais um pouco. Não é muito! É só serem leais. Sei lá... deixarem o serviço de facas nas gavetas.
Agora vou ouvir qualquer coisinha melosa, que isto passa já já.
Isto de tentar brincar ao faz-de-conta-que-sou-um-ser-super-social-que-adora-pessoas-porque-são-confiáveis-e-uns-docinhos-de-côco-e-posso-afinal-juntar-gente-amiga-à-lista, num funcemina.
No fim, apetece-me sempre bater nelas com uma pá.
A culpa não é minha, juro. Só não são afinal assim tão confiáveis-e-uns-docinhos-de-côco.
É isto.
Deo Gratias, isto não é a treta do facebook, para virem já um monte de Madres Teresa e outras compreensivas criaturas, de olhinhos em alvo e vozes arrastadas, monocordicas, prontas para o rosário, mais os espirituais a falar do karma e os simplesmente tolos a falar de portas que fecham e janelas que abrem, que ainda não perceberam que essa merda só causa correntes de ar e graves constipações e outras maleitas.
Eu até estou bem disposta, juro.
Ninguém se convença do contrário.
Só não gosto de pessoas, em geral.
Precisam esforçar-se mais um pouco. Não é muito! É só serem leais. Sei lá... deixarem o serviço de facas nas gavetas.
Agora vou ouvir qualquer coisinha melosa, que isto passa já já.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
Incontinência Verbal
Há quem sofra do grave problema de não saber quando se calar. A horinha certa para deixar estar.
Eu elevei isto a um nível ...ufffff!!! E consigo fazer o mesmo na escrita.
Tenho um jeito nato para escrever merda atrás de merda depois de vários "paft" na testa. E não aprendo.
A cada wtf que leio - e que eu escrevi - tento remediar a coisa com um wtf ainda maior.
Isto tem que ser um dom!
Mais um, que sou cheia deles.
E melhor, isto tem que ser uma grande parte do meu charme ou estou bem quilhada.
Só me consigo imaginar como um boneco animado, pequenitates, com um ar "aiiii, tão engraçada", expressões faciais aparentemente fora do comum, com um pezito na ponta dos dedos a sirigaitar à minha frente, cabeça de lado, mãos atrás das costas, engasgada e no segundo seguinte, a saltarem-me os olhos, mãos à cabeça, seguido de "paft" na testa e um escrevinhar nervoso interminavel que me levará ao ponto inicial.
Isto não pode ser normal.
Ou de repente fiquei com 14 anos ou estou aqui com um problema mental qualquer.
Pelo sim pelo não, é de evitar comunicar com pessoas. Eu sabia que tinha um desajeito social.
sábado, 21 de setembro de 2013
O que fazer...
... nos intervalos da faxina caseira e antes de me dedicar a tratar da cutis?
Um teste destes, pois claro.
http://slackhalla.org/~demise/test/socialattitude.php
Para quem quiser ser coscuvilheiro, aqui está o meu resultado.
Que me trouxe à memória as agridoces (ok, ácidas, mesmo) discussões, com o exmo. Sr. Codorniz Branquelo.
Pronto, agora vou agarrar-me à caneca de leite com chocolate, pôr mais uma musiquinha e tratar do photoshop emocional para a saída da noite.
Plim!
Um teste destes, pois claro.
http://slackhalla.org/~demise/test/socialattitude.php
Para quem quiser ser coscuvilheiro, aqui está o meu resultado.
Que me trouxe à memória as agridoces (ok, ácidas, mesmo) discussões, com o exmo. Sr. Codorniz Branquelo.
Political Values
Radicalism 74.75
Socialism 87.5
Tenderness 59.375
These scores indicate that you are a moderate progressive; this is the political profile one might associate with an animal rights activist. It appears that you are skeptical towards religion, and have a pragmatic attitude towards humanity in general.
Your attitudes towards economics appear communist, and combined with your social attitudes this creates the picture of someone who would generally be described as left-wing.
To round out the picture you appear to be, political preference aside, an egalitarian with few strong opinions.
Pronto, agora vou agarrar-me à caneca de leite com chocolate, pôr mais uma musiquinha e tratar do photoshop emocional para a saída da noite.
Plim!
Conselhos Grátis!
Dou conselhos grátis sobre como parecer uma psicótica, passivo-agressiva ou outras maleitas do miolo.
Vá... grátis, mas em troca de conselhos sobre como parecer uma garota normal, sem impulsos de looney, sejam eles a que nível for.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
E diz o Eugénio de Andrade...
UrgentementeÉ urgente o amor
É urgente um barco no mar
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"
É urgente um barco no mar
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
pelo postigo entreaberto
espreita o dia em insónia talhado
sonho acordada que durmo e que sonho
o frio de cobertor vazio.
e o banho, sempre um banho,
de porta entreaberta
qual postigo
por onde
entra o convite
sai o suspiro
despertei do sonhar,
que tinha insónias
e que no levantar a meio da noite
a porta estava aberta.
Acordei na casa errada.
Ou ainda estou a dormir.
espreita o dia em insónia talhado
sonho acordada que durmo e que sonho
o frio de cobertor vazio.
e o banho, sempre um banho,
de porta entreaberta
qual postigo
por onde
entra o convite
sai o suspiro
despertei do sonhar,
que tinha insónias
e que no levantar a meio da noite
a porta estava aberta.
Acordei na casa errada.
Ou ainda estou a dormir.
Tragam violinos... que eu gosto disto
Sou uma garota. Uma garota tonta. É o que é.
Os Meus VersosRasga esses versos que eu te fiz, amor!
Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento,
Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,
Que a tempestade os leve aonde for!
Rasga-os na mente, se os souberes de cor,
Que volte ao nada o nada de um momento!
Julguei-me grande pelo sentimento,
E pelo orgulho ainda sou maior!...
Tanto verso já disse o que eu sonhei!
Tantos penaram já o que eu penei!
Asas que passam, todo o mundo as sente...
Rasgas os meus versos... Pobre endoidecida!
Como se um grande amor cá nesta vida
Não fosse o mesmo amor de toda a gente!...
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Outra vez a Adília Lopes (é paixão, isto)
A Selva
1
Adília
chora
como
uma Madalena
2
Adília
lê
treslê
a Bíblia
3
Adília
a idiota
da família
afoga-se
em chá de tília
4
Adília
memorabilia
Combray
Penamacor
Cortam-me
ou esticam-me
braços
e pernas
conforme
a cama
(a cama
é a medida)
A medida porém
é a Senhora da Aparecida
Também eu
fui Procrustes
tive
duas camas
os outros as outras
nunca
estavam
certos
Errei (pequei)
estou arrependida
(antes não fodida
que mal fodida)
Encontrei este sábado, num mercado urbano, uma banca de livros que já é uma habitué por ali. Sempre que posso compro lá daqueles livrinhos mais pequenos, de acordo com o meu bolso. Desta vez perguntei se não tinham nada da Adília Lopes. Não têm. Mas a senhora conta que, além de gostar muito, já dividiu quarto com ela. Que é um ser adorável. E que foi uma experiência e tanto. Não tenho dúvidas! Diz também que se deitava às 19h e que se levantava às 5h. Que levava uma vida de freira. Salvo seja... Sim, que era algo que não me lembraria ao ler as coisas que leio. Só descansarei quando comprar um livro jeitoso dela.
1
Adília
chora
como
uma Madalena
2
Adília
lê
treslê
a Bíblia
3
Adília
a idiota
da família
afoga-se
em chá de tília
4
Adília
memorabilia
Combray
Penamacor
Cortam-me
ou esticam-me
braços
e pernas
conforme
a cama
(a cama
é a medida)
A medida porém
é a Senhora da Aparecida
Também eu
fui Procrustes
tive
duas camas
os outros as outras
nunca
estavam
certos
Errei (pequei)
estou arrependida
(antes não fodida
que mal fodida)
Encontrei este sábado, num mercado urbano, uma banca de livros que já é uma habitué por ali. Sempre que posso compro lá daqueles livrinhos mais pequenos, de acordo com o meu bolso. Desta vez perguntei se não tinham nada da Adília Lopes. Não têm. Mas a senhora conta que, além de gostar muito, já dividiu quarto com ela. Que é um ser adorável. E que foi uma experiência e tanto. Não tenho dúvidas! Diz também que se deitava às 19h e que se levantava às 5h. Que levava uma vida de freira. Salvo seja... Sim, que era algo que não me lembraria ao ler as coisas que leio. Só descansarei quando comprar um livro jeitoso dela.
domingo, 15 de setembro de 2013
Passaram 18 anos desde o dia em que me senti sugada para um inacreditável abismo. Era uma miúda, catano...
Fará 18 anos no dia 02 de Outubro que iniciei uma luta, com unhas, dentes e tudo o mais que consegui arranjar.
Há dias em que preciso acordar e perceber que só existe esta oportunidade.
Faz não tarda 18 anos que os 18 anos sonhados por muitos foram o filme de terror de uma vida. A minha. Os 18 anos, ali feitos, sem saber se seriam os últimos, sem o ar fresco e esperançoso típico desta idade.
É... isto às vezes é tudo uma grandessíssima chatice. mas que fazer; gosto de cá andar!
Mesmo não tendo tudo a que tenho direito, que é muito mais do que respirar.
Dia 02 de Outubro, coincidência das coincidências, vou "reunir" com um dos que me conhece desde essa adolescência.
Que continua a tratar-me como a miúda refilona, que me irrita com isso...
Vou estar mais uma vez em contacto com essa miúda que fui, que me parece de alguma forma distante.
A miúda que esgotou as forças para uma vida.
Foda-se, era uma miúda e pêras! E esgotou-se...
Não é fácil para muitos perceber. Nem eu já o espero.
Espero apenas que me deixem no meu mundo quando preciso e que não tornem foleiras (sim escrevi foleiras) as coisas boas que há nesta vida.
Momento lamecho-parolo-lacrimejante do dia arrumado.
Ligar a música e berrar com ela, que já estou a meter nojo com isto.
Fará 18 anos no dia 02 de Outubro que iniciei uma luta, com unhas, dentes e tudo o mais que consegui arranjar.
Há dias em que preciso acordar e perceber que só existe esta oportunidade.
Faz não tarda 18 anos que os 18 anos sonhados por muitos foram o filme de terror de uma vida. A minha. Os 18 anos, ali feitos, sem saber se seriam os últimos, sem o ar fresco e esperançoso típico desta idade.
É... isto às vezes é tudo uma grandessíssima chatice. mas que fazer; gosto de cá andar!
Mesmo não tendo tudo a que tenho direito, que é muito mais do que respirar.
Dia 02 de Outubro, coincidência das coincidências, vou "reunir" com um dos que me conhece desde essa adolescência.
Que continua a tratar-me como a miúda refilona, que me irrita com isso...
Vou estar mais uma vez em contacto com essa miúda que fui, que me parece de alguma forma distante.
A miúda que esgotou as forças para uma vida.
Foda-se, era uma miúda e pêras! E esgotou-se...
Não é fácil para muitos perceber. Nem eu já o espero.
Espero apenas que me deixem no meu mundo quando preciso e que não tornem foleiras (sim escrevi foleiras) as coisas boas que há nesta vida.
Momento lamecho-parolo-lacrimejante do dia arrumado.
Ligar a música e berrar com ela, que já estou a meter nojo com isto.
sábado, 14 de setembro de 2013
Encher o peito de ar
...
Em dias de não poder ouvir um ruído que contrarie este estado de alarme constante, soa a campaínha interior acordo o despertador acordo o galo alimenta-me o gato de linguas do dito, linguas de perguntador troco os cereais por uma taça de música em loop tropeço no refrão calço os chinelos da preguiça limpo os pés à saída peço licença à porta do prédio...
uffff... expiro. conto até 10.
Inspiro
...
Em noites de não pregar olho descanso um de cada vez enquanto o outro espreita à socapa os fantasmas que se ficam pelo postigo à espera de um ronco que nunca chega que eu não ressono nem durmo e os fantasmas não vêm do postigo vêm de dentro da cabeça a cem a mil tudo a correr a perder-se foto desfocada de uma vida tremida que não há quem me páre e isto esta cabeça é um parque de diversões enquanto o corpo tem o seu descanso semanal, não, mensal, anual mais uma corrida mais uma viagem estampada contra o muro que se ergueu perante os olhos meus teus mas a música que nos une é a banda sonora que parte corações, um coração dois corações três corações tralala mas não o meu não o teu que aprendemos a trepar muros e a saltar na cama elástica Weeeeee! feito no caminho entre o abraço, um suspiro, um... e inspiro e afinal acordo da sesta de 5 minutos.
Encha o peito de ar e não respire.
Pode respirar.
Continue a viver em sossego por mais uma temporada.
Peça à saída a etiqueta para a receita dos comprimidos para essa crise existencial.
...
Em dias de não poder ouvir um ruído que contrarie este estado de alarme constante, soa a campaínha interior acordo o despertador acordo o galo alimenta-me o gato de linguas do dito, linguas de perguntador troco os cereais por uma taça de música em loop tropeço no refrão calço os chinelos da preguiça limpo os pés à saída peço licença à porta do prédio...
uffff... expiro. conto até 10.
Inspiro
...
Em noites de não pregar olho descanso um de cada vez enquanto o outro espreita à socapa os fantasmas que se ficam pelo postigo à espera de um ronco que nunca chega que eu não ressono nem durmo e os fantasmas não vêm do postigo vêm de dentro da cabeça a cem a mil tudo a correr a perder-se foto desfocada de uma vida tremida que não há quem me páre e isto esta cabeça é um parque de diversões enquanto o corpo tem o seu descanso semanal, não, mensal, anual mais uma corrida mais uma viagem estampada contra o muro que se ergueu perante os olhos meus teus mas a música que nos une é a banda sonora que parte corações, um coração dois corações três corações tralala mas não o meu não o teu que aprendemos a trepar muros e a saltar na cama elástica Weeeeee! feito no caminho entre o abraço, um suspiro, um... e inspiro e afinal acordo da sesta de 5 minutos.
Encha o peito de ar e não respire.
Pode respirar.
Continue a viver em sossego por mais uma temporada.
Peça à saída a etiqueta para a receita dos comprimidos para essa crise existencial.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Vendem-se comprimidos para isto?
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
E agora voltou-me a música que por uns dias foi uma constante na minha cabeça de vento. Coisas de miúda.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
E diz a Adília Lopes
Os namorados pobres
O namorado dá
flores murchas
à namorada
e a namorada come as flores
porque tem fome
Não trocam cartas
nem retratos nem anéis
porque são pobres
Mas um dia
têm muito medo
de se esquecerem
um do outro
então apanham
um cordel
do chão
cortam o cordel
e trocam alianças
feitas de cordel
Não podem
combinar encontros
porque não têm
número de telefone
nem morada
assim encontram-se
por acaso
e têm medo
de não se voltarem
a encontrar
O acaso
não os favorece
Decidem nunca sair
do mesmo sítio
e ficarem sempre juntos
para não se perderem
um do outro
Procuram um sítio
mas todos os sítios
têm dono
ou mudam de nome
Então retiram
dos dedos
os anéis de cordel
atam um anel
ao outro
e enforcam-se
Mas a namorada
tem de esperar
pelo namorado
porque o cordel
só dá par[a] um
de cada vez
O namorado
descansa à sombra
da figueira
e a namorada
baloiça
na figueira
O dono da figueira
zanga-se
com os namorados pobres
porque julga
que estão a roubar figos
e a andar de baloiço
O namorado dá
flores murchas
à namorada
e a namorada come as flores
porque tem fome
Não trocam cartas
nem retratos nem anéis
porque são pobres
Mas um dia
têm muito medo
de se esquecerem
um do outro
então apanham
um cordel
do chão
cortam o cordel
e trocam alianças
feitas de cordel
Não podem
combinar encontros
porque não têm
número de telefone
nem morada
assim encontram-se
por acaso
e têm medo
de não se voltarem
a encontrar
O acaso
não os favorece
Decidem nunca sair
do mesmo sítio
e ficarem sempre juntos
para não se perderem
um do outro
Procuram um sítio
mas todos os sítios
têm dono
ou mudam de nome
Então retiram
dos dedos
os anéis de cordel
atam um anel
ao outro
e enforcam-se
Mas a namorada
tem de esperar
pelo namorado
porque o cordel
só dá par[a] um
de cada vez
O namorado
descansa à sombra
da figueira
e a namorada
baloiça
na figueira
O dono da figueira
zanga-se
com os namorados pobres
porque julga
que estão a roubar figos
e a andar de baloiço
Está para acabar o mundo, na certa.
A ventania ali fora assim mo quer mostrar.
Eu ter um chocolate que dura perto de dois meses no armário sem ser consumido é ainda um mais forte indício. Posso atribuir esta demora à nova direcção das minhas atenções e gula. Mas uma coisa nunca me impediu a outra. Imagino, portanto, que seja o fim do mundo.
Eu e o chocolate sempre tivemos uma relação doentia. Mas é sempre uma novidade quando nos reencontramos. Por isso, talvez deva fazer as pazes e continuar a apostar nele.
Ninguém pode esperar sentido de algo que uma tipa escreve após acordar as 6h da manhã. Outra prova de que o mundo só pode estar para dar o berro.
Eu adormeço pelas 2h, 3h, 4h... por vezes até às 7:30, quando vou expulsar o demo do corpo em algo semelhante a dançar. Não é, eu acordo às 6h da manhã, por mim, porque, pronto, estou fartinha de cama e tal. Não. Algo está para acontecer.
Até porque não vou viajar e a sensação de catástrofe iminente anda a apoderar-se aqui do sítio.
Claro, posso simplesmente ser xoné. Já me ocorreu.
Entretanto vou ali acordar o despertador e aquecer o leite. Apetece-me ver o chocolate a derreter-se por mim.
A ventania ali fora assim mo quer mostrar.
Eu ter um chocolate que dura perto de dois meses no armário sem ser consumido é ainda um mais forte indício. Posso atribuir esta demora à nova direcção das minhas atenções e gula. Mas uma coisa nunca me impediu a outra. Imagino, portanto, que seja o fim do mundo.
Eu e o chocolate sempre tivemos uma relação doentia. Mas é sempre uma novidade quando nos reencontramos. Por isso, talvez deva fazer as pazes e continuar a apostar nele.
Ninguém pode esperar sentido de algo que uma tipa escreve após acordar as 6h da manhã. Outra prova de que o mundo só pode estar para dar o berro.
Eu adormeço pelas 2h, 3h, 4h... por vezes até às 7:30, quando vou expulsar o demo do corpo em algo semelhante a dançar. Não é, eu acordo às 6h da manhã, por mim, porque, pronto, estou fartinha de cama e tal. Não. Algo está para acontecer.
Até porque não vou viajar e a sensação de catástrofe iminente anda a apoderar-se aqui do sítio.
Claro, posso simplesmente ser xoné. Já me ocorreu.
Entretanto vou ali acordar o despertador e aquecer o leite. Apetece-me ver o chocolate a derreter-se por mim.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
(not so) Random Morning
Esta devia ir ali para a Esquizofrenia Musical ao lado, mas... apesar de ter sido a primeira que ouvi pela manhã, não foi um acaso.
E é isto.
Estou com a neura.
Vou bota-lo a cantar para mim.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Gula
Sempre que posso, como porcarias que não conheço.
Tenho para mim que se como fora de casa não sei o que como, logo, mais vale comer algo que nem sequer conheço.
Desta vez a "esquisitice" veio de um supermercado chinês, em Lisboa, ali pelo Martim Moniz.
Não podendo trazer os meus dumplings, que congelados não chegariam à cidade-ovo, vieram chás vários e um pacotinho de Mochi - gulodices, pois - três coisinhas molengas com recheio de morango.
Nem sei se é bom, se não. Fiquei assim um pouco sem opinião... Não lambisquei os dedos, o que já diz muito, mas a gula não me permitiu fazer grandes pausas entre eles.
Seria menina para trazer de outro sabor. ^.^
E aqui vai o aspecto da coisa:
Tenho para mim que se como fora de casa não sei o que como, logo, mais vale comer algo que nem sequer conheço.
Desta vez a "esquisitice" veio de um supermercado chinês, em Lisboa, ali pelo Martim Moniz.
Não podendo trazer os meus dumplings, que congelados não chegariam à cidade-ovo, vieram chás vários e um pacotinho de Mochi - gulodices, pois - três coisinhas molengas com recheio de morango.
Nem sei se é bom, se não. Fiquei assim um pouco sem opinião... Não lambisquei os dedos, o que já diz muito, mas a gula não me permitiu fazer grandes pausas entre eles.
Seria menina para trazer de outro sabor. ^.^
E aqui vai o aspecto da coisa:
É mais uma daquelas coisas que acho que não convencia ninguém a comer... Que querem, tenho gostos esquisitos!
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Wild Thing
Brincar ao Print Screen com legendas brasileiras é qualquer coisa de especial. ❤ Vou fazer colecção.
É melhor musicar isto.
Duplamente.
que não me perguntem porque me lembrei eu disto...
Na minha interminável espera pelo autocarro no sábado à noite, dei conta que observar os andares das pessoas que deixam janelas abertas e luzes acesas é quase como estar a jogar tolices, como os Sims. Entram na cozinha, "sirigaitam" de um lado para o outro, abrem o frigorífico... e se forem mesmo totós, como já observei uma vez, até o fazem de cuecas.
Perfeitamente encantador.
Perfeitamente encantador.
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