terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Hoje alguém está prestes a ganhar algo. Um novo rumo, uma nova vida, uma mudança, um crescer, um tudo...
Hoje, de forma egoísta, sem pudores, sinto que perco algo.
É assim uma criancice, daquelas a que me dou direito, de tempos a tempos. Por me tirarem, todos os dias, um bocadinho mais de alguém. Que se deixou levar por inteiro.

Mas quem tem lugar cativo, aqui fica, como sempre ficou. Com a gargalhada pronta, à espera.
E é isto, a vida.

Chamuça... catano! *

isto. pincéis de lareira. e o bater de asas...

imagens retiradas de www.squareamerica.com


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013


Custa abrir uma porta que se fechou a sete-chaves.
Custa encontrar as chaves que se atiraram a um poço.
Não é por nada, mas custa um bocadinho descer ao poço para procurar o raio das chaves... tanta trabalheira e para quê?! - pergunto aos meus botões...


Tira-teimas com delay

Disseram-me que andam aí ursos...

... e eu acreditei.
É um atrás de cada árvore.
Um fartar, isto.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

E diz Langston Hughes

Hold fast to dreams
For if dreams die
Life is a broken-winged bird
That cannot fly.
Hold fast to dreams
For when dreams go
Life is a barren field
Frozen with snow. 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A kiss to build a dream on

Eduardo Recife - Dream

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sei que...

... estou a ficar "balhelhas" ou a chegar ao limite da paranóia quando, após um amigo me levar o pc para saber se tinha arranjo, e me sugerir um qualquer programa em que com autorização podia aceder à informação, tenho um papel a tapar a câmara e entro em pânico sempre que ela se desloca de lá.
Que fazer...

E não, não autorizei tal coisa. Era o que faltava...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Tururururururuuuuu

Retirado de SMBC Comics

1. Private Joke
Joking to yourself, that you are the only that could understand or someone you know that knows also what your laughing at.
Uma vez estive para comprar uma t-shirt pirosa com a seguinte frase "Fiat na virgem!"
Não comprei.
Quem ia comigo comprou a que dizia "Porn Flakes" - muito mais giro. Mas a minha era muito mais certeira. Sim.

Isto

mais um, roubado daqui http://comicallyvintage.tumblr.com/

Contrariada, Circulina cedeu ao convite, após 300 recusas com desculpas esfarrapadas, uma das quais que a gata tinha que comer e outra que o cacto estava a dar o seu último suspiro depois de 2 anos sem pinga de água.
Cedeu apenas com metade de má consciência por aproveitar a boleia para ir fazer as suas compras, matando assim dois coelhos numa só cajadada. - expressão que, sublinhe-se, abomina como defensora dos animais que é.

No fundo, queria arrumar de vez este assunto, para desmotivar de qualquer novo avanço e evitar o desconforto de mais mensagens inadequadas.
Havia limite para a capacidade de se fazer burra e dar respostas de criatura abençoada pela eterna santa inocência.
O lanche prometido aconteceu, já em bocejo, no pós-compras, que Circulina não suporta ser constantemente interrompida, principalmente quando pouco fala (quase jurava ter sentido o sobrolho com vida própria e um rosnar quase a tornar-se exterior).
Além do mais, não suporta manter o sorriso de gato de porcelana por mais de 5 minutos - experiências anteriores comprovaram que era a causa das suas fortes enxaquecas.

Ouvir falar do gengibre, das suas propriedades e consequências em caso de excesso, uma vez tinha bastado... Ler "lol" e ouvir "bué" assim, causa-lhe alguns refluxos a que vos pouparei a descrição.

O píncaro do dia foi ter que ouvir falar de refeições de fruta, da desintoxicação do organismo, enquanto tentava abocanhar o seu scone bem cheio de doce de abóbora com noz. Decidiu que desatar a lambiscar os dedos com consolo, mostraria a sua discordância ou mesmo desprezo pelo assunto.
Esforçou-se à grande para ser desagradável, algo que lhe começava a ser comum, enquanto se continuava a lambuzar de scone com doce, descrevendo como os seus pequenos almoços eram tão pouco dados a cuidados, constituindo-se apenas de uma bela caneca de leite bem cheia de chocolate e que em caso de um segundo pequeno-almoço, em dias que se acordava muito cedo, seria exactamente a mesmice guloseima, sem dó, sem remorsos, sem problemas com monotonias neste campo.
E arruma o assunto com a afirmação de que comer é um dos maiores prazeres desta vida.

Mas os assuntos entediantes surgem em determinadas pessoas com a mesma facilidade com que Circulina se entrega ao tédio ao ouvir a maioria delas.
Seguiu-se assim um monólogo - que aí já havia desistido de abrir a boca senão para amarfanhar os scones -
acerca do escritor XPTO que faz umas belas metáforas de vida com macacos, frascos e nozes, que a fez perder a noção da educação, soltando livremente um outro bocejo.

Dizia ele que a tinha convidado para o concerto da noite anterior porque a sabia "out of the box"... Nem ele tem ideia o que é isso. Ou o quão verdade poderá (ou não) isso ser...
Escusado será referir que esse foi um dos convites recusados.
A sua vontade, para terminar de vez com aquele sofrimento, era perguntar-lhe se tinha visto o filme "Human Centipede" e descrever-lhe cada pormenor sórdido que lhe fez soltar gargalhadas e provocou o fascínio pela cabeça doente que teria tal imaginação.
Podia ainda descrever aquele hippie, no "Pink Flamingos" e a forma como cantou cheio de jeito a "Surfin' Bird", com uma parte do corpo algo inesperada. Nem precisava trazer à conversa o importante contributo do caniche para o filme. (Preocupante começa a ser as vezes que se lembra de tais filmes.)
Sentir-se-ia muito mais animada com a conversa. Mas seria só ela, na certa. Ahhh, tentação...

Talvez assim parasse de lhe chamar princesa e percebesse que o seu desagrado em ser chamada de tal bodega não se prende a uma baixa auto-estima (for god sake... porque acham estas criaturas que são terapeutas ou que percebem "o outro"?!) , mas a falta de tusa por gente cheia de de fofuras, clichés e bom karma de tirar paciência a um santo, que são vistos como o tiozinho armado em cool.
E que não encontrou outra forma, assim educada - que ainda tinha tacto - de mostrar a recusa às suas deprimentes ofertas para a aquecer, senão fazendo-se mais burra que uma bota, respondendo com o nº de cobertores somados à sua cama.

Regressou a casa, evitando o contacto visual directo com o titio cool, com uma tremenda náusea - que tem sido uma constante em períodos de convívio forçado - desvanecendo-se esta apenas na conversa diária com o encapuzado desconhecido que gargalha consigo ao saber da merda de filmes que vê, tendo alguns deles na sua posse e que, mal por mal, lhe sabe dar música...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Lista


Era um quase fim de mundo. Não de uma forma que poderia ser imaginada, mas num esgotar de energias, em êxtase, até às últimas consequências.
Restaram uns poucos sobreviventes, espalhados pelo mundo, todos surdos.
O que se perceberá, de certa forma.

Começou isto de forma inofensiva, com dois estranhos e uma oferta que inicia o contacto diário entre eles. Desconhece-se o que os levou a manter tal conversa diária, mais recheada de troca de música que assuntos pessoais.
Espanta mais ainda o fenómeno de decidirem criar em conjunto uma lista de músicas - a banda sonora perfeita para qualquer "dança do pombo" que se preze - com um nome que não deixa espaço para enganos, mas algum para a imaginação.
O nome da lista não será revelado, para evitar pesquisas e inevitáveis consequências a quem a procurar. Para o caso de ainda restar alguém bom de ouvido...

A lista cresceu diariamente, tomando proporções que vieram a causar danos irreversíveis e tensão de fazer saltar peças de roupa sem que mão lhe tocasse.
Diz-se que ouvida a sós, só causava insónias, inquietação e o síndrome de pernas irrequietas... o problema surgiu quando se ouvia acompanhado.

Um dia encontraram-se. Com direito a jantar e a ouvir a sua banda sonora, ignorando ainda os efeitos.
E assim foi.

As atenções focam-se agora na vizinhança, que tendo paredes finas, ouviam perfeitamente a banda sonora.
Ao fim de umas músicas, em shuffle (pormenor que ainda se investiga como tendo ou não interferência nas consequências resultantes da audição da lista), começaram a surgir suspiros espalhados pelos diversos andares, seguidos de silêncios, depois de ruídos como que semelhantes a problemas de canalização a ecoar pelas paredes...
Instalou-se a curiosidade dos que estavam mais afastados, que vendo roupa a voar varandas fora, se aproximaram para ouvir e pesquisar que musicas seriam.

No dia seguinte a vizinhança que se via pela rua era em menor número. Alguns de ar sorridente e exausto, a tomar o pequeno-almoço pelas 20h.
No dia seguinte eram ainda menos...

Planearam eles, antes que isto terminasse como terminou, fazer a experiência por cafés, salas de aula, salas de cinema, teatro... e usar protecção de ouvidos, desconhecendo os efeitos após exposição prolongada à lista.

Deles mais nada se soube.

Do resto da humanidade, bom, já tomaram conhecimento.
Está ainda por se entender aquilo a que se assistiu... mas julga-se que os finados terão ido felizes, a avaliar pelas rosáceas até ao último suspiro e pelo ar de missão cumprida com que se foram.



sábado, 23 de novembro de 2013

Don't You Feel My Leg




I-n-s-ó-n-i-a-s

Não durmo.
São os lençóis que se prendem, que se enrolam...
É o corpo inquieto.
Sei lá o que é.


É a lista.
A culpa é, definitivamente, da lista.




quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Um dia
simplesmente
acabou-se-lhes
a banda sonora.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Momento xuxu cutchicu ou algo assim. E diz Mia Couto:


Nocturnamente te construo
para que sejas palavra do meu corpo

Peito que em mim respira
olhar em que me despojo
na rouquidão da tua carne
me inicio
me anuncio
e me denuncio

Sabes agora para o que venho
e por isso me desconheces


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Constatações imbecis - o de sempre, portanto.


- quanto mais cedo acordo mais me atraso

- sei em que botão carregar, aquele botão. depois perco o controlo da coisa. diz que é muita luzinha e fico ofuscada. esqueço-me dos óculos escuros.

- tenho a mania que sei tocar acordeão, na certa, pela quantidade de botões...

- não tenho unhas, nem quero tocar guitarra. mas canto a plenos pulmões (até aquele que é pouco mais que metade). em especial no banho.

- diz que não acredita em ciclos, mas em espirais. a coisa afunila, um dia trocam-se os olhos e aí a merda acontece.

- Bom dia!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

sábado, 26 de outubro de 2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Little Murder Stories II

Todos os dias servia o jantar
à mesma hora
o mesmo ritual.
Um sorriso
e olhos que viam além dele.

Um dia pediu que trouxesse novo frasco de tira-ferrugem.

Todos os dias servia o jantar
à mesma hora
o mesmo ritual.
Um sorriso
e olhos que viam além dele.

Um dia pediu que trouxesse novo frasco de tira-ferrugem.

Todos os dias servia o jantar
à mesma hora
o mesmo ritual.
Um sorriso
e olhos que viam além dele.

Um dia não precisou de pedir novo frasco de tira-ferrugem.


É assim como...

... uma doença prolongada e tal, isto.

Um dia desaparece-se e pronto.





(inserir um montão de asneiredo de alto e baixo gabarito)

Good Night & Good Luck - dizem

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Esta vai com dedicatória :)



Segue esta, que é das minhas favoritas, sendo eu pouco conhecedora.
Esta é para F. , única pessoa com quem poderei falar sobre música, livros e, possivelmente cinema, num determinado espaço, por determinado tempo.

Tropeçamos sempre em boa gente, é o que vale.
Ou estaria pronta a atirar-me ao pequeno lago, que me dá xixi todas as tardes, ao ouvir o correr das águas... na vã esperança de me afogar.

Para quem não acredita seguem mais dois exemplos, de fontes diferentes...

1 - Quero muito ler as Sombras de Grey.
(ok... não vou desenvolver isto. Seguiram-se umas referências a livros que lemos na escola)

2 - Obrigada por me emprestares o livro... acabei o meu.
   - Ah. claro, comprei, mas não li.
   - Ah, mas devias, ele tem graça na escrita, com os neologismos e...
   - Oh, eu compro os livros, mas não leio nada. Guardo-os para quando for velha, para ter o que fazer!

(juro...ando sem argumentos)

F. , dou graças pela tua presença. ;)

Amanhã levo o Woody Allen, que hoje não tive tempo para lhe pegar e quero relê-lo; arranca-me sempre boas gargalhadas. E assim até me sinto num livro dele.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Little Murder Stories I

Tirei férias da lamuria e do peso.
Apetece-me abrir dois sois em lugar d'olhos, assim em pestanejar alegre.
Uma cantilena que se afinou na garganta, em gargalhada muda, interior.

Trago nos lábios beijos roubados entre lençóis, antes que se escapasse o momento.
"Piiiii acima e piiii abaixo", um rodopiar de espera tornada agora.
O momento que, ido, não pode já ser roubado. Quando muito, esquecido.

Agora era dança, rodopiante, de saia rodada, sem saia.
Memória, pestanejada, tristeza em férias.
Levada a saudade a banhos, vem revitalizada.
Que a saudade é assim mesmo; é desejo cumprido e comprido. Antes. E depois.
Saudade sente-se do que se cumpriu.
Abrem-se dois sóis. Um relampejo de vitória, paixão e sossego.
E chega a noite.
Apagam-se os sóis. Mas não se ouve o lamuriar.
Apenas um murmúrio de cantilena afinada.
Aquela que será sempre do momento.
Que toda a vida tem banda sonora.

Limpa-se a faca. Arruma-se na mala. O mar à espera do mergulho.

Há muita vida pela frente.

Ursa Rezinga ...




Do preferir manter-se ao sol que atirar-se à tempestade

Circulina - miúda, é certo - não é já uma fedelha.

Mantém-se de alguma forma jovial com passos de dança facilmente confundíveis a espasmos, ginástica facial espontânea e reactiva, a que chamam "caras engraçadas", gargalha sempre que pode e recusa-se a usar saltos agulha - diz que assemelhar-se a uma gazela acabada de nascer não lhe assenta bem e pronto!

Maquilha-se apenas para as saídas raras, que lhe apraz o ritual, os lábios vermelhos e os olhos a preto.

Circulina não se julga "fresca que nem uma alface", nem tem pretensões de ter outra idade que não a sua. Não acha sequer que assim pareça... Assim calha julgarem, pela forma de estar e apresentar.

Não pode, portanto, estranhar que alguém que podia ser quase (será só quase?!) seu pai, se sinta tentado a atravessar a crise pós-divórcio apreciando a sua companhia, com convites e avanços que lhe soam algo tolos, juvenis, num tagarelar entre o galanteador mais velho e o uso de expressões de puto que a irritam sobejamente.

Desconforto valente este, que não aprecia galanteios demasiado doces nem sinais de imaturidade no verbo, em especial forçada. Mesmo vindo de alguém que até pode não ser desagradável à vista,  a quem interesse, pois claro, e cheio de delicadezas.

Mas garota esquisita, que precisa de pujança, na fala e no trato. De arrebatamentos e de estímulo... há quem lhe chame xonezice.

O que Circulina aprecia é espantar-se ainda. De se fascinar. Coisa rara...

É a montanha-russa, com espaço para o suspiro e o enleio.
Para o arrebatamento, a paixão e a carne; sempre essa, que é fraca mas não vai lá só com palavras doces.
Quando muito... com parvoíces e outras "ices"

Mas isto não. Isto não!
Isto dá náusea da bem má. Cria fuga e distanciamento.

Prefere guardar a ficha da montanha-russa para melhor ocasião...
Até lá, nada de "mais uma corrida, mais uma viagem".
Fica-se pela banca do algodão doce e pela máquina dos bonecos.

Deixei de acreditar no menino Jesus...

... a partir do momento que ele usou "lol".

E aqui já não é um menino... já devia ter era juízo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

E diz a Adilia Lopes

Se não fecho
algumas portas
há correntes de ar
a mais
Se fecho
todas as portas
não posso sair
mais
Se não abro
algumas portas
não fecho
algumas portas
Se abro
todas as portas
desintegro-me

in LE VITRAIL LA NUIT / A ÁRVORE CORTADA


Esta mulher e meter portas ao barulho... ela está na minha cabeça. Ah, está! 

domingo, 20 de outubro de 2013

Ursa Rezinga...

... diz que está na hora de voltar a fazer yoga. 

Mais um vício


Animar isto.

Já é negrume a mais.


Hoje devia ter agarrado nos alicates.

isto


sábado, 19 de outubro de 2013

Com collants às bolinhas sou invencível.

Recusam-se ambos os convites para jantar: dela e dele.

Porque não me aguento nos saltos.

E tenho uma malha nos collants.
Parece que com collants às bolinhas também sou invencível. O mesmo não se pode dizer dos collants. Esses morreram mal nasceram.

Se eu andasse por aí viva, não apenas invencível, mas viva, estava-me bem marimbando para a malha nos collants.

Mas vim para casa.
Trocar os sapatos.
Pôr verniz nos collants (que morrem quando eu quiser, mesmo que me deixem chateada).
Alimentar a gata.

E recolher-me na compreensão de que estou agoniada por mim e por todos os que se encontram mortinhos por dentro.
Que tentam ver algo bonito e dão de caras com o outro, que os desperta apenas para a sua finitude e todas as coisas que dão lugar à pena. Pena deles e de si próprios. Pela sua incapacidade.
Pelo constante desencontro.

E é assim. Um dia já foi. E nada aconteceu.

E depois do "clube de leitura"...

... quase lamento esta mortandade. Que o sentir é coisa bonita. Do que me lembro.
E diz o Vinicius Moraes no seu Soneto do Amor Total
AMO-TE TANTO, meu amor... não cante 
O humano coração com mais verdade... 
Amo-te como amigo e como amante 
Numa sempre diversa realidade. 

Amo-te afim, de um calmo amor prestante 
E te amo além, presente na saudade 
Amo-te, enfim, como grande liberdade 
Dentro da eternidade e a cada instante. 

Amo-te como um bicho, simplesmente 
De um amor sem mistério e sem virtude 
Com um desejo maciço e permanente 

E de te amar assim, muito e amiúde 
É que um dia em teu corpo, de repente 
Hei-de morrer de amar mais do que pude. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Mas já ninguém crê no...

... Dead Inside, She said... ?

Não bastava ter uma criatura de Deus, com nem dois dedos de cérebro a dizer que me vai arranjar um namorado, agora o Facebook também já acha que é hora e manda assim umas sugestões como quem a coisa não quer.



E eu a pensar que o pior de sempre tinha sido ter um tio a perguntar-me em pleno funeral da minha avó, quando é que eu arranjava um bebé... nem querendo saber quem seria o felizardo pai ou se existia. Tenho é que ter bebés!

Está, assim, muito bem, pronto. Já esbugalho menos os olhos a lidar com estas coisas. Diz que é do hábito.

Porque é que eu não tenho mais amigos?


Porque me rio toda contente com filmes assim... 
E ainda revejo, para o partilhar.



E porque os poucos amigos que tenho são meninos para se rirem a par comigo. Nem que seja acompanhados de um "Ewwwww!!!"

Ou ainda filmes assim... que me renderam um  (ex)namorado a olhar, com ar de quem comeu limão azedo, para mim e para um amigo, enquanto nós, divertidíssimos, comentávamos a rever  determinadas cenas... (percebem agora o pormenor do ex)



Bom... esta música nunca mais foi a mesma para mim!



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Uma bomba. Era só uma bomba... ali, bem no meio.


- Pronto, agora não tenho revista... comprei ontem! É só uma vez por semana. Que seca!

- Pois... (nunca sei o que dizer acerca de revistas cor-de-rosa. nunca sei o que dizer a estas pessoas, ponto final) Mas, então, traz um livro! Eu costumo trazer...

- Creeedooo! Eu lá tenho paciência para ler!!?

(Jesus Fuckin' Christ... tentei manter o queixo no sítio o melhor que pude. A custo. Mas ela continuou)

- Já as revistas só leio as letras gordas... não estou para ler as pequenas.

(ok... matem-me agora. Vá, quero mudar de assunto. Mas que assunto? Já vos disse que tenho alguns problemas sociais?! Começo a achar que afinal não é um problema meu... como se fala com estas pessoas, mesmo?! e continua...)

- Por acaso havia de comprar livros lá para casa...

(sim... assim tipo tapetes. Fica bem. Faz lá falta, para compor a coisa. E segurar a mesa bamba. E servir de base de copos. E isso.

Parte para uma série de perguntas acerca da minha vida pessoal. O que me desagrada para lá de muito.
Desvio. Mas parece um cão, agarrado a um osso ainda cheio de xixa.
Pergunto-me, mais uma vez, como raio dar-me com pessoas assim?!)

Homem-Coderniz

É uma rica personagem, este homem-coderniz.
Um dia escrevo sobre ele.
Este blog tem saudades do seu lado negro.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

de momento...

... é verdade.


-
“It was true that I didn’t have much ambition, but there ought to be a place for people without ambition, I mean a better place than the one usually reserved. How in the hell could a man enjoy being awakened at 6:30 a.m. by an alarm clock, leap out of bed, dress, force-feed, shit, piss, brush teeth and hair, and fight traffic to get to a place where essentially you made lots of money for somebody else and were asked to be grateful for the opportunity to do so?” 
― Charles BukowskiFactotum

roubado AQUI
Senhoras e Senhoras, a partir de hoje encerramos mais cedo.
Entrámos no Horário de Inferno.

Perdão... de Inverno.
Mana mana
tub tub tururu


E aqui vou, pé ante pé. 
Viajar pelo mundo sem sair do mesmo sítio.
De duas formas.
O mundo, pequeno à minha volta, todo ali.
e
Ficar quieta, olhos fechados, e um turbilhão cá dentro, cabeça em voo.
A melhor de todas.

Saudades da Blue Lu Barker

terça-feira, 15 de outubro de 2013

I used to love jesus but now I love the devil

(foto tirada aqui pela menina Ninguém, algures pela alta da cidade-ovo)

(roubado no FB)

Jesus, if you're reading this, you better bring me some chocolate... 


Caraças.

Rise and Shine

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dream a little dream of me

mais uma roubada a Square America


Segundas Feiras, para que vos quero...

Hoje vi um tipo com uma espécie de antena parabólica atrelada atrás da cabeça.
Não vi sobre o que era, que qualquer olhadela a mais podia resultar em risada descarada.
Fiquei-me assim por um olhar de soslaio, o suficiente para dar conta do ar miserável e contrariado da criatura e pensar para os meus botões... Foda-se, ao que nos sujeitamos por uns trocados.
E segui, para o país dos-meia-lecas.

Comecei e acabei um livro.

Não me fez sentir melhor que o "Mulheres" de Bukowski.
Hei-de postar aqui qualquer coisita...
Mas o negrume do dia, o negrume do meu humor e o negrume do livro podia levar ali a um belo carnaval de cabeças a voar. Até lá vi umas catanas e armas fantásticas afins para o efeito!



Definitivamente não gosto de conhecer muitas pessoas. São decepcionantes.
Esta quer arranjar-me um namorado. Diz que é boa casamenteira. Isto depois de descaradamente perguntar se era casada, se tinha filhos ou se tinha namorado.
Que conheceu o namorado dela na escola. Que ele ainda lá está... não é burro; mas não sei o quê (confesso, aqui desliguei, só pensava porque raio ainda não tinha ela parado de falar e porque raio havia eu de querer saber da vida privada dela).
Continuou.
Bem... isso é ser burro. Estamos juntos há 4 anos. Tem um feitio... não sai aos pais. São muito calmos. ele não... não é português, é... (ok, desliguei outra vez...).
Continuou.
É. Vai arranjar-me um namorado.
Saltou-me um sobrolho, desta vez.

Foda-se. Que rica ideia! Um namorado. Burro. Um namorado burro. É mesmo isso que estou a precisar.
Oh que caraças!

E é isto. Aposto que o tipo da parabólica às costas é bem feliz.

domingo, 13 de outubro de 2013

diz que os domingos...

... são um mal d'alma.






É a vez da Ursa Rezinga...

... que dá hoje o seu último paft!



preciso de outro domingo...

Meh


Troca de Galhardetes



sábado, 12 de outubro de 2013

Ele há dias!

Se queres ter mil e uma atenções, é saír em figura domingueira, de quem anda aqui só pelos arredores, sem banho tomado, desgrenhada e vestida com a primeira tralha que te aparece, sem a passar a ferro.
Em menos de nada, tinha um chocolate, uma garrafa de água, um molho de flores na mão.
Em menos de outro nada tinha uma flor em material reciclado na outra mão.
E um nada depois, tinha... hummm... na boca?! um papel com um poema de Fernando Pessoa. Ok, este último foi de uma banca de livros e oferecido por uma senhora que prometeu tentar vezes sem conta trazer a Adília Lopes à cidade-ovo. Isso é que era assunto.

E agora vou-me. Outra vez. De banho tomado e bem "amanhada". A ver se passo despercebida.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013


E diz o Urso Rezingão... para os seus botões e por vezes para fora...


Escrevi há muitos anos...

... (e depois apaguei, para não ferir susceptibilidades.)

Fui ao Porto
com o meu amante
Andei muito a pé
Outras vezes de Andante.


É isto.

Não tem gracinha nenhuma agora. Na altura teve.
Já fui Feliz no Porto.

Não fui eu que disse.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

SHEBAM ! POW ! BLOP ! WIZZ !

Pffffffffffffffffffffttttttttt...


Este blog chegou ao fundo do poço, caramba. Já dá azia, náuseas, males de fígado... Meh!

Hora de disparar baboseira.

Ninguém voltou. (espero que não se baralhem)

You Don't Know Shit


Finalmente terminado o livro "Mulheres" do Bukowski.
Não consigo dizer nada sobre o assunto, por agora, senão... vou vendê-lo ou oferecê-lo rapidamente.
Que pó, catano...
Roubado num local alvo da minha assiduidade. > Coconut Jam

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Oh George...

“Ahh, what’s the point? When I like them, they don’t like me, when they like me I don’t like them. Why can’t I act with the ones I like the way I do with the ones I don’t like?”



“You’re giving me the ‘It’s not you, it’s me’ routine? I invented ‘It’s not you, it’s me’! No one tells me it’s them. If it’s anybody, it’s me!”


Picnic Sushi.
É o que retiro do dia.
Que se fornique o resto.
Eu escreveria, com todo o gosto "que se foda", mas por vezes tropeça por aqui uma alminha (acho que se finou de vez) que lançava sempre um "não digas foder".
Que fazer... também prefiro fazer asneiras a dizê-las. Mas na impossibilidade de tal, deixai-me dizer o que me apetece.

Mas isto era sobre o picnic. De sushi.
Bom a valer. Com toalhinha e tudo.
Isto às vezes até parece boa, a vida, vejam só. Mas a comida tem esse efeito em mim.
O sushi em especial.

Hoje a postadela é para lá de dispensável. Mas isto é meu, certo?!
E por aqui.... já sabem.

Isto, pois!


Clicar, "faxavor" >    Louie: Season 2, Episode 6 – Subway/Pamela

(sim, os anuncios são uma praga... mas desaparecem, com jeitinho)
...
Há sempre qualquer coisa nos banhos.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

E diz Carlos Drummond de Andrade

João amava Teresa que amava Raimundo 
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili 
que não amava ninguém. 
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, 
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, 
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes 
que não tinha entrado na história.



E o que se faz com isto? 
Nada. 
Aprende-se a tocar guitarra ou violino ou a cantar afinadamente... sei lá.
migalhas e risadas

enough already



- Então não podíamos ter ficado ali sentados, à frente? Tinhamos que nos vir enfiar aqui atrás?!
- Ahhh, lá agora, ir ali, a ensinar o caminho ao Diabo! - responde o marido, nariz comprido e peludo, como só a velhice sabe decorar, a propósito de viajarem sentados de costas voltadas para a frente do autocarro.

Tenho que deixar de ouvir música nos transportes publicos. Tudo me parece lindo, meloso ou dramático, assim, com banda sonora.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Não vejo a ponta d'um corno


Ok, é uma péssima piada.
Não é que isso me interesse particularmente.

Para os coxos de compreensão ou de conhecimento do que se trata isto... 
É o chamado Bolo Corno. Ao qual faltam as duas pontas.
Pronto, assim já podem perceber melhor que a piada é simplesmente má.

E de repente...

... o picnic de tuperwares tornou-se assustador.

sou eu e a minha fobia social a funcionarem?!
Ou é mesmo aquele alarme a tocar?!

Oh raios!

Para não parecer sempre velhinha... outra versão. Aviso: Post pré adolescente



Tenho a certeza que nesse dia estarei a repor horas de sono, tendo adormecido com os fones espetados nas orelhas e o tipo bem pode chamar por mim.
Também pode acontecer ter ido tomar banho e ter espuma nos olhos...
Ou vou estar a fazer um exame e a ouvir apenas o "encha o peito de ar. Não respire. Pode respirar".
Ou simplesmente não verei nada que sou distraída como a merda e não vejo ninguém.
Excepto, claro, se for um tipo alto, moreno, olhos verdes, suficiente de barba, suficiente de pêlos, de melena algo desgrenhada,... mas aí é possível que babe 3 segundos, dê uma cotovelada na amiga que tiver ao lado e passe a atenção para a prateleira dos chocolates em menos de nada.

Querido tipo que um dia vai chegar e tal, por favor, pisa-me um pé, ou assim. E não desistas à primeira erguidela de sobrolho. Pisa duas vezes, a ver se eu topo.

Preocupa-me também que o tipo chegue e ainda seja mais parvo e cegueta do que eu. Está o caso mal parado.

Isto é um post de merda.
Se o blog não melhorou até hoje... era agora que ia mudar, não?!

Que pita dos diabos.

Já tinha saudades destes


Durmo o suficiente para sonhar.
Durmo suficientemente mal para me lembrar dos sonhos.

domingo, 6 de outubro de 2013

Urso rezingão... V

... diz que vai ali hibernar e já (não) volta.




Às vezes estas mãozinhas tronchudas servem para fazer nascer coisas bonitas.
E mergulhar na lata de biscoitos.
E mexer no cabelo em determinados estados.
E coçar o pêlo das bichezas.
E gelar bastante no inverno.

Outras vezes servem apenas para dizer adeus.

Delay


Uma pessoa passa dois dias no Porto e é isto que fotografa.
A partir de uma varanda.
Se isto não é de ter vergonha, não sei o que será.
roubado aqui
                 
                     "Let's see each other again. Then, if you think we shouldn't be together, tell me so frankly... That day, six years ago, a rainbow appeared in my heart. It's still there, like a flame burning inside me. But what are your real feelings for me? Are they like a rainbow after the rain? Or did that rainbow fade away long ago?..."

2046 - Wong Kar Wai


sábado, 5 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Urso Rezingão... IV

... canta a plenos pulmões e lá me faz fã pela 2ª vez.

Irreal Social... ou, Querido Diário, eis uma seca!

A manhã de ontem não começou bem.
Até sair à rua ainda não tinha a certeza se já tinha acordado ou se estava a ter alguma espécie de pesadelo foleiro. Nope.
Tive a certeza quando me tentaram entrar casa de banho adentro, no café, com chave e tudo e continuaram a comunicar comigo, reforçando a minha querida bexiga tímida. Sim, é patético, mas toda eu sou um consolo de maluquices.
A ideia de ser apanhada no típico equilíbrio de casa de banho pública, com as calças semi-em-baixo-presas-pelas-generosas-coxas, enquanto pensava na puta da minha falta de sorte, não me foi nada agradável.

Ontem era dia de eremita. Tinha que ser, mas não foi. E esqueci-me da música em casa. E do livro.
Tive que enfiar a máscara socialoide-falo-que-me-desunho-isto-é-tudo-tão-divertido, quando fui capaz, e conviver com cerca de 30 pessoas.
Comi um mini pão-de-ló. Ajudou um bocado. Depois de comer fico mais agradável; saciar fomes é sempre um bom remédio.

Tenho a sorte de me acharem uma graçola. Nunca percebi muito bem qual é o problema daquelas gentes, mas acham-me graçola. Devo ser boa para teatro, como dizem. Ou embarco bem naquilo, acho que é isso.
Também gosto de algumas gentes, não estou assim tão adormecida!
Excepto no auditório. Aí estava.

Quase me emocionei a ver o tipo de cadeira de rodas que apresentou o surf adaptado. Mas isso posso desculpar com os desequilíbrios emocionais. E o sono. E já vos disse que a manhã começou mal. Na verdade o egoísmo não me permitiu senão pensar em mim. Ou, no máximo, um "foda-se... há gente que está pior que eu!" No entanto não foi má consciência. Foi um "foda-se, quero estar melhor na vida e esta gente está-me a deixar deprimida!".
Depois pensei que iria parar ao inferno, se existisse tal coisa, e que iria ser bem maneirinho, todo aquele festareu sem julgamentos e o quente e o carago.

Depois comi, outra vez, e fiquei melhor com isto tudo. Pensei eu.

Mas depois vem um tipo todo giraço, animado, vivaço, falar das suas viagens em bicicleta, que faz com a namorada, que embarcaram nesta aventura e bla bla bla e deixaram empregos e juntaram-se logo e e e e... e fiquei com vontade de lhe bater. Isso e fugir para qualquer lado, fosse de bicicleta, carro, comboio ou montada num burro. No fundo foi só um ataque de dor de cotovelo. Eram um casal dos diabos. Giros, encaixavam que metia nojo.

O dia podia ter sido pior. Mas podia ter sido melhor; não encontrei o livro que queria, que ia bem no menu de ontem, para algum consolo e aliviar dores de barriga. "Contos de Amor, Loucura e Morte", de Horacio Quiroga.
Em vez de o ter oferecido na altura, devia-o ter comprado para mim. Já lá vão uns anos, mas ainda o choro.
Querido Lugones, Chamuça ou assim, se leres esta merda, perdoa-me.Nunca mo emprestaste como combinado... mereces roubo. (o que vale é que só vens ler e comentar quando escreves algo no teu blog e queres leitores e comentários. Merecemos a amizade um do outro, no fundo.)

E assim se escrevem coisas sem pés nem cabeça, um dia depois do que devia ser.

Vão ler livros a sério, pá!
Ou continuem aí, que tenho muita bodega sem jeito para escrever.
       Por
                     aqui
nada
           de
                       interesse.

Amanhã rabisco qualquer coisa arrancada do caderno.
Se me apetecer.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Urso Rezingão... III

... diz "calma lá com isso"




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Isso

Perdi
o jeito
o gesto
o tempo
o autocarro
o fio à meada
e a oportunidade.
Mas encontrei as chaves de casa.

Urso Rezingão... II

... arranja uma alternativa às torradas no forno.


Bom dia, alegria!

Devo ser a única pessoa que deseja um bom dia ao motorista do autocarro que apanho.
Acho que só faço isto de manhã... deve ser para contrariar o ar remeloso-mal-disposto-de-música-nos-ouvidos-para-não-aturar-mais-ninguém e sentir que até sou uma pessoa amável e simpática. Até sou.

Cheira-me que os motoristas já deram conta, porque o de hoje piscou-me o olho.

Como diria alguém... Vidas!


Ao ler "Mulheres" de Bukowski, senti, inicialmente que esta personagem, Chinaski, seria uma dessas criaturas xonés que de alguma forma me atrairia, sabe Deus porquê.
Na continuidade do livro, após ainda me rir com o personagem, passei a achá-lo vulgar, odioso, patético... No fundo, um pouco como a minha última relação.
Estou quase, quase a terminá-lo, não passa de hoje. Resta saber se também vou ficar com a sensação de que nunca mais lhe vou querer pegar.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Urso Rezingão... I

... vai a banhos com Body Lotion. De pêlo macio, desliza como um pijama de seda.


agorinha


Coração o Ditador

antes que se constipe...

 nada a dizer
foi-se-me a imaginação.
 diz que me morreram os neurónios,
 um a um.
caíram de repente, num ataque de tédio.
já não havia nada a fazer.
tenho uma cama demasiado grande
para quem dorme mesmo à beirinha.

tenho uns pés demasiado frios
para quem tem meias quentes na gaveta.

tenho muitos sonhos
para quem dorme tão pouco.

tenho muita vontade
para quem não sabe esperar.

tenho muitas caraminholas
para uma tola tão pequena.